Willow, eu não chego a discordar das suas opiniões, nem tanto no conteúdo, mas um tanto no grau, sim. A quem lá queira jogar na latrina os partidos e a economia, eu não vejo saída, a não ser esta mesmo: o ralo.
Por mais que o nosso modelo não tenha funcionado da forma que gostaríamos ate hoje, isso não quer dizer que não haja saída. São poucas as nações (talvez nenhuma) que chegaram a se desenvolver a não ser por esses meios: partidos e economia.
Eu sinceramente não acredito que a perspectiva certa seja a socialista, por exemplo, a liberal tampouco. Aquela em que eu acredito (mas não totalmente) é a social-democracia, aquela chamada de terceira-via, de que o PT se aproxima, mas não chega.
De forma simples, e em miúdos, eu acredito ser necessário enxugar o Estado, fortalecer o Legislativo e diminuir os poderes do Executivo, isso entre outras coisas. Nós até já tivemos a oportunidade de conversar sobre isso e discordamos.
Tudo bem, é difícil ter certeza de qual a opção mais certa - ainda mais em tempos em que as ideologias são confusas e os partidos seguem linhas mais pragmáticas do que ideológicas. Mas, no mínimo, dizer que somos governados pela CEO é exagero.
Só para finalizar com piadinha: se fôssemos mesmo considerar as ideologias: para que se levassem em conta, e com força, o indivíduo, nós seríamos tidos antes como liberais: defensores da ordem e da lei, da liberdade individual: ainda bem que o PFL é só sigla.
Márcio
terça-feira, abril 11, 2006
Crônica de uma quase morte anunciada
Nossa decepção, nossa humilhação, nossa agonia já dura quantos anos? Quinze, dez, oito? Agora, chegamos a um momento crucial da existência do Esporte Clube Bahia. A questão não é mais: "será que vamos sair da crise?".
O dilema, dolorido, duro, que dói como ponta da adaga no peito, é: "quando será nosso último suspiro?".
Sim, meus amigos, estamos morrendo. A turma de Maracajá, Marcelo, Petrônio, Pernet e Aciolly está cravando as mãos da morte sobre o Esporte Clube Bahia há décadas.
Neste instante, eles apresentam ao mundo apenas um cadáver, como se fazia com os premiês embalsamados ainda morto-vivos na União Soviética, à época da Guerra Fria. Nosso fim já tem dia certo: é a crônica de uma quase morte anunciada - à maneira do genial Gabriel Garcia Márquez. Será no dia 24 de maio de 2006, por volta das 19h, se não ganharmos o 2º Turno do Campeonato Baiano.
Se isso acontecer, o Bahia estará fora da Copa do Brasil e da Série C, em 2007. Será relegado à condição de mero clube local, de um clubinho qualquer.
Vivos, vamos carregar em nossos corações um amor morto-vivo, que vai nos acompanhar até os nossos últimos dias como um pesadelo sem fim, como um fantasma sem descanso. Como cantou Chico Buarque, a dor será arrumar o quarto do filho que já morreu. E como não doer, e como não chorar, ao tocar, no fundo da gaveta, cheirando a naftalina, a camisa tricolorida.
Nós seremos fantasmas de nós mesmos, falando de um morto insepulto, mas que ninguém - a não ser nós - respeita, enquanto o inimigo vai resgatando as glórias, que de forma relapsa e criminosa, deixamos pelo caminho.
Enquanto o outro vegeta em seu berço um dia esplêndido, os mais jovens irão calcorrear ainda muito pela vida em busca de um novo amor, de um novo pendão; mas, morrerão, é certo, um dia, com a boca amarga da traição nunca consumada.
Não faço quase profecias nem antevejo o futuro porque tenha dons especiais. Vou pelos caminhos da lógica, pelos atalhos do bom senso.
E tudo o que falta aos eternos donos do Bahia é, justamente, lógica e bom senso. As coisas mais estúpidas, a falta de transparência, a manipulação da verdade, a irresponsabilidade, a visão estreita, a largueza dos bolsos.
Todos esses elementos, somados a uma opinião pública vesga, propositadamente confundida por uma legião de vozes amplificadas e cérebros reduzidos, permitiram que os donos do Bahia se eternizassem no poder.
Quando perdeu a eleição - uma farsa montada pelos donos do Bahia para "exemplar" a oposição, mas ridicularizando-se a si próprios - em novembro de 2005, o engenheiro Fernando Jorge Carneiro declarou: "Hoje, assinaram o atestado de óbito do Esporte Clube Bahia". Agora, os donos do Bahia carregam o ataúde para a sepultura.
Alguns, é claro, se escondem sob o manto repulsivo da covardia, escusando-se a segurar a alça do caixão. Eles - que trocaram o "Nasceu para Vencer" por "Nasceu para Vender" - venderam o meu Bahia por um punhado de mais de 30 moedinhas. E pra quê? Não compram, com essa mixórdia, nem uma cadeira cativa no inferno.
Nestor Mendes Jr., jornalista, é autor de "Bahia Esporte Clube da Felicidade - 70 anos de Glórias"
Hahahahahahahahaha! Já vai tarde!( essa é minha...)
O dilema, dolorido, duro, que dói como ponta da adaga no peito, é: "quando será nosso último suspiro?".
Sim, meus amigos, estamos morrendo. A turma de Maracajá, Marcelo, Petrônio, Pernet e Aciolly está cravando as mãos da morte sobre o Esporte Clube Bahia há décadas.
Neste instante, eles apresentam ao mundo apenas um cadáver, como se fazia com os premiês embalsamados ainda morto-vivos na União Soviética, à época da Guerra Fria. Nosso fim já tem dia certo: é a crônica de uma quase morte anunciada - à maneira do genial Gabriel Garcia Márquez. Será no dia 24 de maio de 2006, por volta das 19h, se não ganharmos o 2º Turno do Campeonato Baiano.
Se isso acontecer, o Bahia estará fora da Copa do Brasil e da Série C, em 2007. Será relegado à condição de mero clube local, de um clubinho qualquer.
Vivos, vamos carregar em nossos corações um amor morto-vivo, que vai nos acompanhar até os nossos últimos dias como um pesadelo sem fim, como um fantasma sem descanso. Como cantou Chico Buarque, a dor será arrumar o quarto do filho que já morreu. E como não doer, e como não chorar, ao tocar, no fundo da gaveta, cheirando a naftalina, a camisa tricolorida.
Nós seremos fantasmas de nós mesmos, falando de um morto insepulto, mas que ninguém - a não ser nós - respeita, enquanto o inimigo vai resgatando as glórias, que de forma relapsa e criminosa, deixamos pelo caminho.
Enquanto o outro vegeta em seu berço um dia esplêndido, os mais jovens irão calcorrear ainda muito pela vida em busca de um novo amor, de um novo pendão; mas, morrerão, é certo, um dia, com a boca amarga da traição nunca consumada.
Não faço quase profecias nem antevejo o futuro porque tenha dons especiais. Vou pelos caminhos da lógica, pelos atalhos do bom senso.
E tudo o que falta aos eternos donos do Bahia é, justamente, lógica e bom senso. As coisas mais estúpidas, a falta de transparência, a manipulação da verdade, a irresponsabilidade, a visão estreita, a largueza dos bolsos.
Todos esses elementos, somados a uma opinião pública vesga, propositadamente confundida por uma legião de vozes amplificadas e cérebros reduzidos, permitiram que os donos do Bahia se eternizassem no poder.
Quando perdeu a eleição - uma farsa montada pelos donos do Bahia para "exemplar" a oposição, mas ridicularizando-se a si próprios - em novembro de 2005, o engenheiro Fernando Jorge Carneiro declarou: "Hoje, assinaram o atestado de óbito do Esporte Clube Bahia". Agora, os donos do Bahia carregam o ataúde para a sepultura.
Alguns, é claro, se escondem sob o manto repulsivo da covardia, escusando-se a segurar a alça do caixão. Eles - que trocaram o "Nasceu para Vencer" por "Nasceu para Vender" - venderam o meu Bahia por um punhado de mais de 30 moedinhas. E pra quê? Não compram, com essa mixórdia, nem uma cadeira cativa no inferno.
Nestor Mendes Jr., jornalista, é autor de "Bahia Esporte Clube da Felicidade - 70 anos de Glórias"
Hahahahahahahahaha! Já vai tarde!( essa é minha...)
Acreditar no PSDB?
Senhores,
Concordo com todas as críticas ao Governo Lula e ao PT. Aliás fui o primeiro a ressaltar tais exemplos num debate com o Deputado Federal Walter Pinheiro. Nunca acreditei que você tivesse escolhido o PSDB como forma de penalizar o PT. Quem assim faz, esquece porque está votando. Nesse caso, prefiro até o voto nulo.
Agora, acreditar que o PSDB respeita mais as instituições, não faz uso das mesmas e nunca interferiu no poder legislativo não é correto. Pelo menos não depois de oito anos, nos quais o PSDB teve total liberdade NA imprensa, assim como apoio em diversos atos. Até para enterrar CPIs importantes: dinheiro de campanha no exterior não é privilégio do PT. Não nos esqueçamos que houve também pagamento a parlamentares para aprovações no Congresso. Quem quis não pôde investigar. Os tucanos também não quiseram retroceder as investigações sobre as ações do Marcos Valerio antes do Governo Lula.
De modo algum estou justificando a corrupção deslavada do PT, nem igualando os dois partidos. Cada um fere a justiça a seu modo. E não só eles, a gente vive na Bahia e sabe o que o PFL faz. Quer dizer, quase nada foi provado contra o PFL e pouca coisa contra o PSDB, mas nem tudo foi provado contra o PT, se a questão é essa.
Não aceito, em hipótese alguma, que os tucanos sejam claros em suas medidas. Realmente, eles defendem suas propostas não populistas, mas como fazia FHC, com um sorriso de desdenho: "quem não concorda conosco é ignorante e ultrapassado". Foi como me senti nos oito anos de Fernando.
Comemorei muito a vitória de Lula, sonhei com um Brasil transformado e quebrei a cara. Nunca o elegi messias, entretanto. O que sei hoje é: nem PT, PSDB, PFL, PMDB, nem qualquer outro partido mudará a brutal realidade. A razão? Todos assumem que para acabar a pobreza é preciso que o país cresça, para gerar emprego e dividir melhor a renda. O Brasil já foi a 8ª economia do mundo, já teve saltos de crescimento e exportações e cadê a partilha? É a mesma teoria do bolo do regime militar. A economia tornou-se a matéria mais importante da sociedade, um tipo de economia que não leva em consideração o indivíduo, nem as comunidades e nem o bem-estar dos trabalhadores, a não ser como uma jogada de marketing. É teoria da conspiração achar que os presidentes não governam, mas as empresas? Podemos até trocar o nome presidente por CEO. Assim são chamados os grandes empresários.
Willow
Concordo com todas as críticas ao Governo Lula e ao PT. Aliás fui o primeiro a ressaltar tais exemplos num debate com o Deputado Federal Walter Pinheiro. Nunca acreditei que você tivesse escolhido o PSDB como forma de penalizar o PT. Quem assim faz, esquece porque está votando. Nesse caso, prefiro até o voto nulo.
Agora, acreditar que o PSDB respeita mais as instituições, não faz uso das mesmas e nunca interferiu no poder legislativo não é correto. Pelo menos não depois de oito anos, nos quais o PSDB teve total liberdade NA imprensa, assim como apoio em diversos atos. Até para enterrar CPIs importantes: dinheiro de campanha no exterior não é privilégio do PT. Não nos esqueçamos que houve também pagamento a parlamentares para aprovações no Congresso. Quem quis não pôde investigar. Os tucanos também não quiseram retroceder as investigações sobre as ações do Marcos Valerio antes do Governo Lula.
De modo algum estou justificando a corrupção deslavada do PT, nem igualando os dois partidos. Cada um fere a justiça a seu modo. E não só eles, a gente vive na Bahia e sabe o que o PFL faz. Quer dizer, quase nada foi provado contra o PFL e pouca coisa contra o PSDB, mas nem tudo foi provado contra o PT, se a questão é essa.
Não aceito, em hipótese alguma, que os tucanos sejam claros em suas medidas. Realmente, eles defendem suas propostas não populistas, mas como fazia FHC, com um sorriso de desdenho: "quem não concorda conosco é ignorante e ultrapassado". Foi como me senti nos oito anos de Fernando.
Comemorei muito a vitória de Lula, sonhei com um Brasil transformado e quebrei a cara. Nunca o elegi messias, entretanto. O que sei hoje é: nem PT, PSDB, PFL, PMDB, nem qualquer outro partido mudará a brutal realidade. A razão? Todos assumem que para acabar a pobreza é preciso que o país cresça, para gerar emprego e dividir melhor a renda. O Brasil já foi a 8ª economia do mundo, já teve saltos de crescimento e exportações e cadê a partilha? É a mesma teoria do bolo do regime militar. A economia tornou-se a matéria mais importante da sociedade, um tipo de economia que não leva em consideração o indivíduo, nem as comunidades e nem o bem-estar dos trabalhadores, a não ser como uma jogada de marketing. É teoria da conspiração achar que os presidentes não governam, mas as empresas? Podemos até trocar o nome presidente por CEO. Assim são chamados os grandes empresários.
Willow
segunda-feira, abril 10, 2006
É uma vergonha
Boris Casoy saiu de cena esse ano. A Record preferiu investir em um clone do Jornal Nacional e preteriu Casoy, que, claro, não poderia aceitar esse procedimento. Bom. Há algumas semanas o jornalista, apresentador e bicudo soltou um artigo na seção de debates da Folha de São Paulo. Por aqueles dias pensei até em colocar aqui no blog, mas como era um texto longo, guardei pra mim. Hoje, no entanto, depois de escrever um relato bem longo por aqui, resolvi compartilhar com vocês o artigo de Casoy, que ainda não disse, considero bastante pertinente.
Vejam vocês:
www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2803200609.htm
Márcio
Vejam vocês:
www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2803200609.htm
Márcio
PS: crime não é crime!!
Como prometi ontem, existe esse terceiro texto aqui, que começa com piadinha metafísica no título. Isso porque discordo de você, Darino, em um ponto fundamental: eu não acho que crime é crime; aliás, acho sim, mas é diferente: acho que nem todo crime é qualquer crime.
A discussão já está pra lá de longa, mas é com isso que queria concluir: os crimes se diferenciam na gravidade e devem ser enquadrados na medida dela. De novo aquela coisa: não dá pra igualar o que é desigual, senão nós perderemos o grau de gravidade das coisas.
Não é óbvio que um crime de caixa-dois seja diferente de um crime de corrupção? Tanto é que o PT quis mascarar o último no primeiro para sair com o crime menor. Claro. E fez mais, disse, “todo mundo faz”. Crime é crime? Claro que é. Mas cada um tem a sua devida cara.
Com isso não quero minimizar crimes ou muito menos justificá-los. Não. Eu acho aquele mesmo clichê de que todos os crimes devem ser punidos. No entanto, tenho que dizer, cada crime deve ser punido de acordo com o agravo que provocou: nada a mais e nada a menos.
Meu voto
Não declaro meu voto a Alckmin por ser anti-Lula, nem no PSDB por ser anti-PT. Voto em ambos por acreditar num direcionamento e numa forma de governo que eu julgo ser a melhor. Não só quero que Lula e o PT caiam, quero eleger Alckmin e principalmente o PSDB.
No entanto, com isso não estou dizendo que escolhi o PSDB como um antigo PT. Não sou devoto condicional dos tucanos. Deixo essa tarefa restrita aos dogmas dos petistas. Eu tenho meus “poréns” para o PSDB, também tenho dúvidas, mas o que tenho mais são convicções.
Não voto em Alckmin como o digno probo, embora não o acuse, ainda, do contrário. Não faço dele o messias que fizeram de Lula. Muito menos voto em sua imagem pessoal, embora seja difícil escapar de imagens. Quem ainda vota em ícone é a maioria que votará em Lula.
Temos de moleque
Ontem já tive meus tempos de esquerdista. Coisa de moleque. Hoje desisti dessa polaridade extremamente oposta, nenhum nem outro, e sou mais destro do que qualquer outra coisa. Não entro nesse debate, até porque poucos são os que conseguem definir esquerdo e direito.
Mesmo que não tivesse existido o mensalão, votaria, ainda assim, em Serra e no PSDB. Não desisti do PT porque me senti traído, ou porque o partido mentiu, eu simplesmente pude observar de perto a essência de um petista com poder: controlador, regulador e autoritário.
Essas palavras são espetaculosas também. Eu sempre achei que fossem. Nunca cedi às opiniões da oposição que atentavam para a falta de simpatia petista pelas instituições democráticas. Bom, isso até ver tantos exemplos da falta de jeito do PT com a democracia.
Isso para mim me causou surpresa, e confesso, foi difícil de acreditar. Mas sabe como é, nesses últimos quatro anos, o PT mesmo fez questão de reiterar esse aspecto, enfiar goela abaixo, mesmo: eu até tinha minhas cegueiras, mas o PT insistiu tanto que eu tive que ver.
Essa de certo foi a minha maior surpresa. Decepções eu tive inúmeras. Corrupção foi decepção, não tanto surpresa, a não ser na proporção. Seguir a política de Malan, colocar tucanos, como Meirelles, na economia foi surpresa, mas não decepção, vi nisso uma virtude.
FHC um dia disse “esqueçam o escrevi”, talvez com uma sinceridade ingênua. Nesse governo, o PT disse, ou melhor, provou, “esqueçam o que dissemos que éramos e o que dissemos o que íamos fazer”. Se um errou pela sinceridade, o outro mentiu para então errar.
O PSDB fez e faz o favor de ser bem claro naquilo que acredita ser o melhor, mesmo que sejam medidas pouco populares, como a política de privatização e o parlamentarismo. O PT se enche de mito pra se dizer uma coisa que não é: democrático, competente e renovador.
Um parêntesis e uma conclusão
Ontem Gil foi entrevistado no Manhattan Connection. Foi engraçado como não conseguiu responder uma pergunta e como foi tão fácil entrar em saia justa. Isso só porque Lúcia Guimarães lhe perguntou sobre a falta de tato com as críticas e a liberdade de expressão.
Quem puder, veja, hoje reprisa, é engraçado. Em menos de cinco perguntas o ministro passa por uma descompostura e se enrola todo pra responder. Não disse nada. Mainardi, claro, riu e disse pra Lúcia, que adora Gil, “que cara chato! ninguém entendeu uma palavra, nem ele”.
O pior disso tudo é que o PT tem esse espírito na raiz e não vê nenhum mau nisso. Tarso Genro, o idiota, é um grande exemplo disso, ele que diz que o PT fortaleceu as instituições!! Quais?! Correios? Banco Rural? A Caixa? A Polícia Federal? A Abin? O STF? O Congresso?!!
O problema é que isso não é um partido somente, é uma corrente, é até uma cultura (está incrustado no espírito do "tudo pela causa"): centralizadora, assistencialista, populista, controladora, do novo “superpresidencialismo”: eu digo, afirmo e reitero: eu tenho medo!!
Quem conseguiu chegar ao final, amém!!
Vou voltar à música
Márcio
A discussão já está pra lá de longa, mas é com isso que queria concluir: os crimes se diferenciam na gravidade e devem ser enquadrados na medida dela. De novo aquela coisa: não dá pra igualar o que é desigual, senão nós perderemos o grau de gravidade das coisas.
Não é óbvio que um crime de caixa-dois seja diferente de um crime de corrupção? Tanto é que o PT quis mascarar o último no primeiro para sair com o crime menor. Claro. E fez mais, disse, “todo mundo faz”. Crime é crime? Claro que é. Mas cada um tem a sua devida cara.
Com isso não quero minimizar crimes ou muito menos justificá-los. Não. Eu acho aquele mesmo clichê de que todos os crimes devem ser punidos. No entanto, tenho que dizer, cada crime deve ser punido de acordo com o agravo que provocou: nada a mais e nada a menos.
Meu voto
Não declaro meu voto a Alckmin por ser anti-Lula, nem no PSDB por ser anti-PT. Voto em ambos por acreditar num direcionamento e numa forma de governo que eu julgo ser a melhor. Não só quero que Lula e o PT caiam, quero eleger Alckmin e principalmente o PSDB.
No entanto, com isso não estou dizendo que escolhi o PSDB como um antigo PT. Não sou devoto condicional dos tucanos. Deixo essa tarefa restrita aos dogmas dos petistas. Eu tenho meus “poréns” para o PSDB, também tenho dúvidas, mas o que tenho mais são convicções.
Não voto em Alckmin como o digno probo, embora não o acuse, ainda, do contrário. Não faço dele o messias que fizeram de Lula. Muito menos voto em sua imagem pessoal, embora seja difícil escapar de imagens. Quem ainda vota em ícone é a maioria que votará em Lula.
Temos de moleque
Ontem já tive meus tempos de esquerdista. Coisa de moleque. Hoje desisti dessa polaridade extremamente oposta, nenhum nem outro, e sou mais destro do que qualquer outra coisa. Não entro nesse debate, até porque poucos são os que conseguem definir esquerdo e direito.
Mesmo que não tivesse existido o mensalão, votaria, ainda assim, em Serra e no PSDB. Não desisti do PT porque me senti traído, ou porque o partido mentiu, eu simplesmente pude observar de perto a essência de um petista com poder: controlador, regulador e autoritário.
Essas palavras são espetaculosas também. Eu sempre achei que fossem. Nunca cedi às opiniões da oposição que atentavam para a falta de simpatia petista pelas instituições democráticas. Bom, isso até ver tantos exemplos da falta de jeito do PT com a democracia.
Isso para mim me causou surpresa, e confesso, foi difícil de acreditar. Mas sabe como é, nesses últimos quatro anos, o PT mesmo fez questão de reiterar esse aspecto, enfiar goela abaixo, mesmo: eu até tinha minhas cegueiras, mas o PT insistiu tanto que eu tive que ver.
Essa de certo foi a minha maior surpresa. Decepções eu tive inúmeras. Corrupção foi decepção, não tanto surpresa, a não ser na proporção. Seguir a política de Malan, colocar tucanos, como Meirelles, na economia foi surpresa, mas não decepção, vi nisso uma virtude.
FHC um dia disse “esqueçam o escrevi”, talvez com uma sinceridade ingênua. Nesse governo, o PT disse, ou melhor, provou, “esqueçam o que dissemos que éramos e o que dissemos o que íamos fazer”. Se um errou pela sinceridade, o outro mentiu para então errar.
O PSDB fez e faz o favor de ser bem claro naquilo que acredita ser o melhor, mesmo que sejam medidas pouco populares, como a política de privatização e o parlamentarismo. O PT se enche de mito pra se dizer uma coisa que não é: democrático, competente e renovador.
Um parêntesis e uma conclusão
Ontem Gil foi entrevistado no Manhattan Connection. Foi engraçado como não conseguiu responder uma pergunta e como foi tão fácil entrar em saia justa. Isso só porque Lúcia Guimarães lhe perguntou sobre a falta de tato com as críticas e a liberdade de expressão.
Quem puder, veja, hoje reprisa, é engraçado. Em menos de cinco perguntas o ministro passa por uma descompostura e se enrola todo pra responder. Não disse nada. Mainardi, claro, riu e disse pra Lúcia, que adora Gil, “que cara chato! ninguém entendeu uma palavra, nem ele”.
O pior disso tudo é que o PT tem esse espírito na raiz e não vê nenhum mau nisso. Tarso Genro, o idiota, é um grande exemplo disso, ele que diz que o PT fortaleceu as instituições!! Quais?! Correios? Banco Rural? A Caixa? A Polícia Federal? A Abin? O STF? O Congresso?!!
O problema é que isso não é um partido somente, é uma corrente, é até uma cultura (está incrustado no espírito do "tudo pela causa"): centralizadora, assistencialista, populista, controladora, do novo “superpresidencialismo”: eu digo, afirmo e reitero: eu tenho medo!!
Quem conseguiu chegar ao final, amém!!
Vou voltar à música
Márcio
Responde essa, Márcio...
Alckmin, o filho e as agulha$
O tucano Geraldo Alckmin não entrou sozinho na campanha. Devagarinho, ele vai arrastando para o centro da arena eleitoral toda a família. Sua mulher, Lu “400 vestidos” Alckmin, vem sendo alvejada faz duas semanas. Agora, a repórter Tatiana Farah traz para o centro da cena o filho, Thomaz Alckmin, 23. Descobriu-se que Thomaz é sócio de Suellen. Vem a ser filha do acupunturista Jou Eel Jia. Médico particular do presidenciável tucano, Jou mantém diversos convênios com o governo de São Paulo, comandado por Alckmin até dez dias atrás. Thomaz Alckmin e Suellen Jia são sócios na empresa JT Comércio e Distribuição de Produtos Naturais. O “J” é de Jou. O “T”, de Thomaz. O nome fantasia da firma é Eco Ervas. Ela tem como clientes uma a clínica de acupuntura e um spa de Jou Jia, que, por sua vez, mantém parceria$ com o governo estadual.Numa dessas parcerias, a Secretaria de Educação paulista torrou R$ 1,044 milhão, supostamente para custear diárias e transporte para que o acupunturista de Alckmin realizasse oficinas de técnicas de medicina oriental e meditação. Na semana passada, a Folha revelara que uma estatal paulista havia patrocinado uma revista que, sob a direção de Jou, trouxe Alckmin na capa de sua última edição. Agora, mais essa. Só mesmo com muitas agulhadas Geraldo Alckmin vai conseguir manter o semblante chuchu-zen até o fim da campanha. “Estão procurando pêo em ovo”, diz o candidato. É bom que seja assim. No Brasil dos últimos anos, o eleitor está cansado de votar em ovos de aparência inocente para, depois, descobrir-se diante de encrencas cabeludas. Convém verificar antes. A Promotoria Pública de São Paulo está averiguando o caso.
josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br
O tucano Geraldo Alckmin não entrou sozinho na campanha. Devagarinho, ele vai arrastando para o centro da arena eleitoral toda a família. Sua mulher, Lu “400 vestidos” Alckmin, vem sendo alvejada faz duas semanas. Agora, a repórter Tatiana Farah traz para o centro da cena o filho, Thomaz Alckmin, 23. Descobriu-se que Thomaz é sócio de Suellen. Vem a ser filha do acupunturista Jou Eel Jia. Médico particular do presidenciável tucano, Jou mantém diversos convênios com o governo de São Paulo, comandado por Alckmin até dez dias atrás. Thomaz Alckmin e Suellen Jia são sócios na empresa JT Comércio e Distribuição de Produtos Naturais. O “J” é de Jou. O “T”, de Thomaz. O nome fantasia da firma é Eco Ervas. Ela tem como clientes uma a clínica de acupuntura e um spa de Jou Jia, que, por sua vez, mantém parceria$ com o governo estadual.Numa dessas parcerias, a Secretaria de Educação paulista torrou R$ 1,044 milhão, supostamente para custear diárias e transporte para que o acupunturista de Alckmin realizasse oficinas de técnicas de medicina oriental e meditação. Na semana passada, a Folha revelara que uma estatal paulista havia patrocinado uma revista que, sob a direção de Jou, trouxe Alckmin na capa de sua última edição. Agora, mais essa. Só mesmo com muitas agulhadas Geraldo Alckmin vai conseguir manter o semblante chuchu-zen até o fim da campanha. “Estão procurando pêo em ovo”, diz o candidato. É bom que seja assim. No Brasil dos últimos anos, o eleitor está cansado de votar em ovos de aparência inocente para, depois, descobrir-se diante de encrencas cabeludas. Convém verificar antes. A Promotoria Pública de São Paulo está averiguando o caso.
josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br
Relativizar
Caros Amigos, Darino e Márcio,
Caetano Veloso é um marco na música brasileira, sem dúvida de muita importância cultural. Entretanto, seu forte nunca foi o comentário político. Na sua verve falante, já disse, e não é folclore, "ACM é lindo!". Isso não impede que, neste caso, ele esteja certo, mas considero muito mais a sua opinião, Darino, que a dele.
O nosso Alckmin disse que ia dar um banho de ética no Brasil. Um declaração tão inflamada e populista, acompanhada pelo favorecimento através do Nossa Caixa, só demonstra o que ninguém quer ver. Não haverá mudança, os presidentes não governam. FHC não fez isso, Lula até hoje também não e menos ainda os militares.
Você está certo Marcinho, não dá pra igualar todo mundo, mas não é facil apontar os diferentes, ou você coloca sua mão no fogo pelo Chuchu tucano? Para mim os partidos estão iguais sim, e o PT é um dos piores por ter se igualado. Entre o despenhadeiro e o precipício não há escolha. A mudança não virá da vontade partidária, nem surgirá o super-homem (todo super-homem é um ditador) para nos restituir a glória, que aliás nunca existiu neste país. Desculpe, exceto no futebol, é claro.
Será assim neste ano de eleição: a Copa do Mundo já está eleita. A Seleção deve ganhar. Mas nós, minúsculos, já perdemos.
Willow
Caetano Veloso é um marco na música brasileira, sem dúvida de muita importância cultural. Entretanto, seu forte nunca foi o comentário político. Na sua verve falante, já disse, e não é folclore, "ACM é lindo!". Isso não impede que, neste caso, ele esteja certo, mas considero muito mais a sua opinião, Darino, que a dele.
O nosso Alckmin disse que ia dar um banho de ética no Brasil. Um declaração tão inflamada e populista, acompanhada pelo favorecimento através do Nossa Caixa, só demonstra o que ninguém quer ver. Não haverá mudança, os presidentes não governam. FHC não fez isso, Lula até hoje também não e menos ainda os militares.
Você está certo Marcinho, não dá pra igualar todo mundo, mas não é facil apontar os diferentes, ou você coloca sua mão no fogo pelo Chuchu tucano? Para mim os partidos estão iguais sim, e o PT é um dos piores por ter se igualado. Entre o despenhadeiro e o precipício não há escolha. A mudança não virá da vontade partidária, nem surgirá o super-homem (todo super-homem é um ditador) para nos restituir a glória, que aliás nunca existiu neste país. Desculpe, exceto no futebol, é claro.
Será assim neste ano de eleição: a Copa do Mundo já está eleita. A Seleção deve ganhar. Mas nós, minúsculos, já perdemos.
Willow
Mais um baiano (e dos bons!) adere à minha causa...
"Votar em Lula de novo é um absurdo", Caetano Veloso, no portal ig, em 09/04/2006.
"Caê é lindo, suas palavras tem a complexibilidade e a espontaneidade inerentes a alguém altamento atento às questões públicas que envolvem o nosso país como um todo, nos aspects sociológicos, políticos e econômicos...", Dadá, enfim, feliz com a adesão do ídolo!
"Caê é lindo, suas palavras tem a complexibilidade e a espontaneidade inerentes a alguém altamento atento às questões públicas que envolvem o nosso país como um todo, nos aspects sociológicos, políticos e econômicos...", Dadá, enfim, feliz com a adesão do ídolo!
domingo, abril 09, 2006
Resposta à Darino Vol. II: as CPI’s
Sobre a quantidade de CPI’s supostamente “enterradas” por Alckmin na Assembléia Legislativa de São Paulo o que temos, pelo menos no comentário de André Petry, é um número espetaculoso: de 61 CPI’s “enterradas” inferem-se logo grandes escândalos, né não?
No entanto, Petry não nos diz, por exemplo, que a não instalação das CPI’s se deram porque as denúncias eram infundadas, ou absurdas, não diz se apenas eram ameaças da oposição, e, pior, nem diz quais os escândalos que supostamente teriam sido abafados por Alckmin.
Em primeiro lugar, a instalação ou não de uma CPI é de responsabilidade do Legislativo. Por mais que Alckmin tenha a maioria na Assembléia, assim como Fernando Henrique e Lula tiveram no Congresso, uma CPI dificilmente consegue escapar de escândalos graves.
CPI’s são instaladas em casos graves, onde existam fortes indícios de crime, e quando isso acontece, a força da opinião pública é tão forte que mesmo a maioria da situação não consegue barrar sua instalação – caso p. ex. das CPMI’s desse governo ou do governo FHC.
CPI’s são fontes de investigação política, e por causa disso, entra no jogo político, desde os pedidos de instalação, até as suas conclusões. Poderíamos desse número, além de pensar, “existe muito escândalo abafado”, poderíamos inferir, “existe muito terror da oposição”.
Acho as duas opções plausíveis, só que em bem menores medidas. Existe, claro, um jogo duro da oposição para desestabilizar o Governo e uma articulação da situação para minorizar as denúncias. É um jogo político amplo e que envolve todos os partidos – não só PT e PSDB.
No mais, existe uma particularidade da legislação da Assembléia paulista: é muito difícil a instalação de CPI’s. Existe, inclusive, um projeto do Presidente da Assembléia, do PFL, opositor à Alckmin, porém de partido aliado ao PSBD, para facilitar instalações de CPI’s.
No final, vejo três coisas: primeiro: um número exagerado em um comentário malicioso de um jornalista que deixa as coisas pela metade; segundo: a força de Alckmin na Assembléia; terceiro: a fraqueza da oposição diante de um Governador que beira os 80% de aprovação.
Claro que é preciso investigar. No entanto apenas lançar um número de CPI’s “enterradas” não diz nada. Um jornalista desses deveria dizer que acusações foram levantadas e mostrar alguma conclusão do Ministério Público, no mínimo. Desse jeito, eu não caio nessas falácias.
Ainda há um outro texto!!
Posto amanhã
Márcio
No entanto, Petry não nos diz, por exemplo, que a não instalação das CPI’s se deram porque as denúncias eram infundadas, ou absurdas, não diz se apenas eram ameaças da oposição, e, pior, nem diz quais os escândalos que supostamente teriam sido abafados por Alckmin.
Em primeiro lugar, a instalação ou não de uma CPI é de responsabilidade do Legislativo. Por mais que Alckmin tenha a maioria na Assembléia, assim como Fernando Henrique e Lula tiveram no Congresso, uma CPI dificilmente consegue escapar de escândalos graves.
CPI’s são instaladas em casos graves, onde existam fortes indícios de crime, e quando isso acontece, a força da opinião pública é tão forte que mesmo a maioria da situação não consegue barrar sua instalação – caso p. ex. das CPMI’s desse governo ou do governo FHC.
CPI’s são fontes de investigação política, e por causa disso, entra no jogo político, desde os pedidos de instalação, até as suas conclusões. Poderíamos desse número, além de pensar, “existe muito escândalo abafado”, poderíamos inferir, “existe muito terror da oposição”.
Acho as duas opções plausíveis, só que em bem menores medidas. Existe, claro, um jogo duro da oposição para desestabilizar o Governo e uma articulação da situação para minorizar as denúncias. É um jogo político amplo e que envolve todos os partidos – não só PT e PSDB.
No mais, existe uma particularidade da legislação da Assembléia paulista: é muito difícil a instalação de CPI’s. Existe, inclusive, um projeto do Presidente da Assembléia, do PFL, opositor à Alckmin, porém de partido aliado ao PSBD, para facilitar instalações de CPI’s.
No final, vejo três coisas: primeiro: um número exagerado em um comentário malicioso de um jornalista que deixa as coisas pela metade; segundo: a força de Alckmin na Assembléia; terceiro: a fraqueza da oposição diante de um Governador que beira os 80% de aprovação.
Claro que é preciso investigar. No entanto apenas lançar um número de CPI’s “enterradas” não diz nada. Um jornalista desses deveria dizer que acusações foram levantadas e mostrar alguma conclusão do Ministério Público, no mínimo. Desse jeito, eu não caio nessas falácias.
Ainda há um outro texto!!
Posto amanhã
Márcio
Para relaxar: Tutty Vasques
Questão de gosto
Vanderlei Luxemburgo vai ficar de olho nos garotos do reality show “Joga Bonito”, da Band, para no final escolher o que mais lhe agradar. Ou seja, ele só não gosta dessas coisas com juiz.
Quer mais o quê?
Lula comparou o astronauta Marcos Pontes ao piloto Ayrton Senna. Podia ser pior! Já pensou se evoca comparação com Rubinho Barrichello? Essas coisas a oposição não vê. Ô, raça!
Católicos festivos
Estudantes da PUC-RJ, que dia desses saíram às ruas pelo direito de promover festas no campus, já falam em padre Pinto para reitor da universidade.
Não é nada, não é nada…
Enquanto em Paris a estudantada continua dando murro em ponta de faca, no Rio alunos da PUC já colhem primeiros frutos de recente passeata pelo direito a chopadas no campus: professores da Universidade, deu na coluna Ancelmo Gois, “receberam carta da direção com a tabela dos jogos do Brasil e um pedido para que evitem marcar provas nestas datas”.
Pizza de Cristo
Oposição acusa PT de forjar manuscrito para absolver Judas Iscariotes. A CPI dos Bingos deve ouvir de novo o caseiro Francenildo Costa, que, comenta-se em Brasília, teria visto o papiro várias vezes na mansão da República de Ribeirão Preto no Lago Sul.
Anistia tardia
José Dirceu está apavorado! O ser humano pode levar mais de 2000 anos para reparar cassações como a de Judas Iscariotes, chefe da Casa Civil de Jesus Cristo. Consolo para o ex-ministro: no tempo de Judas não havia STF.
Correção do cacete
Pra quem ainda pensa que Internet não é coisa séria, segura essa: diferentemente do que o Terra publicou no dia 4 de abril de 2006, às 14h21, a notícia “Americano bate o recorde mundial de masturbação” não é verdadeira. As informações são um trote que circula em blogs da Internet. A redação do Terra pede desculpas aos internautas pelo erro. Tudo bem, dessa vez passa!
Bom fim de semana!
Márcio
Vanderlei Luxemburgo vai ficar de olho nos garotos do reality show “Joga Bonito”, da Band, para no final escolher o que mais lhe agradar. Ou seja, ele só não gosta dessas coisas com juiz.
Quer mais o quê?
Lula comparou o astronauta Marcos Pontes ao piloto Ayrton Senna. Podia ser pior! Já pensou se evoca comparação com Rubinho Barrichello? Essas coisas a oposição não vê. Ô, raça!
Católicos festivos
Estudantes da PUC-RJ, que dia desses saíram às ruas pelo direito de promover festas no campus, já falam em padre Pinto para reitor da universidade.
Não é nada, não é nada…
Enquanto em Paris a estudantada continua dando murro em ponta de faca, no Rio alunos da PUC já colhem primeiros frutos de recente passeata pelo direito a chopadas no campus: professores da Universidade, deu na coluna Ancelmo Gois, “receberam carta da direção com a tabela dos jogos do Brasil e um pedido para que evitem marcar provas nestas datas”.
Pizza de Cristo
Oposição acusa PT de forjar manuscrito para absolver Judas Iscariotes. A CPI dos Bingos deve ouvir de novo o caseiro Francenildo Costa, que, comenta-se em Brasília, teria visto o papiro várias vezes na mansão da República de Ribeirão Preto no Lago Sul.
Anistia tardia
José Dirceu está apavorado! O ser humano pode levar mais de 2000 anos para reparar cassações como a de Judas Iscariotes, chefe da Casa Civil de Jesus Cristo. Consolo para o ex-ministro: no tempo de Judas não havia STF.
Correção do cacete
Pra quem ainda pensa que Internet não é coisa séria, segura essa: diferentemente do que o Terra publicou no dia 4 de abril de 2006, às 14h21, a notícia “Americano bate o recorde mundial de masturbação” não é verdadeira. As informações são um trote que circula em blogs da Internet. A redação do Terra pede desculpas aos internautas pelo erro. Tudo bem, dessa vez passa!
Bom fim de semana!
Márcio
sábado, abril 08, 2006
Resposta à Darino é defesa obrigatória à Alckmin
Darino. Você comete um erro grave. O seu erro é igualar a todos com o voto nulo, e a Alckmin à Lula. Cuidado. Você, que agora se diz anti-PT, inclusive faz o jogo deles: dizer que todos são iguais. Não são e eu vou te dizer por quê. Agüente agora que o negócio é longo!!
O caso da Nossa Caixa não é mensalão. Ponto. Uma coisa é direcionamento de propagada (não de verba de propaganda, diga-se) para publicações favoráveis ao Governo. Outra coisa é o desvio de dinheiro de Estatais para pagar diretamente a deputados em troca de apóio.
Existiu irregularidade no caso da Nossa Caixa? Existiu sim. Porém, a diferença foi que a Nossa Caixa percebeu a irregularidade, abriu sindicância, observou a irregularidade, remeteu ao Ministério Público e puniu o responsável com demissão e processo administrativo.
Agora, vale dizer que isso não aconteceu hoje, ou ontem, isso já faz mais de ano. É caso requentado. A denúncia partiu depois que a Nossa Caixa remeteu os processos da sindicância ao Ministério Público, que vazou a informação. Normal. Deve ser investigado.
A diferença, Darino, é que a investigação partiu da própria Estatal e Alckmin logo demitiu o assessor quando a Folha noticiou. Lula, a quem você o iguala, protege até a morte seus queridos companheiros, a quem ele chama de “amigos do peito”, mesmo na clandestinidade.
O seu erro é tudo o que o PT quer para todos nós: dizer que todos são iguais. Não são. Não entro na ladainha de quem deu sua vida pública (e se elegeu por isso) ao discurso e a imagem de ser diferente (ético) e que hoje encobre seus crimes se dizendo iguais a todos.
Uma ova! Todos iguais não!
Lula e o PT devem a suas vidas a essa falácia de serem os únicos portadores do DNA da ética. Hoje, no entanto, dizem: “todos fazem”. Fazem não. Se fizerem, provem. Foi o PT que foi pego com a mão na botija, não outro.
O mensalão foi dinheiro pago na mão de deputados em troca de apóio no Congresso, ou seja, corrupção. O PT lutou essa semana inteira não contra as evidências dos pagamentos (dois lideres até assumiram) e sim contra o termo “mensalão”, ruim pra campanha de Lula.
Não se nega o crime, evita-se a imagem do crime.
Não iguale os desiguais, Darino, é mentira dizer que Alckmin despachava verbas publicitárias da Nossa Caixa. Não é sua função, ele não tem esse poder. Embora ele possa exercer pressão, é leviano e mentiroso dizer que ele o fazia diretamente como Petry disse.
Da mesma forma é dizer que Alckimin “enterrou” 61 CPI’s. Primeiro que não é ele quem impede a instalação de uma, embora seja beneficiado. É o Legislativo, que é formado por vários partidos, de situação e oposição... mas isso eu vou deixar pra falar em outro post.
De ressaca...
Márcio
O caso da Nossa Caixa não é mensalão. Ponto. Uma coisa é direcionamento de propagada (não de verba de propaganda, diga-se) para publicações favoráveis ao Governo. Outra coisa é o desvio de dinheiro de Estatais para pagar diretamente a deputados em troca de apóio.
Existiu irregularidade no caso da Nossa Caixa? Existiu sim. Porém, a diferença foi que a Nossa Caixa percebeu a irregularidade, abriu sindicância, observou a irregularidade, remeteu ao Ministério Público e puniu o responsável com demissão e processo administrativo.
Agora, vale dizer que isso não aconteceu hoje, ou ontem, isso já faz mais de ano. É caso requentado. A denúncia partiu depois que a Nossa Caixa remeteu os processos da sindicância ao Ministério Público, que vazou a informação. Normal. Deve ser investigado.
A diferença, Darino, é que a investigação partiu da própria Estatal e Alckmin logo demitiu o assessor quando a Folha noticiou. Lula, a quem você o iguala, protege até a morte seus queridos companheiros, a quem ele chama de “amigos do peito”, mesmo na clandestinidade.
O seu erro é tudo o que o PT quer para todos nós: dizer que todos são iguais. Não são. Não entro na ladainha de quem deu sua vida pública (e se elegeu por isso) ao discurso e a imagem de ser diferente (ético) e que hoje encobre seus crimes se dizendo iguais a todos.
Uma ova! Todos iguais não!
Lula e o PT devem a suas vidas a essa falácia de serem os únicos portadores do DNA da ética. Hoje, no entanto, dizem: “todos fazem”. Fazem não. Se fizerem, provem. Foi o PT que foi pego com a mão na botija, não outro.
O mensalão foi dinheiro pago na mão de deputados em troca de apóio no Congresso, ou seja, corrupção. O PT lutou essa semana inteira não contra as evidências dos pagamentos (dois lideres até assumiram) e sim contra o termo “mensalão”, ruim pra campanha de Lula.
Não se nega o crime, evita-se a imagem do crime.
Não iguale os desiguais, Darino, é mentira dizer que Alckmin despachava verbas publicitárias da Nossa Caixa. Não é sua função, ele não tem esse poder. Embora ele possa exercer pressão, é leviano e mentiroso dizer que ele o fazia diretamente como Petry disse.
Da mesma forma é dizer que Alckimin “enterrou” 61 CPI’s. Primeiro que não é ele quem impede a instalação de uma, embora seja beneficiado. É o Legislativo, que é formado por vários partidos, de situação e oposição... mas isso eu vou deixar pra falar em outro post.
De ressaca...
Márcio
Chuchú também não!!
"...Geraldo Alckmin despachava verbas publicitárias da Nossa Caixa para publicações e programas de rádio e TV dos deputados estaduais em troca de voto favorável aos projetos do governo... era a versão paulista do mensalão de Lula", André Petry.
"Geraldo Alckmin, aquele que prometeu 'um banho de ética', já conseguiu enterrar 64 pedidos de CPI (na AL de São Paulo). Repetindo para os incrédulos: 64 pedidos de CPIs", idem.
"Entre Luladrão e Picolé de Chucú, a melhor opção... deixa eu ver... não existe. Em protesto, vou votar NULO!", Dadá, provando que suas ações pela despetização nada têm a ver com uma suposta tentativa de chuchurização dos manelés, viu Márcio?
"Geraldo Alckmin, aquele que prometeu 'um banho de ética', já conseguiu enterrar 64 pedidos de CPI (na AL de São Paulo). Repetindo para os incrédulos: 64 pedidos de CPIs", idem.
"Entre Luladrão e Picolé de Chucú, a melhor opção... deixa eu ver... não existe. Em protesto, vou votar NULO!", Dadá, provando que suas ações pela despetização nada têm a ver com uma suposta tentativa de chuchurização dos manelés, viu Márcio?
sexta-feira, abril 07, 2006
Uma Broa sem medo de assumir o erro!
Pois é... Às vezes temos que ter a coragem de assumir o erro, ver que fizemos besteira, voltar a condição anterior... Envolvido por promessas, por uma voz sedutora, por condições tentadoras, errei... Fui precipitado... Mas como disse, sempre é tempo de voltar... Ainda bem que ainda não o tinha vendido ou jogado fora... Ressuscitei meu Vivo, a partir de hoje volto a utilizar meu velho e bom aparelho LG, o número é o mesmo 9983-4758. Aconselho a quem receber ligações do telemarketing de operadoras como a Oi a não cair na armadilha de obter um celular a preços convidativos e condições insuperáveis. Ah! Aproveito pra reiterar que já tenho telefone fixo, 3481-4899, espero que a Embratel também não me decepcione...
Abraços,
Broa.
Abraços,
Broa.
quinta-feira, abril 06, 2006
Entra anus e sai anus

Aí Dadá... pra você e pra juventude do Psol... hahaha ... O que sobrou de Brasil pro Brasil.
cdr, conformado com a idéia de mais 4 anus... porque no meu só não vai dá...
Do dicionário de terminologia sexual
Sensualidade: Aquilo que antigamente havia no ato sexual.
Erotismo: Uma coisa que a Tevê Globo pensa que põe nas novelas.
Permisividade (I): O que tornou imoral a restrição.
Permissividade (II): Novo lay-out da promiscuidade.
Promiscuidade: Só existe quando uma mulher - homem não! - perde a conta do números de homens com que esteve. Perdeu o efeito depois do lepitope.
Coeducação: Orgasmo conjunto. Clímax simultâneo.
Diferente: Igual a todos os diferentes.
Comborço: Cada um em relação ao outro no affair triangular.
Lésbica: Moça que não conheceu os rapazes certos.
Amaneirado: Mas só de uma maneira.
Homossexual: Rapaz que conheceu as moças erradas.
Strip-tease: A prova definitiva de que sexo é um ato espiritual.
Pornografia: Revista que a publicidade obriga a vender envolvida em celofane porque sem celofane vende muito menos.
Michê: O que nos restaurantes se chama couvert.
Massagem: O meio é a massagem.
Clube fechado: Aberto a todas as práticas.
Sauna: Quem disse que sexo é uma coisa suja?
Erotismo: Uma coisa que a Tevê Globo pensa que põe nas novelas.
Permisividade (I): O que tornou imoral a restrição.
Permissividade (II): Novo lay-out da promiscuidade.
Promiscuidade: Só existe quando uma mulher - homem não! - perde a conta do números de homens com que esteve. Perdeu o efeito depois do lepitope.
Coeducação: Orgasmo conjunto. Clímax simultâneo.
Diferente: Igual a todos os diferentes.
Comborço: Cada um em relação ao outro no affair triangular.
Lésbica: Moça que não conheceu os rapazes certos.
Amaneirado: Mas só de uma maneira.
Homossexual: Rapaz que conheceu as moças erradas.
Strip-tease: A prova definitiva de que sexo é um ato espiritual.
Pornografia: Revista que a publicidade obriga a vender envolvida em celofane porque sem celofane vende muito menos.
Michê: O que nos restaurantes se chama couvert.
Massagem: O meio é a massagem.
Clube fechado: Aberto a todas as práticas.
Sauna: Quem disse que sexo é uma coisa suja?
Segunda Rodada Adiada
Ok, ok, segunda rodada quinta ou sexta-feira sem sucesso. Marquemos então um outro dia.
Assistirei os filmes by myself mesmo. Depois a gente pega outros.
Beijos!
Paulinha
PS: Jenny, foi ou não foi???
Assistirei os filmes by myself mesmo. Depois a gente pega outros.
Beijos!
Paulinha
PS: Jenny, foi ou não foi???
Pela despetização
"Lula é um imbecil", Lima Duarte.
"A ética do PT é roubar", FHC.
"Concordo com os dois e vou além: Lula é ladrão!", Darino Sena, em campanha pela despetização dos Manelés.
"A ética do PT é roubar", FHC.
"Concordo com os dois e vou além: Lula é ladrão!", Darino Sena, em campanha pela despetização dos Manelés.
quarta-feira, abril 05, 2006
Como não poderia deixar passar: a velha piada
Hoje se vocês viram os jornais, temos muito a lamentar e pouco a comemorar. Ainda agora foi absolvido João Paulo Cunha, algo que muito lamento, e mais cedo foi aprovado o relatório de Osmar Serraglio, que não lamento e nem comemoro: mais uma surra, merecida, no PT.
O que lamento mesmo é a morte do palhaço Carequinha, que como diz Vazquez, nos fará ter saudades do tempo em que palhaço era profissão, e não índole. Só posso parafrasear a própria lamentação de Vazquez quando da morte de outro palhaço, de profissão:
Com tanto palhaço em Brasília, vai logo morrer o Carequinha!
É mesmo... somos todos um pouco palhaços hoje em dia...
No mau sentido.
Márcio
Tenho duas dúvidas de português nesse post.
O que lamento mesmo é a morte do palhaço Carequinha, que como diz Vazquez, nos fará ter saudades do tempo em que palhaço era profissão, e não índole. Só posso parafrasear a própria lamentação de Vazquez quando da morte de outro palhaço, de profissão:
Com tanto palhaço em Brasília, vai logo morrer o Carequinha!
É mesmo... somos todos um pouco palhaços hoje em dia...
No mau sentido.
Márcio
Tenho duas dúvidas de português nesse post.
Convite para quem se dispor
Nesta sexta-feira, dia 07, Sara vai fazer uma festa de aniversário na casa dela. Ela me pediu para que chamasse todos vocês. Ela vai comemorar o próprio aniversário e o de Vânia, pessoa muito querida e gente boa, naquele velho esquema: levem um pouco de birita!!
O endereço é o seguinte: Travessa dos Barris, 07, apt. 301 – Barris (perto da Biblioteca Central) - o telefone é: 3328 4962.
O dia oficial do aniversário é 12/04, tanto de uma, quanto de outra.
Ah! me refiro a Sara Uchoa, claro!!
O horário: a partir das 21hs.
Amém a todos
Márcio
O endereço é o seguinte: Travessa dos Barris, 07, apt. 301 – Barris (perto da Biblioteca Central) - o telefone é: 3328 4962.
O dia oficial do aniversário é 12/04, tanto de uma, quanto de outra.
Ah! me refiro a Sara Uchoa, claro!!
O horário: a partir das 21hs.
Amém a todos
Márcio
Segunda Rodada
Oi!
Obrigada por terem vindo à minha festinha (aêêêê!!!).
Mas, na verdade, estou aqui para fazer um novo convite: bora detonar as cervejas que sobraram, comer cachorro quente e assistir à obra de Denys Arcand: O Declínio do Império Americano e As Invasões Bárbaras???
O convite será válido até amanhã, 06/04, com chamada às 20hs. Não havendo quorum, realizar-se-á uma segunda convocatória dia 07/04, às 20hs, horário de Brasília.
E aí?!
Beijos,
Paulinha
PS: Jenny, você já foi???
Obrigada por terem vindo à minha festinha (aêêêê!!!).
Mas, na verdade, estou aqui para fazer um novo convite: bora detonar as cervejas que sobraram, comer cachorro quente e assistir à obra de Denys Arcand: O Declínio do Império Americano e As Invasões Bárbaras???
O convite será válido até amanhã, 06/04, com chamada às 20hs. Não havendo quorum, realizar-se-á uma segunda convocatória dia 07/04, às 20hs, horário de Brasília.
E aí?!
Beijos,
Paulinha
PS: Jenny, você já foi???
terça-feira, abril 04, 2006
JENNIFER VAI PARA INGLATERRA
Baianinha consegue visto e agência de turismo marca viagem para hoje, 18h30.
Depois de muitos meses de espera, da volta de Sérgio a Salvador e sua partida ontem, finalmente, Jennifer obtém seu visto, o que confirma a ida para o país bretão. A notícia chegou com uma ligação no celular quando a produtora cultural voltava do aeroporto internacional 2 de julho (o nome que conheço é esse!), após despedida do namorado, que retornava à europa. Hoje, a menininha do uruguai deve despachar as malas às 16h30 e embarcar no máximo uma hora depois. Aproveitem para mandar suas mensagens para ela, antes que o avião decole.
Willounildon Willow
Depois de muitos meses de espera, da volta de Sérgio a Salvador e sua partida ontem, finalmente, Jennifer obtém seu visto, o que confirma a ida para o país bretão. A notícia chegou com uma ligação no celular quando a produtora cultural voltava do aeroporto internacional 2 de julho (o nome que conheço é esse!), após despedida do namorado, que retornava à europa. Hoje, a menininha do uruguai deve despachar as malas às 16h30 e embarcar no máximo uma hora depois. Aproveitem para mandar suas mensagens para ela, antes que o avião decole.
Willounildon Willow
Balão
Sabe, eu sempre fui pior diretor de arte que redator. Tinha um problema de espaço grave pra este convite. Se colocasse o balão de fala saindo da boca de Tereza, cortaria o pescoço e o queixo de Chico. Se colocasse o pensamento saindo da cabeça da noiva, cortaria as bochechas, um atentado. Então rompi com as normas das HQs e improvisei as bolinhas saindo da boca, entenderam? Eu ainda fiz um melhor no sábado, mas achei que Chico e Pedro haviam elaborado o convite final.
Willow
Willow
E preparem os bolsos!!!
Minha casa com cara de casa...
Pois é... Minha casa finalmente está ficando com cara de casa... Imaginem que agora já tenho armário com porta de vidro na cozinha, comida de verdade na geladeira e um armário, daqueles bonitinhos, que minha mãe pedia pra tomar cuidado pra não arranhar, na sala... E o melhor, o essencial para que qualquer casa tenha cara de casa, desde ontem... Preparados? Pois bem, desde ontem, ontem mesmo, tenho TELEFONE FIXO!!!!! A partir de agora posso ser incomodado por vocês, a sete centavos, tarifa local, utilizem os pulsos da Telemar!!! Ah! Antes que esqueça o número é 3481-4899.
Aguardo ligações,
Broa.
Aguardo ligações,
Broa.
sábado, abril 01, 2006
TCHARAAAM!!!
A situação já estava ficando complicada. Tudo começou com a constante saudação, repetida a cada passagem pelo msn: "Oi, sumida!". Depois vieram as perguntas, exigindo descrição completa das minhas atividades extracurriculares (com comentários!), e, claro, as suaves reclamações: "QUE PORRA É ESSA?! Você tá mais ocupada agora do que na época que trabalhava". Mas o pior veio depois: rumores quanto uma suposta ida/passeio/visita a... a... FEIRA DE SANTANA?!!! Isso não! Aí não dá! Agora eu vou ter que fazer um pronunciamento público pra desmentir tal suspeita infame ao meu respeito!
Então vamos por partes... Eu estou no Rio de Janeiro, amiguinhos malenísticos, bloggers e bloggeras, como quer Deduca@bol, o jornalista mais produtor cultural da galera. Vim pro aniversário de 80 anos de meu avô (vai rolar churrasco profissional, viu, dá licença), mas já to voltando na segunda-feira (não precisam mais chorar tanto).
Ressalva feita, justificativa dada, calúnias desfeitas, o mais importante agora: bolinho com cerveja! Pois é, como já foi anunciado pelo referido produtor cultural da galera (aquele que tenta esconder sua frustração como jornalista), dia 04, terça-feira, é meu aniversário. Nesse dia, portanto, a nobre donzela convida a todos para uma singela confraternização na sua humilde residência, a partir das 19 horas.
Aceito contribuições etílicas, lógico.
Beijos com saudades (agora é sério),
Paulinha, tirando uma onda retada (emoticon de óculos escuros).
Então vamos por partes... Eu estou no Rio de Janeiro, amiguinhos malenísticos, bloggers e bloggeras, como quer Deduca@bol, o jornalista mais produtor cultural da galera. Vim pro aniversário de 80 anos de meu avô (vai rolar churrasco profissional, viu, dá licença), mas já to voltando na segunda-feira (não precisam mais chorar tanto).
Ressalva feita, justificativa dada, calúnias desfeitas, o mais importante agora: bolinho com cerveja! Pois é, como já foi anunciado pelo referido produtor cultural da galera (aquele que tenta esconder sua frustração como jornalista), dia 04, terça-feira, é meu aniversário. Nesse dia, portanto, a nobre donzela convida a todos para uma singela confraternização na sua humilde residência, a partir das 19 horas.
Aceito contribuições etílicas, lógico.
Beijos com saudades (agora é sério),
Paulinha, tirando uma onda retada (emoticon de óculos escuros).
quinta-feira, março 30, 2006
Próximo aniversário
Bloggers e bloggeras,
A Copa do Mundo se aproxima, mas o aniversário de Paulinha está ainda mais perto. Aos desavisados de plantão, dia 4 de abril (orkut serve para isso Márcio!!!). Não esqueçam dos parabéns. Como a garota sumiu e recebi informações desencontradas de que ela estaria no Rio de Janeiro ou ainda mais longe (em Feira de Santana), estou montando a operação "caça-paulinha-cadê-a-festa-mulé?". Por e-mail, soube que ela está entre um Bolinho (com cerveja, lógico) e uma noite na agradável companhia de todos num bar...
Como tem tempo que não nos reunimos, "todos juntos vamos, pra frente Brasil, Brasil, salve a Seleção". Façamos uma campanha para angariar a maior quantidade possível de sócios manelísticos na empreitada do 23º aniversário da nobre donzela.
Informações, sugestões e opiniões, liguem para Paulinha porque eu não tô organizando nada não porra!!!!!! Mas se Chico quiser conversar com a referida aniversariante e promover uma big festividade, permit0-me uma singela colaboração...
Abraço a todos e felicidades antecipadas...
Deduca@skol, entediado com a ausência das farras manelísticas
A Copa do Mundo se aproxima, mas o aniversário de Paulinha está ainda mais perto. Aos desavisados de plantão, dia 4 de abril (orkut serve para isso Márcio!!!). Não esqueçam dos parabéns. Como a garota sumiu e recebi informações desencontradas de que ela estaria no Rio de Janeiro ou ainda mais longe (em Feira de Santana), estou montando a operação "caça-paulinha-cadê-a-festa-mulé?". Por e-mail, soube que ela está entre um Bolinho (com cerveja, lógico) e uma noite na agradável companhia de todos num bar...
Como tem tempo que não nos reunimos, "todos juntos vamos, pra frente Brasil, Brasil, salve a Seleção". Façamos uma campanha para angariar a maior quantidade possível de sócios manelísticos na empreitada do 23º aniversário da nobre donzela.
Informações, sugestões e opiniões, liguem para Paulinha porque eu não tô organizando nada não porra!!!!!! Mas se Chico quiser conversar com a referida aniversariante e promover uma big festividade, permit0-me uma singela colaboração...
Abraço a todos e felicidades antecipadas...
Deduca@skol, entediado com a ausência das farras manelísticas
quarta-feira, março 29, 2006
As melhores do Palocci
Mico maior
Antônio Palocci antecipou seu pedido de demissão com medo de cair no 1o de abril. Já pensou, no dia da mentira!
Crise no Cazaquistão
Astronauta brasileiro ameaça não embarcar na quarta-feira depois que Antônio Palocci foi para o espaço antes dele. Estava combinado que Marcos Pontes seria o primeiro.
Ô, raça!
Foi só o ministro Palocci se queixar de “recrudescimento” e já tem gente da oposição espalhando que o ministro pegou doença venérea. Francamente!
Tutty Vasques
Antônio Palocci antecipou seu pedido de demissão com medo de cair no 1o de abril. Já pensou, no dia da mentira!
Crise no Cazaquistão
Astronauta brasileiro ameaça não embarcar na quarta-feira depois que Antônio Palocci foi para o espaço antes dele. Estava combinado que Marcos Pontes seria o primeiro.
Ô, raça!
Foi só o ministro Palocci se queixar de “recrudescimento” e já tem gente da oposição espalhando que o ministro pegou doença venérea. Francamente!
Tutty Vasques
Nenhum dos dois
"Entre o corintiano Lula e o santista Alckmin, só mesmo o aeroporto", Juca Kfouri, em seu Blog.
Dadá "Lula, pq é q vc não morre?",
Quebrando o silêncio de longa data neste blog,
na tentativa de convencer os amigos que
declraram voto em Lula a mudar de idéia e não
fazer uma desgraça dessas.
Ah, Alckmin não é a solução! Ela, simplesmente, não existe!
Dadá "Lula, pq é q vc não morre?",
Quebrando o silêncio de longa data neste blog,
na tentativa de convencer os amigos que
declraram voto em Lula a mudar de idéia e não
fazer uma desgraça dessas.
Ah, Alckmin não é a solução! Ela, simplesmente, não existe!
terça-feira, março 28, 2006
O que um guarda-chuvas não faz
Hoje o dia resolveu amanhecer deixando cair sobre nós a sua chuva. Eu, garoto prevenido, desta vez levei para o curso, devidamente guardado na mochila, o meu guarda-chuva. Mas, como fui de carro pra lá, não precisei usá-lo, evitando assim ficar com ele lá todo molhado.
No final da aula, porém, com o dia ainda insistindo em chover, dei risada, principalmente dos bestas desprecavidos, e abri meu guarda-chuva. Até que não fiquei incomodado com a chatice que é usar guarda-chuva; coloquei a mão no bolso, estufei o peito, olhei firme e saí devagar.
Não sabia o quanto é bom andar com empáfia e arrogância. É um mundo de coitados aos seus pés, correndo da chuva, te invejando por um reles guarda-chuva. Minha auto-estima estava acima de todas aquelas nuvens que se divertem molhando aqueles míseros coitados...
Como era bom, eu sequinho, chegando à minha rua, quando passa um carro e me molha de cima a baixo!! Maldita prefeitura que não asfalta os buracos no chão, maldita obra que ocupa a calçada e nos joga pra rua, maldito carro que não liga pra pedestre!! “Filha da puta!”, gritei!!
A raiva do arrogante cai das nuvens do orgulho vão com o mesmo peso do constrangimento quando o carro pára e se vê que é uma mulher que desce e te pede desculpas! A cara lavada se torna logo rubra, e o senso de descompostura te obriga a dizer: “me desculpe também”.
O sentimento de “meu deus me tire daqui” chega e logo atenua a voz, os olhos teimam não sei por que em buscar uma sujeira no pé, vejam só, e se rejeita até carona porque mora logo ali. No final, ainda bem que a situação abranda, a pressa nessas horas sempre se apressa mais:
- Me desculpe outra vez.
- Não, me desculpe você, vou prestar mais atenção daqui pra frente.
Tudo bem, vá lá, essa história não aconteceu, mas bem que poderia ter acontecido... tava viajando nisso hoje!! Hehe
Arevuá
Márcio
No final da aula, porém, com o dia ainda insistindo em chover, dei risada, principalmente dos bestas desprecavidos, e abri meu guarda-chuva. Até que não fiquei incomodado com a chatice que é usar guarda-chuva; coloquei a mão no bolso, estufei o peito, olhei firme e saí devagar.
Não sabia o quanto é bom andar com empáfia e arrogância. É um mundo de coitados aos seus pés, correndo da chuva, te invejando por um reles guarda-chuva. Minha auto-estima estava acima de todas aquelas nuvens que se divertem molhando aqueles míseros coitados...
Como era bom, eu sequinho, chegando à minha rua, quando passa um carro e me molha de cima a baixo!! Maldita prefeitura que não asfalta os buracos no chão, maldita obra que ocupa a calçada e nos joga pra rua, maldito carro que não liga pra pedestre!! “Filha da puta!”, gritei!!
A raiva do arrogante cai das nuvens do orgulho vão com o mesmo peso do constrangimento quando o carro pára e se vê que é uma mulher que desce e te pede desculpas! A cara lavada se torna logo rubra, e o senso de descompostura te obriga a dizer: “me desculpe também”.
O sentimento de “meu deus me tire daqui” chega e logo atenua a voz, os olhos teimam não sei por que em buscar uma sujeira no pé, vejam só, e se rejeita até carona porque mora logo ali. No final, ainda bem que a situação abranda, a pressa nessas horas sempre se apressa mais:
- Me desculpe outra vez.
- Não, me desculpe você, vou prestar mais atenção daqui pra frente.
Tudo bem, vá lá, essa história não aconteceu, mas bem que poderia ter acontecido... tava viajando nisso hoje!! Hehe
Arevuá
Márcio
A frase da semana
Essa veio do nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no Manhattan Connection, quando questionado pelo mestre Diogo Mainardi sobre o que faria Lula caso uma crise internacional se instalasse, abre aspas:
"Sabe aquele programa, 'Pânico'? É isso que aconteceria".
Só nosso amigo Pimpão Popovick que não assiste.
Amém
Márcio
"Sabe aquele programa, 'Pânico'? É isso que aconteceria".
Só nosso amigo Pimpão Popovick que não assiste.
Amém
Márcio
segunda-feira, março 27, 2006
Os Mutantes vão tocar em Londres com nova cantora
Ícones da psicodelia roqueira no Brasil, os Mutantes se reunirão no dia 22 de maio, em Londres, com uma nova vocalista. Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, Liminha e Dinho convocaram a baiana Rebeca Matta para assumir os microfones que pertenceram a Rita Lee.
De acordo com o jornal carioca O Dia, a apresentação - realizada em uma exposição sobre a Tropicália - deverá sair em DVD e CD. E novos shows podem rolar no Brasil.
Antes da confirmação de Rebecca Matta, Rita Lee foi convidada para reassumir seu posto, mas recusou. E os artistas tentaram acertar com Fernanda Takai, do Pato Fu. Mas a agenda do grupo mineiro não possibilitou o encontro.
http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI937018-EI1267,00.html
De acordo com o jornal carioca O Dia, a apresentação - realizada em uma exposição sobre a Tropicália - deverá sair em DVD e CD. E novos shows podem rolar no Brasil.
Antes da confirmação de Rebecca Matta, Rita Lee foi convidada para reassumir seu posto, mas recusou. E os artistas tentaram acertar com Fernanda Takai, do Pato Fu. Mas a agenda do grupo mineiro não possibilitou o encontro.
http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI937018-EI1267,00.html
sexta-feira, março 24, 2006
De uma conterrânea nossa
Reproduzo nota publicada no blog do Noblat com o e-mail enviado à deputada Ângela Guadagmin (PT-SP) pela leitora Patrícia Moura:
“Só posso acreditar que a senhora esteja louca, sem a posse total das suas faculdades mentais, para dar aquela demonstração de alegria, dançando no plenário da Câmara dos Deputados, na madrugada desta quinta-feira, dia 23.
Ou então a senhora não tem a mínima idéia do que quer que seja o comportamento digno de um deputado federal!
Ou ainda: a excelentíssima deputada ria, dançava, cantava, tripudiava em cima da nação brasileira.
Suas atitudes nos últimos meses me levam a crer que a senhora faz parte da pior espécie de deputados que já passou por Brasília. Aquela que ri na cara do povo, que debocha do poder, que pisa em seus eleitores e que, acima de tudo, acredita que vai ficar impune e imune a tudo isso.
A senhora, seu partido, seus colegas de mandato estão sob a mira da sociedade. E a minha, em especial, como cidadã.
Lembre-se, nobre senhora (se é que o termo lhe cabe): um cidadão comum vira deputado por causa dos votos, e por causa dos votos (da falta deles, diga-se), também volta a ser cidadão comum, passível de ser internado como louco e de ser preso como ladrão."
Só esclarecendo: essa cena esdrúxula se deu por conta da absolvição do deputado João Magno (PT-MG), acusado de receber uns din dins do valerioduto.
Assino em baixo.
Márcio
“Só posso acreditar que a senhora esteja louca, sem a posse total das suas faculdades mentais, para dar aquela demonstração de alegria, dançando no plenário da Câmara dos Deputados, na madrugada desta quinta-feira, dia 23.
Ou então a senhora não tem a mínima idéia do que quer que seja o comportamento digno de um deputado federal!
Ou ainda: a excelentíssima deputada ria, dançava, cantava, tripudiava em cima da nação brasileira.
Suas atitudes nos últimos meses me levam a crer que a senhora faz parte da pior espécie de deputados que já passou por Brasília. Aquela que ri na cara do povo, que debocha do poder, que pisa em seus eleitores e que, acima de tudo, acredita que vai ficar impune e imune a tudo isso.
A senhora, seu partido, seus colegas de mandato estão sob a mira da sociedade. E a minha, em especial, como cidadã.
Lembre-se, nobre senhora (se é que o termo lhe cabe): um cidadão comum vira deputado por causa dos votos, e por causa dos votos (da falta deles, diga-se), também volta a ser cidadão comum, passível de ser internado como louco e de ser preso como ladrão."
Só esclarecendo: essa cena esdrúxula se deu por conta da absolvição do deputado João Magno (PT-MG), acusado de receber uns din dins do valerioduto.
Assino em baixo.
Márcio
quinta-feira, março 23, 2006
Nando Reis
Galera,
Como sempre acabo encontrando vcs só no final dos shows, resolvi passar por aqui para ver se alguém está planejando ir ver (e ouvir) Nando Reis neste sábado. Estou com saudades de sair com vocês. Se a galera for fazer alguma coisa depois do show, eu também topo.
Um abraço,
Dani
Como sempre acabo encontrando vcs só no final dos shows, resolvi passar por aqui para ver se alguém está planejando ir ver (e ouvir) Nando Reis neste sábado. Estou com saudades de sair com vocês. Se a galera for fazer alguma coisa depois do show, eu também topo.
Um abraço,
Dani
terça-feira, março 21, 2006
Itacimirim e Mudhoney
Hoje não estou muito pra conversa. Dei conta esta manhã que perdi um disco muito valioso pra mim (o “Superfuzz Bigmuff plus Early Singles”, do Mudhoney – um disco azul, a caixa está comigo, quem achar, pelo amor de Kurt, devolva) e eu gostaria muito de escutar agora.
Não encostem mesmo em mim, porque como diz a música, hoje não estou pra conversa. No entanto, no entanto, pode ser que o disco até o fim de semana apareça e eu resolva ir me divertir na nova mansão broalesca em Itacimirim. É isso, essa mensagem também é convite.
Portanto, manelés, vocês tem duas missões a cumprir. Primeiro, claro, ajudar a encontrar o disco azul do Mudhoney. Segundo, comemorar o achado em Itacimirim Beach ao gosto de um bom e suculento churrasco, que o anfitrião quer nos oferecer com a nossa digna ajuda.
A mansão está disponível esse fim de semana. Embora não 100% concluída, está apta para espíritos de menor finura e maior descompostura. Cerveja há de ter, carne não pode faltar, e se o meu cd eu vir a encontrar, aí vai ser beleza – vocês pensaram que ia fazer poesia, é?!!
Já disse que não estou pra conversa!!
Arevoá
Márcio
Não encostem mesmo em mim, porque como diz a música, hoje não estou pra conversa. No entanto, no entanto, pode ser que o disco até o fim de semana apareça e eu resolva ir me divertir na nova mansão broalesca em Itacimirim. É isso, essa mensagem também é convite.
Portanto, manelés, vocês tem duas missões a cumprir. Primeiro, claro, ajudar a encontrar o disco azul do Mudhoney. Segundo, comemorar o achado em Itacimirim Beach ao gosto de um bom e suculento churrasco, que o anfitrião quer nos oferecer com a nossa digna ajuda.
A mansão está disponível esse fim de semana. Embora não 100% concluída, está apta para espíritos de menor finura e maior descompostura. Cerveja há de ter, carne não pode faltar, e se o meu cd eu vir a encontrar, aí vai ser beleza – vocês pensaram que ia fazer poesia, é?!!
Já disse que não estou pra conversa!!
Arevoá
Márcio
domingo, março 19, 2006
Acelera Rubinho
É inacreditável. Entra ano, sai ano, as únicas coisas que não mudam são a cara de pau do José Sarney e a frase do Rubinho Barrichello depois de uma corrida, qualquer corrida. Senão, me diga: depois de que Grande Prêmio Rubinho disse esta frase (resposta no final do post)? "Foi um fim de semana de muitos problemas... Mas foi um aprendizado, tenho certeza de que as coisas vão melhorar nas próximas provas".
Barrichello repete este mantra, o mantra do perdedor, há mais de 10 anos. Um cara que ganha tanto dinheiro deveria ter um assessor de imprensa, uma massagista chinesa ou pelo menos um bom psiquiatra. Não há nada no mundo que justifique, mesmo ele sendo um piloto mediano, vestir com tanta desenvoltura o figurino do perdedor resignado, o que ele faz com grande categoria, ajudado pelo lobby de Galvão Bueno, o imperador do otimismo forçado.
Será que não há nem um amigo de Rubinho por aí lendo esse post que possa dar um toque ao cara. Relaxa, Rubinho, você é apenas um bom piloto mediano. Tire essa responsa da cabeça, pare de dar entrevistas defendendo a reputação de um piloto que você não é e divirta-se.
PS: Declaração dada à imprensa ainda hoje, domingo, após o GP da Malásia.
bem devagar,
cdr.
Barrichello repete este mantra, o mantra do perdedor, há mais de 10 anos. Um cara que ganha tanto dinheiro deveria ter um assessor de imprensa, uma massagista chinesa ou pelo menos um bom psiquiatra. Não há nada no mundo que justifique, mesmo ele sendo um piloto mediano, vestir com tanta desenvoltura o figurino do perdedor resignado, o que ele faz com grande categoria, ajudado pelo lobby de Galvão Bueno, o imperador do otimismo forçado.
Será que não há nem um amigo de Rubinho por aí lendo esse post que possa dar um toque ao cara. Relaxa, Rubinho, você é apenas um bom piloto mediano. Tire essa responsa da cabeça, pare de dar entrevistas defendendo a reputação de um piloto que você não é e divirta-se.
PS: Declaração dada à imprensa ainda hoje, domingo, após o GP da Malásia.
bem devagar,
cdr.
sábado, março 18, 2006
Pode?
Corre na Internet a seguinte piada infame:
“O Centro Nacional de Controle de Doenças Epidemiológicas de Portugal emitiu uma lista com os sintomas da gripe aviária:
1. Febre alta
2. Congestão
3. Náusea
4. Fadiga
5. Uma irresistível vontade de cagar no pára-brisas de alguém”
Francamente!!!
Do Tutty Vasques
Márcio
“O Centro Nacional de Controle de Doenças Epidemiológicas de Portugal emitiu uma lista com os sintomas da gripe aviária:
1. Febre alta
2. Congestão
3. Náusea
4. Fadiga
5. Uma irresistível vontade de cagar no pára-brisas de alguém”
Francamente!!!
Do Tutty Vasques
Márcio
sexta-feira, março 17, 2006
quinta-feira, março 16, 2006
O caso Duda, não o @skol, o @dusseldorf
Agora que a cachaça passou, embora esteja com uma rinite desgraçada, posso esclarecer umas coisas sobre a conversa de ontem:
1. O habeas-corpus é uma ação que visa à proteção do direito de locomoção da pessoa. Ele é um dos chamados “remédios constitucionais”, que são instrumentos do cidadão pra proteger os direitos fundamentais expressos na Constituição.
2. O habeas-corpus não é um documento formal, protocolar. Ele pode ser pedido por qualquer pessoa, sem necessidade de advogado, e de qualquer maneira – pode ser escrito, oral -, sempre que o direito de ir e vir esteja ameaçado. O juiz é quem concede.
3. A constituição diz no seu art. 5, inciso LXVIII: “conceder-se-á 'habeas-corpus' sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade e abuso de poder”.
No caso que a gente falava ontem, de Duda Mendonça, o juiz do Supremo concedeu o habeas-corpus porque a CPI exerce uma função judicial, dando-lhe poderes inclusive para prender pessoas (quem não se lembra da cena de Celso Pitta sendo preso por desacato?).
Dessa forma, Duda se considerou ameaçado no seu direito de liberdade de locomoção (poderia sofrer coação - prisão) e pediu habeas-corpus preventivo. Note-se que foi concedido porque a rigor só pode haver prisão depois de processo julgado – salvo prisão preventiva.
Além disso (onde residiu a dúvida de ontem), o réu tem direito a ampla defesa e ao contraditório (dar sua versão dos fatos). Dessa forma, tem direito ao silêncio, pois tem o direito de não falar aquilo que o possa incriminar (ou seja, de certa maneira, pode mentir).
Foi justamente por isso que um dos ministros do Supremo Tribunal Federal concedeu o habeas-corpus, baseado no conceito segundo o qual ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo. Portanto, tinha razão Zé, Duda foi mesmo convocado na condição de réu.
Na verdade, Duda poderia mentir à vontade se o desejasse, não tendo isso relação com o habeas-corpus. Ele estaria apenas exercendo seu direito ao contraditório e a ampla defesa. A rigor, não estaria mentindo naquele momento, pois é um princípio a presunção de inocência.
No entanto, observem que, mentindo, ele poderia eventualmente entrar em contradição e produzir provas contra si mesmo, coisa que não é obrigado a fazer. Daí ele preferir calar-se. O habeas-corpus previne aí o abuso de poder, caso fosse dada uma voz de prisão indevida.
Fica aqui registrado, no entanto, que no caso de convocação na condição de testemunha, Duda não poderia mentir, sob pena de falso testemunho, o que é passível de prisão. No entanto, Duda poderia apenas dizer “não sei”, pelo direito de não contradizer a verdade.
Complicado? De fato é. Existem direitos expressos na Constituição, mas as pequenas regrinhas estão expressas no Código Penal – e aí é demais pra mim. Quem quiser saber os motivos porque o ministro Gilmar Mendes concedeu o habeas-corpus, entre no link abaixo – é interessante.
http://www.stf.gov.br/imprensa/pdf/gilmarhc88228.pdf
Enfim...
Vejam aí
Márcio
1. O habeas-corpus é uma ação que visa à proteção do direito de locomoção da pessoa. Ele é um dos chamados “remédios constitucionais”, que são instrumentos do cidadão pra proteger os direitos fundamentais expressos na Constituição.
2. O habeas-corpus não é um documento formal, protocolar. Ele pode ser pedido por qualquer pessoa, sem necessidade de advogado, e de qualquer maneira – pode ser escrito, oral -, sempre que o direito de ir e vir esteja ameaçado. O juiz é quem concede.
3. A constituição diz no seu art. 5, inciso LXVIII: “conceder-se-á 'habeas-corpus' sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade e abuso de poder”.
No caso que a gente falava ontem, de Duda Mendonça, o juiz do Supremo concedeu o habeas-corpus porque a CPI exerce uma função judicial, dando-lhe poderes inclusive para prender pessoas (quem não se lembra da cena de Celso Pitta sendo preso por desacato?).
Dessa forma, Duda se considerou ameaçado no seu direito de liberdade de locomoção (poderia sofrer coação - prisão) e pediu habeas-corpus preventivo. Note-se que foi concedido porque a rigor só pode haver prisão depois de processo julgado – salvo prisão preventiva.
Além disso (onde residiu a dúvida de ontem), o réu tem direito a ampla defesa e ao contraditório (dar sua versão dos fatos). Dessa forma, tem direito ao silêncio, pois tem o direito de não falar aquilo que o possa incriminar (ou seja, de certa maneira, pode mentir).
Foi justamente por isso que um dos ministros do Supremo Tribunal Federal concedeu o habeas-corpus, baseado no conceito segundo o qual ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo. Portanto, tinha razão Zé, Duda foi mesmo convocado na condição de réu.
Na verdade, Duda poderia mentir à vontade se o desejasse, não tendo isso relação com o habeas-corpus. Ele estaria apenas exercendo seu direito ao contraditório e a ampla defesa. A rigor, não estaria mentindo naquele momento, pois é um princípio a presunção de inocência.
No entanto, observem que, mentindo, ele poderia eventualmente entrar em contradição e produzir provas contra si mesmo, coisa que não é obrigado a fazer. Daí ele preferir calar-se. O habeas-corpus previne aí o abuso de poder, caso fosse dada uma voz de prisão indevida.
Fica aqui registrado, no entanto, que no caso de convocação na condição de testemunha, Duda não poderia mentir, sob pena de falso testemunho, o que é passível de prisão. No entanto, Duda poderia apenas dizer “não sei”, pelo direito de não contradizer a verdade.
Complicado? De fato é. Existem direitos expressos na Constituição, mas as pequenas regrinhas estão expressas no Código Penal – e aí é demais pra mim. Quem quiser saber os motivos porque o ministro Gilmar Mendes concedeu o habeas-corpus, entre no link abaixo – é interessante.
http://www.stf.gov.br/imprensa/pdf/gilmarhc88228.pdf
Enfim...
Vejam aí
Márcio
quarta-feira, março 15, 2006
Eu sei, é vício, é vício!!
Política externa
Bush ligou para Lula elogiando o “Big Brother Brasil” que, como se sabe, mandou o Iran para o paredão.
Tutty Vasques
Bush ligou para Lula elogiando o “Big Brother Brasil” que, como se sabe, mandou o Iran para o paredão.
Tutty Vasques
terça-feira, março 14, 2006
Mansion de le broé
Não sei vocês, mas eu estou muito ansioso para o término das obras de reforma da antiga casa de praia da família broa. Antiga casa? Sim, antiga casa, porque agora, com a Broa manelé morando sozinha, sobrou dinheiro pra fazer da casa mansão: a mansion de lé broé!!

Atentem, pois, para a foto acima e para as próximas semanas, quando tudo estará pronto. Proponho logo um grande manelé comemorativo, com toda pompa e desperdício - com direito as louras do Aécio Neves, os vinhos do Renato Ribeiro e os charutos de Fidelzinho!!
Arevoá a todos
E viva la mansion de le broé!!
Márcio

Atentem, pois, para a foto acima e para as próximas semanas, quando tudo estará pronto. Proponho logo um grande manelé comemorativo, com toda pompa e desperdício - com direito as louras do Aécio Neves, os vinhos do Renato Ribeiro e os charutos de Fidelzinho!!
Arevoá a todos
E viva la mansion de le broé!!
Márcio
Convite.
Passo na íntegra o convite feito por nossa amiga Sara a todos os manelés e agregados.
De:
Sara Guedes
Enviado:
segunda-feira, 13 de março de 2006 20:36:31
Para:
soaresba@hotmail.com
Assunto:
Promessa é dívida
Caixa de Entrada
Oi Chico, Como eu havia prometido, vai rolar um fim de semana em guarajuaba. Este fim de semana a casa vai estar vazia e a gente pode ir pra lá, como eu sei que vc é o organizador da galera te passo esta tarefa, veja se a galera pode e estar afim de iraí a gente podemarcar um manelé lá. Caso o pessoal nao possa ir este fim de semana, a gentepode pensar me outra data.....qdo a casa estiver vazai denovo... Me aviseo resultado Beijos Sara
Agora é com vocês, espero comentários e confirmações.
Broa.
De:
Sara Guedes
Enviado:
segunda-feira, 13 de março de 2006 20:36:31
Para:
soaresba@hotmail.com
Assunto:
Promessa é dívida
Caixa de Entrada
Oi Chico, Como eu havia prometido, vai rolar um fim de semana em guarajuaba. Este fim de semana a casa vai estar vazia e a gente pode ir pra lá, como eu sei que vc é o organizador da galera te passo esta tarefa, veja se a galera pode e estar afim de iraí a gente podemarcar um manelé lá. Caso o pessoal nao possa ir este fim de semana, a gentepode pensar me outra data.....qdo a casa estiver vazai denovo... Me aviseo resultado Beijos Sara
Agora é com vocês, espero comentários e confirmações.
Broa.
segunda-feira, março 13, 2006
Água vira cerveja na Noruega.
OSLO, Noruega (AP) - Haldis Gundesen parecia estar diante de um milagre quando, neste fim de semana, ela abriu a torneira da cozinha e viu que a água havia se transformado em cerveja.
alguns blocos dali, empregados e clientes do Bir Tower Bar ficaram horrorizados quando saiu água dos barris de cerveja.
Devido à improvável façanha de um trabalho de encanamento mal-feito, alguém do bar em Kristiandsund, oeste da Noruega, acidentalmente encaixou as mangueiras de cerveja nos tubos de água do apartamento de Gundersen.
“Nós havíamos nos preparado para uma confortável noite de sábado, comemos um bom jantar, e eu ia fazer uma pequena limpeza”, disse Gundersen, de 50 anos, à The Associated Press por telefone. “Eu abri a torneira da cozinha e a cerveja começou a jorrar”.
Mas Gundersen disse que a cerveja não lhe atraiu nem a tentou, mesmo em um país em que meio litro da bebida chega a custar 3,75 dólares em mercearias.
Per Egil Myrvang, da distribuidora local de cerveja, disse que ajudou os atendentes do bar a reconectar os tubos pelo telefone. “Os tubos de água e cerveja realmente se tocam, mas há de se ter uma criatividade muito grande para confundi-los”, disse aos jornais locais.
Gundersen brincou sobre o pub lhe mandar cerveja de graça para sua próxima festa. “Mas talvez seja mais fácil se eles só me convidarem para uma cerveja”, disse.
Alguém reclamaria?
alguns blocos dali, empregados e clientes do Bir Tower Bar ficaram horrorizados quando saiu água dos barris de cerveja.
Devido à improvável façanha de um trabalho de encanamento mal-feito, alguém do bar em Kristiandsund, oeste da Noruega, acidentalmente encaixou as mangueiras de cerveja nos tubos de água do apartamento de Gundersen.
“Nós havíamos nos preparado para uma confortável noite de sábado, comemos um bom jantar, e eu ia fazer uma pequena limpeza”, disse Gundersen, de 50 anos, à The Associated Press por telefone. “Eu abri a torneira da cozinha e a cerveja começou a jorrar”.
Mas Gundersen disse que a cerveja não lhe atraiu nem a tentou, mesmo em um país em que meio litro da bebida chega a custar 3,75 dólares em mercearias.
Per Egil Myrvang, da distribuidora local de cerveja, disse que ajudou os atendentes do bar a reconectar os tubos pelo telefone. “Os tubos de água e cerveja realmente se tocam, mas há de se ter uma criatividade muito grande para confundi-los”, disse aos jornais locais.
Gundersen brincou sobre o pub lhe mandar cerveja de graça para sua próxima festa. “Mas talvez seja mais fácil se eles só me convidarem para uma cerveja”, disse.
Alguém reclamaria?
-=*=-*=-*-= I M P E R D Í V E L !!! =-*=-*=-*=-
Recepção de calouros da UFBA:
- Dia 15/03, quarta-feira, no Campus de Ondina a partir de 13h.
- Ingresso em conta: 2 kg de alimento não perecível (exceto sal)
Programação:
16:30h - Show com Vencedores do UNIFEST
17:45h - Show: ZÉU BRITTO E CEGUÊRA DE NÓ
19:30h - Aula show: GILBERTO GIL (VOZ E VIOLÃO)
21: 00h - Show: GERÔNIMO E BANDA
21:16h- Rachel foge da aula de Estado e Sociedade e parte em direção ao local da festa!
22:30h - Show: NAÇÃO ZUMBI (uhuuu!!!)
Uma ótima semana para todos!!! bjos, bjos, bjos!!!
Kel (Feliz com a vitória de ontem e a derrocada do técnico rival!)
- Dia 15/03, quarta-feira, no Campus de Ondina a partir de 13h.
- Ingresso em conta: 2 kg de alimento não perecível (exceto sal)
Programação:
16:30h - Show com Vencedores do UNIFEST
17:45h - Show: ZÉU BRITTO E CEGUÊRA DE NÓ
19:30h - Aula show: GILBERTO GIL (VOZ E VIOLÃO)
21: 00h - Show: GERÔNIMO E BANDA
21:16h- Rachel foge da aula de Estado e Sociedade e parte em direção ao local da festa!
22:30h - Show: NAÇÃO ZUMBI (uhuuu!!!)
Uma ótima semana para todos!!! bjos, bjos, bjos!!!
Kel (Feliz com a vitória de ontem e a derrocada do técnico rival!)
domingo, março 12, 2006
Quando nos falta assunto, que não nos falte referências
Grupo de risco
Muito mais do que a idade ou o peso de Ronaldinho, o torcedor brasileiro teme que o goleiro Dida pegue a gripe do frango na Copa da Alemanha. De vez em quando, como se sabe, a bola bate nele e espirra.
Jurisprudência internacional
Saddam Hussein está uma fera. Vai exigir do tribunal iraquiano os mesmos direitos do Professor Luizinho.
Já pensou?!
O brasileiro bebeu 1 bilhão de litros de cerveja em janeiro, quase 10% a mais que no mesmo período do ano passado. Pelos cálculos do ministro Furlan, se o Lula não tivesse parado de beber....
São do Tutty Vasques, viu Chico?!
Márcio
Muito mais do que a idade ou o peso de Ronaldinho, o torcedor brasileiro teme que o goleiro Dida pegue a gripe do frango na Copa da Alemanha. De vez em quando, como se sabe, a bola bate nele e espirra.
Jurisprudência internacional
Saddam Hussein está uma fera. Vai exigir do tribunal iraquiano os mesmos direitos do Professor Luizinho.
Já pensou?!
O brasileiro bebeu 1 bilhão de litros de cerveja em janeiro, quase 10% a mais que no mesmo período do ano passado. Pelos cálculos do ministro Furlan, se o Lula não tivesse parado de beber....
São do Tutty Vasques, viu Chico?!
Márcio
quinta-feira, março 09, 2006
Desafiem as suas mentes, manelés!
Nós, racionalistas baianos, sempre olhamos com olhos tortos os misticismos do Capão, nunca demos grandes bolas para os duendes e gnomos de Xuxa, nem tampouco damos muita trela para as abduções de Elba sob a lua de Trancoso.
No entanto, depois de tanto zirigidum, telecoteco, balacubaco, ou se preferirem, depois de tanto piriri pi ti, piriri pom pom, baradá ba dá, e depois que uma bola de fogo cruzou o céu de Santo Antônio, vocês não sentem a falta de algo? algo de nome Sara?!!
O que terá acontecido? Será que ela foi raptada por um furioso cacique kaiapó? Será que ela experimentou o chá da chapada e decidiu virar uma árvore? Ou será que ela encontrou a luz sobre o céu de Santo Antônio, que de Jesus não tem nada?
Será que ela fugiu pra Espanha?!
Desafie a sua mente!!
Só não pronunciem tal nome mais de duas vezes...
Arevoá!
Márcio
No entanto, depois de tanto zirigidum, telecoteco, balacubaco, ou se preferirem, depois de tanto piriri pi ti, piriri pom pom, baradá ba dá, e depois que uma bola de fogo cruzou o céu de Santo Antônio, vocês não sentem a falta de algo? algo de nome Sara?!!
O que terá acontecido? Será que ela foi raptada por um furioso cacique kaiapó? Será que ela experimentou o chá da chapada e decidiu virar uma árvore? Ou será que ela encontrou a luz sobre o céu de Santo Antônio, que de Jesus não tem nada?
Será que ela fugiu pra Espanha?!
Desafie a sua mente!!
Só não pronunciem tal nome mais de duas vezes...
Arevoá!
Márcio
quarta-feira, março 08, 2006
E vai rolar a festa!
Pelo segundo ano consecutivo, nosso amigo Dadá Maravilha realizará uma confraternização entre amigos e agregados para comemorar seu aniversário. A data será sábado, 11/03, em local ainda a ser definido. Devido a triste realidade dos clubes baianos será no esquema boteco copo sujo, cada qual paga o seu, sem direito a petiscos...
Ate lá,
Broa, voltando as atividades.
Ate lá,
Broa, voltando as atividades.
terça-feira, março 07, 2006
A ética manelística e o espírito do capitalismo
Como nós manelés já passamos, ou estamos a passar, da fase do paternalismo familiar para a fase auto-paternalista, quando não estatal, que tal fazermos umas considerações sobre a ética que se forma entre nós nesse espírito capitalista? Vejamos por partes, um de cada vez.
Zé
Nosso amigo publicitário teve crise de identidade e foi pra Espanha participar de congresso de agências de viagens. Estranho. Ainda mais porque, lá, já pegou uma amazonense, uma baiana (“o sabor da Bahia”) e uma colombiana. Quando chegará na Europa ninguém sabe!!
Cara de Rato
O nosso meteorango kid, cdr, andou recusando ordenamento de duzentos reais para ensinar às crianças, por um único dia, como se faz um projeto cultural. Achou pouco. Não podemos dizer o que ele exatamente faz pra viver, mas que o Porto deve pagar bem, ah, isso deve!!
Pimpão
Sabemos que a linhagem popovikana é abastada, mas nosso Pimpão há muito, quando chamado, diz que está fazendo uns trabalhos, mas no final do dia nunca tem dinheiro. Disse uma vez que está juntando pra morar sozinho. Só não sabe ainda se leva Aline ou Perpétua!!
Borestia
O nosso querido “pegador de promessas”, o Borestia, é um compulsivo. Trabalha em jornal impresso, em jornal televisivo, e faz documentário pra se formar. Não cansado, ele ainda trabalha nas bases – não temos gravação quando ele decretou aposentadoria? Precisamos disso!!!
Clara
Essa aí tem como trabalho agredir meninos burros que procuram banca. A raiva da professorinha, no entanto, é bem aliviada com cigarros e com um gordo ordenamento: sua hora/aula é maior que de professor universitário, e ela ainda vota no PT – se liga, menina, você é elite, vote PSDB!!
Broa
Depois que o administrador saiu de casa, a família tá fazendo reforma na casa de praia e até Popó herdou um quarto só pra ele – será que Broa era um cara folgado? diz-se por aí que ele só convida os manelés pra sua casa quando ele tá com preguiça de arrumar o apê, absurdo!!
Márcio
Seguindo os passos de Willownildon Willow eu vou... esconder o jogo!! estou tramando um futuro... depois que virei barão do Itaigara eu almejo meu espaço na inclusão social... quem sabe o seguro-desemprego, o bolsa-família, ou a morosidade de nosso Estado assistencialista?
Aline
Nossa amiga Borestia, II, virou autônoma. Engana-se, porém, quem pensa que essa jogada lhe renderia menos dinheiro. Ela agora tem internet em casa e até comprou um microfone de telefonista para fazer o que mais gosta: gravar mensagens com palavrão no msn!!
Olhem... cansei...
Arevoá
Márcio
Zé
Nosso amigo publicitário teve crise de identidade e foi pra Espanha participar de congresso de agências de viagens. Estranho. Ainda mais porque, lá, já pegou uma amazonense, uma baiana (“o sabor da Bahia”) e uma colombiana. Quando chegará na Europa ninguém sabe!!
Cara de Rato
O nosso meteorango kid, cdr, andou recusando ordenamento de duzentos reais para ensinar às crianças, por um único dia, como se faz um projeto cultural. Achou pouco. Não podemos dizer o que ele exatamente faz pra viver, mas que o Porto deve pagar bem, ah, isso deve!!
Pimpão
Sabemos que a linhagem popovikana é abastada, mas nosso Pimpão há muito, quando chamado, diz que está fazendo uns trabalhos, mas no final do dia nunca tem dinheiro. Disse uma vez que está juntando pra morar sozinho. Só não sabe ainda se leva Aline ou Perpétua!!
Borestia
O nosso querido “pegador de promessas”, o Borestia, é um compulsivo. Trabalha em jornal impresso, em jornal televisivo, e faz documentário pra se formar. Não cansado, ele ainda trabalha nas bases – não temos gravação quando ele decretou aposentadoria? Precisamos disso!!!
Clara
Essa aí tem como trabalho agredir meninos burros que procuram banca. A raiva da professorinha, no entanto, é bem aliviada com cigarros e com um gordo ordenamento: sua hora/aula é maior que de professor universitário, e ela ainda vota no PT – se liga, menina, você é elite, vote PSDB!!
Broa
Depois que o administrador saiu de casa, a família tá fazendo reforma na casa de praia e até Popó herdou um quarto só pra ele – será que Broa era um cara folgado? diz-se por aí que ele só convida os manelés pra sua casa quando ele tá com preguiça de arrumar o apê, absurdo!!
Márcio
Seguindo os passos de Willownildon Willow eu vou... esconder o jogo!! estou tramando um futuro... depois que virei barão do Itaigara eu almejo meu espaço na inclusão social... quem sabe o seguro-desemprego, o bolsa-família, ou a morosidade de nosso Estado assistencialista?
Aline
Nossa amiga Borestia, II, virou autônoma. Engana-se, porém, quem pensa que essa jogada lhe renderia menos dinheiro. Ela agora tem internet em casa e até comprou um microfone de telefonista para fazer o que mais gosta: gravar mensagens com palavrão no msn!!
Olhem... cansei...
Arevoá
Márcio
segunda-feira, março 06, 2006
Volta ao início: pra ver se ressuscita o manelé
Não gosto desse template no blog, mas vamos ver se voltando aos primórdios deste espaço, voltam também as pessoas e seus comentários.
E já que o carnaval passou levando toda a folia e o bundalelê dos nossos amigos manelés, que tal uma ressaca?
Que tal portanto um manelé?
Ou um Itacimirim, se possível for...
Arevoá
Márcio
E já que o carnaval passou levando toda a folia e o bundalelê dos nossos amigos manelés, que tal uma ressaca?
Que tal portanto um manelé?
Ou um Itacimirim, se possível for...
Arevoá
Márcio
sexta-feira, março 03, 2006
Buono Voice
Qualé de luz de celular Marcinho?
Mas confesso que o comentário de Zé se encaixa perfeitamente, hehehehe!
A manchete do carnaval foi:
INDICADO AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ CANTA "CHUPA TODA!"
Ainda bem que Itacaré faz vc esquecer essas coisas.
Mas confesso que o comentário de Zé se encaixa perfeitamente, hehehehe!
A manchete do carnaval foi:
INDICADO AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ CANTA "CHUPA TODA!"
Ainda bem que Itacaré faz vc esquecer essas coisas.
sábado, fevereiro 25, 2006
Tem alguém aí?
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Bono canta no carnaval de Salvador
“Sunday Bloody Sunday”?
“Pride (In The Name Of Love)”?
“Where The Streets Have No Name”?
“With Or Without You”?
Que nada!!
“Chupa toda!”, ouviu-se a voz!!
Coisa de baiano...
Márcio
“Pride (In The Name Of Love)”?
“Where The Streets Have No Name”?
“With Or Without You”?
Que nada!!
“Chupa toda!”, ouviu-se a voz!!
Coisa de baiano...
Márcio
E começou a folia
Eu mato, eu mato
Quem roubou minha cueca
Pra fazer pano de prato
Eu mato, eu mato
Quem roubou minha cueca
Pra fazer pano de prato
Minha cueca, tava lavada
Foi um presente que eu ganhei da namorada
Minha cueca, tava lavada
Foi um presente que eu ganhei da namorada
Márcio
Quem roubou minha cueca
Pra fazer pano de prato
Eu mato, eu mato
Quem roubou minha cueca
Pra fazer pano de prato
Minha cueca, tava lavada
Foi um presente que eu ganhei da namorada
Minha cueca, tava lavada
Foi um presente que eu ganhei da namorada
Márcio
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Domínio Público
Imagine um site onde se pode baixar toda a obra de Machado de Assis? Além de mais 700 títulos em português, obras como A Divina Comédia, pinturas de Leonardo da Vnci, imagens diversas, mp3 e outras coisinhas... Então, o MEC está dando na mão: www.dominiopublico.gov.br .
O lance é disponibilizar na rede um vasto arquivo em domínio público para serem baixados e rasgados, por quem interessar possa. É claro que nem tudo deve ser rasgado, pode ser queimado também... lido e consumido, por quê não?
Grande iniciativa... um bom caminho para pesquisadores e curiosos...
cdr.
O lance é disponibilizar na rede um vasto arquivo em domínio público para serem baixados e rasgados, por quem interessar possa. É claro que nem tudo deve ser rasgado, pode ser queimado também... lido e consumido, por quê não?
Grande iniciativa... um bom caminho para pesquisadores e curiosos...
cdr.
terça-feira, fevereiro 21, 2006
U2: a reação atualizada de quem viu - com legendas
Márcio:
“Mais vale um Morumbi de fãs do que uma Copacabana que não canta junto” (birra).
Clara:
“Gostei quando apareceu Lula no telão e quando ele fez propaganda do Fome Zero, mas vi quem ficou indiferente, e anotei o número da camisa de quem vaiou; não perdem por esperar!” (dogma).
Zé:
“Brasileiro é mesmo idiota, vaiou quando ele falou Argentina” (nacionalismo ferido).
Deduca:
“Gostei, só tinha hit” (orgulho pop).
Cdr:
“Nem assisti, tava puto porque não consegui viagem de graça; já pensou quantas cariocas e paulistas eu deixei de pegar?” (“matador”).
Willownildon Willow:
“Adorei os celulares acessos, mas acho que faltou cover dos Engenheiros” (empolgado).
Nanda:
“Não tem O Rappa não?” (insistência).
Broa:
"Dúúúú" (ébrio).
Borestia:
"Poooorra" (pilha, não conhece a música)
Sara:
“Até que enfim uma edição bem feita” (juízo técnico).
Pimpão:
“Aquele jararaca ganhou um pitoque de Bono, e eu que sou fã desdes os anos 80, ganho o quê?” (invejosa).
Aline:
“Pra mim, Bono só se for da Bauducco” (indiferente).
De quem falta o veredicto?
Até...
Márcio
“Mais vale um Morumbi de fãs do que uma Copacabana que não canta junto” (birra).
Clara:
“Gostei quando apareceu Lula no telão e quando ele fez propaganda do Fome Zero, mas vi quem ficou indiferente, e anotei o número da camisa de quem vaiou; não perdem por esperar!” (dogma).
Zé:
“Brasileiro é mesmo idiota, vaiou quando ele falou Argentina” (nacionalismo ferido).
Deduca:
“Gostei, só tinha hit” (orgulho pop).
Cdr:
“Nem assisti, tava puto porque não consegui viagem de graça; já pensou quantas cariocas e paulistas eu deixei de pegar?” (“matador”).
Willownildon Willow:
“Adorei os celulares acessos, mas acho que faltou cover dos Engenheiros” (empolgado).
Nanda:
“Não tem O Rappa não?” (insistência).
Broa:
"Dúúúú" (ébrio).
Borestia:
"Poooorra" (pilha, não conhece a música)
Sara:
“Até que enfim uma edição bem feita” (juízo técnico).
Pimpão:
“Aquele jararaca ganhou um pitoque de Bono, e eu que sou fã desdes os anos 80, ganho o quê?” (invejosa).
Aline:
“Pra mim, Bono só se for da Bauducco” (indiferente).
De quem falta o veredicto?
Até...
Márcio
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Minha defesa ante a instituição
Preâmbulo:
Onde se lê “defesa” que se conote “pilha”, onde for “instituição”, “mulher do computador”.
Capítulo I:
Hoje foi dia de resolver a minha situação frente ao insólito artigo 17. Primeira parada: Facom. Para aqueles que acham que a nossa faculdade não trouxe qualquer ensinamento, contesto vocês. Quem não sabe que qualquer problema é sempre de Anna Maria Jatobeba?
Pois então. Esse ensinamento tanto esquecido por nós foi a resposta parcial para o meu problema. Parcial porque ninguém sabe o que diz o artigo 17. Mas agora sei que o problema se deu porque Jatopeira esqueceu de protocolar o documento de desistência de semestre.
O que se sucede é que quando desistimos de apresentar o trabalho de conclusão de curso, fazemos um pedido de ampliação do prazo por mais um semestre para a senhora J. (não mais me referirei de forma pejorativa, certo?), o qual ela deveria tornar oficial. Não tornou.
Por isso oficialmente tenho que pedir para as instâncias superiores a ampliação do prazo. Como vocês então já devem ter percebido, mais uma vez a Facom me mandou para o SGC – não sem antes Mau Mau (como o conhece cdr) alfinetar, “ela se arroga a centralizar tudo”.
Capítulo II:
Depois de mais um Ondina - Campo Grande, fui ao encontro da mulher do computador. Fria e sentenciosa, ela me fez considerar o computador um ente familiar íntimo. Mascando chiclete e como que por combinação de números binários, ela disse: “apresente defesa aqui”.
Munido de um papel onde se lia “requerimento” fui apresentar defesa... contra que mesmo? Mas não diz nele “requerimento”? Humm... Insight! Estalo! Intuição!... Que nada!, já que o problema era a senhora J., justificar-me-ia (mesóclise) sobre esse assunto, ora bolas!!
Capítulo III:
A defesa, assim fiz:
“Atingindo no semestre letivo 2005-2 pelo Artigo 17 do Regulamento do Ensino de Graduação, apresento defesa: Por dificuldades de pesquisa, não houve possibilidade de concluir, no prazo estabelecido, o Trabalho de Conclusão de Curso em Comunicação (disciplina única do último semestre do curso de Comunicação da UFBA). Em virtude disso, solicitei previamente a orientador e à direção do curso de comunicação a extensão do prazo para a conclusão do trabalho, e por meio deste requerimento solicito às instâncias superiores da universidade a permanência no curso no semestre 2006-1”.
Capítulo IV:
Entregue a minha defesa e requerimento para a mulher do computador, ouço um pouco de humanidade na voz por trás dos números binários. Ela me diz, “ah, minino (sic), isso é fácil, a gente manda ainda hoje pra o colegiado da sua faculdade, que vai ‘julgar’ seu pidido (sic)”.
Desnecessário o uso do sic mas vai assim mesmo. O fato é que agora serei “julgado” pelo colegiado da faculdade. Colegiado esse dirigido pelo prefeito do Porto da Barra e guru de cdr Mau Mau, e que por coincidência, acaso, eventualidade, também é o orientador do grande M.
Capítulo V:
Conclusão? Fisiologismo!!
Márcio
E ainda não sei qual é o artigo 17... talvez Kafka saiba... eu vou é estudar o art. 5 da nossa Constituição, ganho mais com isso, afinal, são mais de sessenta incisos!!
Onde se lê “defesa” que se conote “pilha”, onde for “instituição”, “mulher do computador”.
Capítulo I:
Hoje foi dia de resolver a minha situação frente ao insólito artigo 17. Primeira parada: Facom. Para aqueles que acham que a nossa faculdade não trouxe qualquer ensinamento, contesto vocês. Quem não sabe que qualquer problema é sempre de Anna Maria Jatobeba?
Pois então. Esse ensinamento tanto esquecido por nós foi a resposta parcial para o meu problema. Parcial porque ninguém sabe o que diz o artigo 17. Mas agora sei que o problema se deu porque Jatopeira esqueceu de protocolar o documento de desistência de semestre.
O que se sucede é que quando desistimos de apresentar o trabalho de conclusão de curso, fazemos um pedido de ampliação do prazo por mais um semestre para a senhora J. (não mais me referirei de forma pejorativa, certo?), o qual ela deveria tornar oficial. Não tornou.
Por isso oficialmente tenho que pedir para as instâncias superiores a ampliação do prazo. Como vocês então já devem ter percebido, mais uma vez a Facom me mandou para o SGC – não sem antes Mau Mau (como o conhece cdr) alfinetar, “ela se arroga a centralizar tudo”.
Capítulo II:
Depois de mais um Ondina - Campo Grande, fui ao encontro da mulher do computador. Fria e sentenciosa, ela me fez considerar o computador um ente familiar íntimo. Mascando chiclete e como que por combinação de números binários, ela disse: “apresente defesa aqui”.
Munido de um papel onde se lia “requerimento” fui apresentar defesa... contra que mesmo? Mas não diz nele “requerimento”? Humm... Insight! Estalo! Intuição!... Que nada!, já que o problema era a senhora J., justificar-me-ia (mesóclise) sobre esse assunto, ora bolas!!
Capítulo III:
A defesa, assim fiz:
“Atingindo no semestre letivo 2005-2 pelo Artigo 17 do Regulamento do Ensino de Graduação, apresento defesa: Por dificuldades de pesquisa, não houve possibilidade de concluir, no prazo estabelecido, o Trabalho de Conclusão de Curso em Comunicação (disciplina única do último semestre do curso de Comunicação da UFBA). Em virtude disso, solicitei previamente a orientador e à direção do curso de comunicação a extensão do prazo para a conclusão do trabalho, e por meio deste requerimento solicito às instâncias superiores da universidade a permanência no curso no semestre 2006-1”.
Capítulo IV:
Entregue a minha defesa e requerimento para a mulher do computador, ouço um pouco de humanidade na voz por trás dos números binários. Ela me diz, “ah, minino (sic), isso é fácil, a gente manda ainda hoje pra o colegiado da sua faculdade, que vai ‘julgar’ seu pidido (sic)”.
Desnecessário o uso do sic mas vai assim mesmo. O fato é que agora serei “julgado” pelo colegiado da faculdade. Colegiado esse dirigido pelo prefeito do Porto da Barra e guru de cdr Mau Mau, e que por coincidência, acaso, eventualidade, também é o orientador do grande M.
Capítulo V:
Conclusão? Fisiologismo!!
Márcio
E ainda não sei qual é o artigo 17... talvez Kafka saiba... eu vou é estudar o art. 5 da nossa Constituição, ganho mais com isso, afinal, são mais de sessenta incisos!!
Enfim férias!
A partir de sábado(18/02), estarei tirando 16 longos dias pra fazer porra nenhuma... Durante esse período estarei disposto a participar de qualquer evento, social ou não, desde festinhas carnavalescas até batizado de papagaio. Aguardo convites.
Broa
Broa
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
O dia em que Kafka passeou pela Ufba
Alguém certamente havia caluniado Josef K. quando numa manhã ele foi detido sem ter feito mal algum. Ninguém nunca soube qual era a acusação e nem quem o acusava. A única coisa que se percebia era o labirinto sem fim de uma trama indecifrável da qual K. se viu de repente enredado e nunca conseguiu se desvencilhar. Isso no século XX; e hoje, que mudou?
Algo de errado havia para Josef M. ter sido intimado a apresentar defesa de uma acusação sem crime. Deve M. aparecer com as provas que dispuser para advogar contra um artigo de número dezessete. Ninguém sabe do que se trata, nem o conhecimento humano da burocracia, nem o conhecimento em bits do computador. Este último apenas diz: “http error”.
Nesse tento, munido da notificação que lhe deram, M. se dirigiu às instâncias responsáveis para solucionar seu problema. Na sua primeira tentativa mandaram-no direto para a instância imediatamente superior. Ônibus, dúvidas, imaginação, só essas poucas somadas já dão em angústia. Nunca a elas some mais nada, ainda mais a inoperância de um ser incerto.
Pois bem, chegando lá, primeiro foi a fila para o agente de informações. O agente, claro, apesar da titulação, nada sabia, apenas dera a M. a senha 4562679, que representava o número 15, o de sua chamada para novas informações, a velha do computador. Desculpem, é difícil se desvencilhar de estereótipos quando vamos acompanhando o 1, 2, 3... n em filas.
Quando finalmente o 15 chegou, a informação: “protocolo 24527, você precisa resolver com o colegiado da sua faculdade; não sabemos qual o problema, eles lá devem te informar”. Foi quando M. finalmente se pronunciou. “Estou sendo acusado de quê? Quem me acusa? Com base em quê?”. “Não sabemos, senhor... M... o senhor precisa falar com o seu colegiado”.
Como se sabe, porém, sendo a Bahia e sendo a bichinha chefe do colegiado, nada melhor do que uma praia. Por isso M. terá de esperar até amanhã para saber o que é esse tal de art. 17. Desconfia-se porém que ele nada saiba, ou nada queira dizer, por preguiça, malemolência, inaptidão, viadagem... chamem como quiserem... M. seguirá seu dia de K.
...
...
Márcio
Algo de errado havia para Josef M. ter sido intimado a apresentar defesa de uma acusação sem crime. Deve M. aparecer com as provas que dispuser para advogar contra um artigo de número dezessete. Ninguém sabe do que se trata, nem o conhecimento humano da burocracia, nem o conhecimento em bits do computador. Este último apenas diz: “http error”.
Nesse tento, munido da notificação que lhe deram, M. se dirigiu às instâncias responsáveis para solucionar seu problema. Na sua primeira tentativa mandaram-no direto para a instância imediatamente superior. Ônibus, dúvidas, imaginação, só essas poucas somadas já dão em angústia. Nunca a elas some mais nada, ainda mais a inoperância de um ser incerto.
Pois bem, chegando lá, primeiro foi a fila para o agente de informações. O agente, claro, apesar da titulação, nada sabia, apenas dera a M. a senha 4562679, que representava o número 15, o de sua chamada para novas informações, a velha do computador. Desculpem, é difícil se desvencilhar de estereótipos quando vamos acompanhando o 1, 2, 3... n em filas.
Quando finalmente o 15 chegou, a informação: “protocolo 24527, você precisa resolver com o colegiado da sua faculdade; não sabemos qual o problema, eles lá devem te informar”. Foi quando M. finalmente se pronunciou. “Estou sendo acusado de quê? Quem me acusa? Com base em quê?”. “Não sabemos, senhor... M... o senhor precisa falar com o seu colegiado”.
Como se sabe, porém, sendo a Bahia e sendo a bichinha chefe do colegiado, nada melhor do que uma praia. Por isso M. terá de esperar até amanhã para saber o que é esse tal de art. 17. Desconfia-se porém que ele nada saiba, ou nada queira dizer, por preguiça, malemolência, inaptidão, viadagem... chamem como quiserem... M. seguirá seu dia de K.
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Márcio
La em Londres me sentia bem perto daqui.
Uma exposição dedicada à Tropicália em Londres vai reunir pela primeira vez em 33 anos no mesmo palco os irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista, do grupo Mutantes.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo centro cultural Barbican, que está promovendo a mostra sobre a Tropicália. O grupo vai tocar no dia 22 de maio com a formação que seguiu em frente depois da saída da cantora Rita Lee, em 1972: os irmãos Baptista, o baixista Liminha e o baterista Dinho.
Arnaldo deixaria o grupo no ano seguinte, junto com Liminha, e os Mutantes se desmanchariam de vez em 1978. 'Entusiasmados' O grupo foi fundado em 1966 por Rita Lee e os irmãos Baptista. Liminha e Dinho entraram como membros fixos nos Mutantes a partir do terceiro álbum, A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado, de 1970.
Rita, que foi namorada de Arnaldo, saiu depois do quinto álbum, Os Mutantes e seus Cometas no País dos Baurets, de 1972. Bryn Ormrod, responsável pela parte de música do festival Tropicália: A Revolution in Brazilian Culture, contou à BBC que "eles tentaram convencer a Rita a participar do show, mas ela não quis". Segundo Ormrod, o repertório ainda está sendo montado.
"A idéia é que eles dêem uma boa idéia do som que faziam naquela época, no final dos anos 60, início dos 70". "Certamente eles vão ter convidados especiais participando do show. Há vários músicos britânicos que estão loucos para participar do evento". Ormrod disse que procurou Serginho para apresentar a idéia de uma possível reunião do grupo e que todos eles "se mostraram entusiamados".
O festival começa oficialmente nesta quarta-feira, com uma exposição dedicada ao Tropicalismo, e termina no dia 22, com o show dos Mutantes - que vai ser aberto pela Nação Zumbi. Gal com Lanny e Tutty Outra atração vai ser o show de Gal Costa, no dia 28 de abril. Vai ser a primeira vez em 30 anos que ela se apresenta com dois músicos que tiveram grande destaque nos seus primeiros álbuns: o guitarrista Lanny Gordin e o baterista Tutty Moreno.
Outro destaque vai ser o projeto Tropicália Remixed, em que músicos brasileiros de grupos como Nação Zumbi, Orquestra Imperial e Moreno + 2 vão se juntar a músicos britânicos dos Super Furry Animals e The Bees, para reproduzir, no palco, todas as canções do álbum coletivo Tropicália, lançado em 1968.
O diretor musical do projeto vai ser Sean O'Hagan, líder dos High Lhamas. Ele viaja ao Brasil nas próximas semanas para se reunir com Rogério Duprat, autor dos arranjos e orquestrações do álbum. A exposição que começa nesta quarta-feira destaca obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape e Antonio Dias.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo centro cultural Barbican, que está promovendo a mostra sobre a Tropicália. O grupo vai tocar no dia 22 de maio com a formação que seguiu em frente depois da saída da cantora Rita Lee, em 1972: os irmãos Baptista, o baixista Liminha e o baterista Dinho.
Arnaldo deixaria o grupo no ano seguinte, junto com Liminha, e os Mutantes se desmanchariam de vez em 1978. 'Entusiasmados' O grupo foi fundado em 1966 por Rita Lee e os irmãos Baptista. Liminha e Dinho entraram como membros fixos nos Mutantes a partir do terceiro álbum, A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado, de 1970.
Rita, que foi namorada de Arnaldo, saiu depois do quinto álbum, Os Mutantes e seus Cometas no País dos Baurets, de 1972. Bryn Ormrod, responsável pela parte de música do festival Tropicália: A Revolution in Brazilian Culture, contou à BBC que "eles tentaram convencer a Rita a participar do show, mas ela não quis". Segundo Ormrod, o repertório ainda está sendo montado.
"A idéia é que eles dêem uma boa idéia do som que faziam naquela época, no final dos anos 60, início dos 70". "Certamente eles vão ter convidados especiais participando do show. Há vários músicos britânicos que estão loucos para participar do evento". Ormrod disse que procurou Serginho para apresentar a idéia de uma possível reunião do grupo e que todos eles "se mostraram entusiamados".
O festival começa oficialmente nesta quarta-feira, com uma exposição dedicada ao Tropicalismo, e termina no dia 22, com o show dos Mutantes - que vai ser aberto pela Nação Zumbi. Gal com Lanny e Tutty Outra atração vai ser o show de Gal Costa, no dia 28 de abril. Vai ser a primeira vez em 30 anos que ela se apresenta com dois músicos que tiveram grande destaque nos seus primeiros álbuns: o guitarrista Lanny Gordin e o baterista Tutty Moreno.
Outro destaque vai ser o projeto Tropicália Remixed, em que músicos brasileiros de grupos como Nação Zumbi, Orquestra Imperial e Moreno + 2 vão se juntar a músicos britânicos dos Super Furry Animals e The Bees, para reproduzir, no palco, todas as canções do álbum coletivo Tropicália, lançado em 1968.
O diretor musical do projeto vai ser Sean O'Hagan, líder dos High Lhamas. Ele viaja ao Brasil nas próximas semanas para se reunir com Rogério Duprat, autor dos arranjos e orquestrações do álbum. A exposição que começa nesta quarta-feira destaca obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape e Antonio Dias.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Vou me filiar ao PSDB
Hoje eu tava atordoado, mas tive uma boa tarde. Acho que a jornada de trabalho deveria ser reduzida por lei para no máximo seis horas diárias. Rápido e rasteiro, todos ganhariam, a economia principalmente. Teríamos mais tempo para movimentar esse tal de capitalismo.
Com a redução das horas de trabalho, para o prejuízo e quebradeira de 90% das empresas em curto prazo, boa parte dos desempregados e trabalhadores informais entraria no mercado, contribuindo com impostos e reduzindo as políticas afirmativas assistencialistas.
Vendo a minha idéia. Teríamos mais tempo todos para o ócio. Isso se reverteria em lazer, livros, discos, cinema, cerveja, muita cerveja. Movimentaríamos a economia e reduziríamos os gastos com saúde, já que o estresse passaria longe. Pois eis aí o meu plano de ação!!
Votem em mim. Acho que quem trabalha dez horas por dia não é workaholic, é otário. E quem se sentir ultrajado que me processe com base no Art. V da Constituição por atentar contra a honra. Quem diz isso sou eu, márcio, que nesse exato momento cura sua cachaça!!
Amém para todos...
Do tucano
Márcio
Com a redução das horas de trabalho, para o prejuízo e quebradeira de 90% das empresas em curto prazo, boa parte dos desempregados e trabalhadores informais entraria no mercado, contribuindo com impostos e reduzindo as políticas afirmativas assistencialistas.
Vendo a minha idéia. Teríamos mais tempo todos para o ócio. Isso se reverteria em lazer, livros, discos, cinema, cerveja, muita cerveja. Movimentaríamos a economia e reduziríamos os gastos com saúde, já que o estresse passaria longe. Pois eis aí o meu plano de ação!!
Votem em mim. Acho que quem trabalha dez horas por dia não é workaholic, é otário. E quem se sentir ultrajado que me processe com base no Art. V da Constituição por atentar contra a honra. Quem diz isso sou eu, márcio, que nesse exato momento cura sua cachaça!!
Amém para todos...
Do tucano
Márcio
terça-feira, fevereiro 14, 2006
PASSEIO DE ESCUNA
Chico, nosso produtor cultural, arranjou uma escuna pra gente fazer um passeio pela Baía de Todos os Santos. Custa 400 reais, fora bebida e comida. O valor será dividido pela quantidade de pessoas que forem. A lotação máxima é de 25 pessoas, o que dá 16 reais pra cada. Se forem 20 pessoas, fica 20 reais pra cada. O passeio dura o dia todo e nós fazemos o roteiro. Temos que fechar o mais rápido possível. Quem quiser ir, entra em contato com Chico e/ou responde esta mensagem.
Amoêdo confirmando presença, seja sábado ou domingo.
Amoêdo confirmando presença, seja sábado ou domingo.
VIDEOS
TOURÃO
http://www.youtube.com/watch?v=QT7pra4yQVU
ITACIMIRIM 19/03/05
http://www.youtube.com/watch?v=EcUhXwVLaVI
Se alguém visitar, favor colocar algum comentário só pra testar.
http://www.youtube.com/watch?v=QT7pra4yQVU
ITACIMIRIM 19/03/05
http://www.youtube.com/watch?v=EcUhXwVLaVI
Se alguém visitar, favor colocar algum comentário só pra testar.
sábado, fevereiro 11, 2006
A foto, o prêmio, a fome.

A imagem acima retrata a fome no Níger. Mostra a mão de um menino tapando os lábios de sua mãe, em impressionante resumo cênico do drama. Foi escolhida nesta sexta-feira como a Foto do Ano de 2005 do World Press Photo.
O autor da peça é o fotógrafo canadense Finbarr O'Reilly, da Reuters. Clicou-a em agosto passado, num centro de alimentação de urgência. O World Press é um dos mais prestigiosos prêmios de foto-jornalismo do planeta. Esta foi a 49a vez que o júri internacional se reuniu em Amsterdã (Holanda) para escolher a melhor foto do ano.
De quanto é o prêmio mesmo?
cdr.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Killing an arab
“(...) Foi então que tudo vacilou. O mar trouxe um sopro espesso e ardente. Pareceu-me que o céu se abria em toda a sua extensão deixando chover fogo. Todo o meu ser se retesou e crispei a mão sobre o revolver. O gatilho cedeu, toquei o ventre polido da coronha e foi aí, no barulho ao mesmo tempo seco e ensurdecedor, que tudo começou. Sacudi o sol e o suor. Compreendi que destruíra o equilíbrio do dia, o silêncio excepcional de uma praia onde havia sido feliz. Então atirei quatro vezes ainda num corpo inerte em que as balas se enterravam sem que se desse por isso. E era como se desse quatro batidas secas na porta da desgraça”.
Esse é o trecho que finaliza a primeira parte do livro “O Estrangeiro”, de Albert Camus. É meia noite e cinco e interrompi um sono que se agitava a relembrar a imagem dessa cena que acabara de ler. É nessas noites que levanto de madrugada pra escrever à meia luz, só pra satisfazer a insônia. Desta feita foi a famosa cena do assassinato de um árabe pela indiferença e a apatia de um estrangeiro metafórico. No man’s land. Uma vida árida, sem muito sentido além do próprio egoísmo, onde a impassibilidade é impávida e o amor se trucida por uma indiferença violentamente deletéria. Não acabei de ler o livro; não irá durar.
Boa noite para todos
Márcio
O livro e a cena inspiraram o The Cure a compor a famosa música que dá o título a este post, “Killing Na Arab”, que está no primeiro disco da banda, “Boys Don’t Cry”, excelente por sinal.
Esse é o trecho que finaliza a primeira parte do livro “O Estrangeiro”, de Albert Camus. É meia noite e cinco e interrompi um sono que se agitava a relembrar a imagem dessa cena que acabara de ler. É nessas noites que levanto de madrugada pra escrever à meia luz, só pra satisfazer a insônia. Desta feita foi a famosa cena do assassinato de um árabe pela indiferença e a apatia de um estrangeiro metafórico. No man’s land. Uma vida árida, sem muito sentido além do próprio egoísmo, onde a impassibilidade é impávida e o amor se trucida por uma indiferença violentamente deletéria. Não acabei de ler o livro; não irá durar.
Boa noite para todos
Márcio
O livro e a cena inspiraram o The Cure a compor a famosa música que dá o título a este post, “Killing Na Arab”, que está no primeiro disco da banda, “Boys Don’t Cry”, excelente por sinal.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Os idiotas
Praia de Lopes Mendes, Ilha Grande, domingo de manhã. Como é uma área de proteção ambiental, não há carros. Chega-se até ali caminhando por uma longa e bem-preservada trilha através da mata atlântica ou pelo mar, de barco.Por causa das férias escolares, há muitas crianças na areia. De repente, o cenário se transforma numa cena de "Apocalypse Now", de Francis Ford Coppola. Um helicóptero dá um rasante na praia. Depois chega outro, e logo mais um terceiro. Ferindo a lei, pousam ao lado da areia, perto de uma pequena igreja construída pelos pescadores da região -uma das únicas edificações da praia.Os passageiros saltam. Você já os viu naquelas revistas que glorificam "celebridades". Caminham pela praia, dão um rápido mergulho, mas não ficam. Logo partem para atazanar uma outra freguesia, não sem antes darem novos rasantes na praia. O negócio não é desaparecer na geografia de um lugar. O negócio é ser visto.
Não interessam as tradições do local. Interessa, ao contrário, trazer consigo o mundo em que essas pessoas vivem. É um pouco como George Bush, da primeira vez que foi a Roma, já na Presidência do país mais poderoso do mundo. Levou toda sua comitiva para comer no McDonald's. Em Roma, como os americanos.Ir à praia de helicóptero, no Brasil de hoje, não é uma exclusividade do litoral fluminense. Em Trancoso, na Bahia, um helicóptero pousou na semana retrasada em plena praia do Espelho, lançando areia sobre os banhistas que lá estavam. Saudável reação: foi apedrejado. Até na distante Barra Grande, península de Maraú, Bahia, helicópteros também começaram a pousar em área pública -as praias- pela primeira vez.
Num país em que o próprio presidente fala de leis que "pegam ou não pegam", pousar de helicóptero em locais proibidos pela lei pegou. Não é à toa, aliás, que helicópteros são expostos na Daslu, ao lado de calcinhas subfaturadas. Estão na moda.
Há algo de sintomático nisso. Em primeiro lugar, a já cansativa confusão entre o público e o privado, que, no Brasil, a cada ano se acentua. Hoje, o que é privado é defendido a unhas e dentes, atrás de vidros blindados, em ruas com cancelas e seguranças. O que é público é constantemente conspurcado. Não importa se uma praia é área de proteção ambiental. Pousa-se ali porque se quer e (não) se pode.Sintomática, também, é a ausência de fiscalização por parte das autoridades competentes. Retrato de um país em que alguém vai preso por roubar um alicate em um supermercado, mas um ex-governador de São Paulo com centenas de milhões de dólares em contas-fantasmas no exterior está solto, comendo pastel em Campos do Jordão.
Houve um tempo em que se falava do Brasil como a Belíndia. De um lado, a Bélgica; do outro, a Índia. A Índia continua aí, a cada esquina. Ou, talvez, não mais, já que aquele país tem crescido a taxas duas vezes maiores do que as nossas. Investe pesadamente em educação, o que não fazemos. Por outro lado, também não faz mais sentido falar de Bélgica, cuja elite é certamente mais responsável do que a nossa. Na falta da Belíndia, talvez seja o caso de se falar hoje de Bahriti. De um lado, o Bahrein -com toda a sua exibição de riqueza. Do outro, o Haiti. Convenientemente, as nossas forças armadas já estão por lá.Um economista do MIT, Lester Thurow, sustenta a tese de que "o que falta na América Latina é elite. O que existe é oligarquia. As oligarquias desfrutam ou herdam o poder, mas não entendem as responsabilidades públicas inerentes a ele". Ou seja: querem os privilégios, mas não os ônus. Querem a gravata da Gucci, mas não os impostos de importação, que se convertem em saúde, educação etc. Depois, reclamam da falta de segurança, da inoperância dos governos, apadrinham uma creche para apaziguar a consciência e, ato final, compram um helicóptero para sobrevoar os nossos Haitis.
São Paulo já é a segunda cidade com o maior número de helicópteros em operação no mundo, perdendo apenas para Tóquio, no Japão. Em parte, essa estatística se deve ao transito caótico das duas cidades, à extensão geográfica que ocupam, à falta de planejamento urbano. Presume-se, também, que muitos desses aparelhos sejam utilizados de forma correta -o que não elimina o problema criado pelos usuários que não agem dessa maneira.
Para finalizar: muitas vezes me perguntam por que o cinema brasileiro fala tão pouco de suas elites. A resposta é simples: porque não é fácil falar de classes dominantes tão caricatas. Pena que Buñuel não esteja mais entre nós. Nem Tomas Gutierrez Alea, cujo olhar cáustico também teria dado conta do recado. Sobra Lars von Trier, que fez um filme sobre um bando de pessoas que fazem de tudo para chamar a atenção. Chama-se "Os Idiotas".
Walter Salles, 49, é cineasta, diretor, entre outros filmes, de "Central do Brasil" e "Diários de Motocicleta".
da folha, pro manelé (bem assim).
cdr.
Não interessam as tradições do local. Interessa, ao contrário, trazer consigo o mundo em que essas pessoas vivem. É um pouco como George Bush, da primeira vez que foi a Roma, já na Presidência do país mais poderoso do mundo. Levou toda sua comitiva para comer no McDonald's. Em Roma, como os americanos.Ir à praia de helicóptero, no Brasil de hoje, não é uma exclusividade do litoral fluminense. Em Trancoso, na Bahia, um helicóptero pousou na semana retrasada em plena praia do Espelho, lançando areia sobre os banhistas que lá estavam. Saudável reação: foi apedrejado. Até na distante Barra Grande, península de Maraú, Bahia, helicópteros também começaram a pousar em área pública -as praias- pela primeira vez.
Num país em que o próprio presidente fala de leis que "pegam ou não pegam", pousar de helicóptero em locais proibidos pela lei pegou. Não é à toa, aliás, que helicópteros são expostos na Daslu, ao lado de calcinhas subfaturadas. Estão na moda.
Há algo de sintomático nisso. Em primeiro lugar, a já cansativa confusão entre o público e o privado, que, no Brasil, a cada ano se acentua. Hoje, o que é privado é defendido a unhas e dentes, atrás de vidros blindados, em ruas com cancelas e seguranças. O que é público é constantemente conspurcado. Não importa se uma praia é área de proteção ambiental. Pousa-se ali porque se quer e (não) se pode.Sintomática, também, é a ausência de fiscalização por parte das autoridades competentes. Retrato de um país em que alguém vai preso por roubar um alicate em um supermercado, mas um ex-governador de São Paulo com centenas de milhões de dólares em contas-fantasmas no exterior está solto, comendo pastel em Campos do Jordão.
Houve um tempo em que se falava do Brasil como a Belíndia. De um lado, a Bélgica; do outro, a Índia. A Índia continua aí, a cada esquina. Ou, talvez, não mais, já que aquele país tem crescido a taxas duas vezes maiores do que as nossas. Investe pesadamente em educação, o que não fazemos. Por outro lado, também não faz mais sentido falar de Bélgica, cuja elite é certamente mais responsável do que a nossa. Na falta da Belíndia, talvez seja o caso de se falar hoje de Bahriti. De um lado, o Bahrein -com toda a sua exibição de riqueza. Do outro, o Haiti. Convenientemente, as nossas forças armadas já estão por lá.Um economista do MIT, Lester Thurow, sustenta a tese de que "o que falta na América Latina é elite. O que existe é oligarquia. As oligarquias desfrutam ou herdam o poder, mas não entendem as responsabilidades públicas inerentes a ele". Ou seja: querem os privilégios, mas não os ônus. Querem a gravata da Gucci, mas não os impostos de importação, que se convertem em saúde, educação etc. Depois, reclamam da falta de segurança, da inoperância dos governos, apadrinham uma creche para apaziguar a consciência e, ato final, compram um helicóptero para sobrevoar os nossos Haitis.
São Paulo já é a segunda cidade com o maior número de helicópteros em operação no mundo, perdendo apenas para Tóquio, no Japão. Em parte, essa estatística se deve ao transito caótico das duas cidades, à extensão geográfica que ocupam, à falta de planejamento urbano. Presume-se, também, que muitos desses aparelhos sejam utilizados de forma correta -o que não elimina o problema criado pelos usuários que não agem dessa maneira.
Para finalizar: muitas vezes me perguntam por que o cinema brasileiro fala tão pouco de suas elites. A resposta é simples: porque não é fácil falar de classes dominantes tão caricatas. Pena que Buñuel não esteja mais entre nós. Nem Tomas Gutierrez Alea, cujo olhar cáustico também teria dado conta do recado. Sobra Lars von Trier, que fez um filme sobre um bando de pessoas que fazem de tudo para chamar a atenção. Chama-se "Os Idiotas".
Walter Salles, 49, é cineasta, diretor, entre outros filmes, de "Central do Brasil" e "Diários de Motocicleta".
da folha, pro manelé (bem assim).
cdr.
Até quando vou ficar reproduzindo isso aqui
Gafe na África
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan chegou a Argel anunciando que Lula não bebe há 40 dias. Péssima propaganda para o álcool brasileiro.
Perguntar não ofende
Se não foi à festa do Grammy e não está com Lula na África, onde diabos se meteu Gilberto Gil? O pessoal do Ministério da Cultura está preocupado!
É a globalização
Camelôs brasileiros planejam vender bandeiras da Dinamarca no Iraque. É o que chamam de “negócio da China”.
Márcio
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan chegou a Argel anunciando que Lula não bebe há 40 dias. Péssima propaganda para o álcool brasileiro.
Perguntar não ofende
Se não foi à festa do Grammy e não está com Lula na África, onde diabos se meteu Gilberto Gil? O pessoal do Ministério da Cultura está preocupado!
É a globalização
Camelôs brasileiros planejam vender bandeiras da Dinamarca no Iraque. É o que chamam de “negócio da China”.
Márcio
Barra Grande for all
Oi, minha gente!
Tô indo para Barra Grande amanhã de manhã. Tem uma vaga no carro. E quem quiser ir para passar o fim de semana, pode ir. Eu tô com a casa lá até dia 12 e vai tá vazia.. só para gente. Seu Ivo não vai tá lá, não. Então, que tal?!!!
É uma casa azul, do lado do Bar do Louro, que fica bem na praia, para os lados da ponta do Mutá. É só perguntar onde é a casa de seu Vet. É lá.
Até mais, então!
Abraços,
Andréa
Tô indo para Barra Grande amanhã de manhã. Tem uma vaga no carro. E quem quiser ir para passar o fim de semana, pode ir. Eu tô com a casa lá até dia 12 e vai tá vazia.. só para gente. Seu Ivo não vai tá lá, não. Então, que tal?!!!
É uma casa azul, do lado do Bar do Louro, que fica bem na praia, para os lados da ponta do Mutá. É só perguntar onde é a casa de seu Vet. É lá.
Até mais, então!
Abraços,
Andréa
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Como não se sentir normal nessas horas?
Um não sabe nada, outro nada ouviu, outro perdeu a memória e não lembra de coisa alguma, um outro tava tomando remédio contra depressão, outro tinha bebido demais, outro tem problemas cardíacos e não pode sofrer estresse, um outro virou gago e afásico!!
Porra! será que não aparece ninguém são nessas CPI’s?!!
Lamentável
Márcio
Porra! será que não aparece ninguém são nessas CPI’s?!!
Lamentável
Márcio
Adoro me meter no meio dos manés futebolistas
Como eu não sou um cara que se preocupa em entender muito de futebol, como eu olho muitas vezes com desdém e indiferença e como eu adoro me meter no meio dos manelés futebolistas, hoje me enfio por trás dos nossos beques (ou do back) críticos do tal esporte.
Como esse ano tem Copa do Mundo e como a vitória do nosso escrete é quase dada como certa, vou meter meu dedo nesse favoritismo (e olha que já falei de barbadas!) num exame de toque para os nossos críticos desse meio. Vou falar de alguns jogadores: um por um, blz?
Ronaldo: vem de contusão; desaparece oitenta e cinco minutos por jogo, corre cinco; de vez em quando acerta o gol.
Robinho: ainda não achou o seu lugar no Real Madrid, não se adaptou; fica encostado no canto esquerdo e faz umas firulas; pouco objetivo, insuficiente.
Júlio Batista: tá em péssima fase; nada parece fazer no Real; se seu grande mérito era ser polivalente, seu demérito é não se justificar em posição alguma.
Roberto Carlos: já não corre como antes, perdeu o fôlego; por isso talvez já não suba ao ataque com tanta freqüência, só não sei como ainda assim o time toma tanto gol pelas costas dele.
Cafú: nunca foi unanimidade e também anda com idade avançada, coitado; vem amargando a reserva e uma tal mania de perseguição; é o capitão do time.
Dida: sempre achei esse preguiçoso; é apático, do tipo que desiste de ir na bola porque acha que não ia pegar... “ai que preguiça”, deve dizer... e agora anda tomando frango!
Adriano: não anda em má fase, pelo que parece, mas também não anda lá nas melhores; parece apenas razoável, talvez seja a solução, ou a salvação.
Emerson: esse deveria ser capitão, pelo menos é sensato, disse outro dia que a nossa defesa não é das melhores; esse chama mais a atenção pelo seu reserva, bem melhor que ele.
Bom. Aí acima temos oito jogadores, um bom número. Será esse mesmo o time que ganha de barbada? Até acho que seja favorito, mas é assim tão absoluto? Chamo os críticos do futebol manelé a opinar, vamos ver se vocês se movimentam, afinal, cadê vocês, putos?!!
Não tomem bola pelas costas, vocês adoram isso!!
Daquele que vos fura...
Márcio
Como esse ano tem Copa do Mundo e como a vitória do nosso escrete é quase dada como certa, vou meter meu dedo nesse favoritismo (e olha que já falei de barbadas!) num exame de toque para os nossos críticos desse meio. Vou falar de alguns jogadores: um por um, blz?
Ronaldo: vem de contusão; desaparece oitenta e cinco minutos por jogo, corre cinco; de vez em quando acerta o gol.
Robinho: ainda não achou o seu lugar no Real Madrid, não se adaptou; fica encostado no canto esquerdo e faz umas firulas; pouco objetivo, insuficiente.
Júlio Batista: tá em péssima fase; nada parece fazer no Real; se seu grande mérito era ser polivalente, seu demérito é não se justificar em posição alguma.
Roberto Carlos: já não corre como antes, perdeu o fôlego; por isso talvez já não suba ao ataque com tanta freqüência, só não sei como ainda assim o time toma tanto gol pelas costas dele.
Cafú: nunca foi unanimidade e também anda com idade avançada, coitado; vem amargando a reserva e uma tal mania de perseguição; é o capitão do time.
Dida: sempre achei esse preguiçoso; é apático, do tipo que desiste de ir na bola porque acha que não ia pegar... “ai que preguiça”, deve dizer... e agora anda tomando frango!
Adriano: não anda em má fase, pelo que parece, mas também não anda lá nas melhores; parece apenas razoável, talvez seja a solução, ou a salvação.
Emerson: esse deveria ser capitão, pelo menos é sensato, disse outro dia que a nossa defesa não é das melhores; esse chama mais a atenção pelo seu reserva, bem melhor que ele.
Bom. Aí acima temos oito jogadores, um bom número. Será esse mesmo o time que ganha de barbada? Até acho que seja favorito, mas é assim tão absoluto? Chamo os críticos do futebol manelé a opinar, vamos ver se vocês se movimentam, afinal, cadê vocês, putos?!!
Não tomem bola pelas costas, vocês adoram isso!!
Daquele que vos fura...
Márcio
Agora Vai / Pra Relembrar
A resolução deixa a desejar, não é em tempo real mas já é um bom começo.
http://www.youtube.com/w/?v=EcUhXwVLaVI
http://www.youtube.com/w/?v=EcUhXwVLaVI
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Três ótimas de Vasques
Fala sério!
A reação violenta à charge publicada em jornal dinamarquês pode evoluir para o fim do mundo se o pessoal do “Pânico na TV” levar adiante o plano de calçar as sandálias da humildade em Maomé. Não se brinca com essas coisas!
Morro dos veados uivantes
Por pouco “Brokeback Mountain” não se chamou no Brasil “Chapada dos Viadeiros”. Cá pra nós, faz muito mais sentido para quem não sabe inglês.
Pé de moça
ACM Neto está arrasado. Eduardo Paes não conseguiu encontrar tênis 36 para homem em Nova York.
Márcio
A reação violenta à charge publicada em jornal dinamarquês pode evoluir para o fim do mundo se o pessoal do “Pânico na TV” levar adiante o plano de calçar as sandálias da humildade em Maomé. Não se brinca com essas coisas!
Morro dos veados uivantes
Por pouco “Brokeback Mountain” não se chamou no Brasil “Chapada dos Viadeiros”. Cá pra nós, faz muito mais sentido para quem não sabe inglês.
Pé de moça
ACM Neto está arrasado. Eduardo Paes não conseguiu encontrar tênis 36 para homem em Nova York.
Márcio
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Para meus queridos videomakers
Essa é para meu amigo cdr. O Canal Brasil vai passar nesta quinta-feira um clássico do cinema marginal baiano. Falo do badalado (no submundo, claro) “Meteorango Kid”, filme de 1969 dirigido André Luiz Oliveira. Se ligue, portanto, cdr, pois será à noite (não sei a hora).

Agora para Pimpão. O guru dos cineastas popoviques está gravando um novo filme. Chama-se ele David Lynch e o filme em questão vai ter por nome Inland Empire. Não se sabe muito sobre o filme, como não poderia deixar de ser. A estréia, no entanto, deve ser em Cannes.

Agora para Pimpão. O guru dos cineastas popoviques está gravando um novo filme. Chama-se ele David Lynch e o filme em questão vai ter por nome Inland Empire. Não se sabe muito sobre o filme, como não poderia deixar de ser. A estréia, no entanto, deve ser em Cannes.

E só para comentar o post anterior (dos delírios sexuais de cdr), uma dica: o GNT exibirá também na quinta (também à noite) o documentário chamado “Eles sempre querem mais”, que trata sobre a suposta fixação masculina em relação ao tamanho dos respectivos pênis.
Divirtam-se!!
Márcio
domingo, fevereiro 05, 2006
Do catecismo de devoções, intimidades e pornografias
Existem várias maneiras de arruinar aquela grande noite. A noite dos sonhos, a noite do meu bem, como canta Dolores Duran. Uma delas, além da ansiedade que estala no corpo feito aqueles taxímetros dos fuscas de praça das antigas, é tentar reinventar a roda, digo, o sexo, como se fosse possível recriar o Kama Sutra.
Ao contrário do que supunha a lindeza do lirismo de Manuel Bandeira, as almas até podem se entender desde o primeiro flerte, os corpos não.
Não tente reinventar o Kama Sutra nas primeiras noites... A dramaturgia da cama não é para amadores. O sexo é uma coisa tão séria que só deveria ser feito pelos devassos, pelos afilhados do Marquês de Sade e pela madre superiora. Não é qualquer donzelo que resiste às firulas da alcova, a ginástica das pernas, à coreografia dos braços e ao bate-coxa propriamente dito.
A verdadeira e religiosa pornografia é a intimidade. Ai sim, quando atingimos esse nirvana, Bandeira volta a ter razão: podemos até dispensar as almas, pois os corpos já se entendem. Ai passa a valer o verso do pernambucano: “Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma”.
Com esse sexo cheio de pernas e mil e um malabarismos, coisa de quem assimilou das lições taradas da revista “Nova” ou do cirque du Soleil, você pode levar o seu parceiro a uma bela câimbra ou contusão mais séria. Coitado, ele pode ter que fumar aquele cigarro pós-coito em uma clínica ortopédica ou em um milagroso massagista japonês.
xico sá, indicado por mim.
cdr.
Ao contrário do que supunha a lindeza do lirismo de Manuel Bandeira, as almas até podem se entender desde o primeiro flerte, os corpos não.
Não tente reinventar o Kama Sutra nas primeiras noites... A dramaturgia da cama não é para amadores. O sexo é uma coisa tão séria que só deveria ser feito pelos devassos, pelos afilhados do Marquês de Sade e pela madre superiora. Não é qualquer donzelo que resiste às firulas da alcova, a ginástica das pernas, à coreografia dos braços e ao bate-coxa propriamente dito.
A verdadeira e religiosa pornografia é a intimidade. Ai sim, quando atingimos esse nirvana, Bandeira volta a ter razão: podemos até dispensar as almas, pois os corpos já se entendem. Ai passa a valer o verso do pernambucano: “Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma”.
Com esse sexo cheio de pernas e mil e um malabarismos, coisa de quem assimilou das lições taradas da revista “Nova” ou do cirque du Soleil, você pode levar o seu parceiro a uma bela câimbra ou contusão mais séria. Coitado, ele pode ter que fumar aquele cigarro pós-coito em uma clínica ortopédica ou em um milagroso massagista japonês.
xico sá, indicado por mim.
cdr.
Carteira
Perdí minha carteira no dia da comemoração do aniversário de Eduardo, na casa de Marina... Se alguém achou ou levou por engano, favor entrar em contato...
Boréstia
Boréstia
sábado, fevereiro 04, 2006
A ressureição da música.

Quem gostava de rock já sentia a discrepância entre a produção nacional, da Jovem Guarda, e a internacional, lá pelos idos dos anos 60, 70. Na linha de frente, Beatles com Sgt Pepper's, Stones com Their satanic majesties request, o pirado do Frank Zappa com Freak out, Eric Burdon and the Animals com The Twain Shall Meet, Beach Boys com Pet Sounds e etcs e tais. E aqui umas musiquinhas chinfrins de Erasmos e Robertos e Renatos. Onde estava o salto qualitativo do rock brasileiro? Sérgio e Arnaldo Dias Baptista e Rita Lee Jones jogaram a corda pra gente se salvar.
Os Mutantes foram a ala rock do tropicalismo, o movimento que salvou a música brasileira da chatice da bossa nova. Como tropicalistas, eles privilegiavam a mistura, criando pela primeira vez um rock à brasileira. Iluminados por Caetano Veloso, Gilberto Gil, o maestro Rogério Duprat e o próprio talento e inteligência, produziram sete discos irretocáveis que chegam finalmente às lojas em CDs remasterizados com um som claro e poderoso como eles merecem. Os discos são Os Mutantes (1968), Mutantes (1969), A divina comédia ou Ando meio desligado (1970), Jardim elétrico (1971), Mutantes e seus cometas no país do baurets(1972) e Rita Lee (1972).
Este último levou o nome de Rita porque, por contrato, eles não podiam lançar dois discos no mesmo ano.Nenhum destes discos soa datado e são inspiradores ainda hoje. E muita gente nova se amarra neles, apaixonando-se pela qualidade e pela verdade do trabalho. Não à toa, gente como David Byrne, Beck, Sean Lennon e o falecido Kurt Cobain confessaram admiração pelo grupo. Cada faixa abria um admirável mundo novo sonoro, a levada quebrada de Panis et circenses, arranjo de sopros louco, a música acabava como se o toca discos tivesse pifado, a ginga de Minha menina, os batuques de Adeus Maria Fulô e Bat Macumba.
O segundo disco era totalmente psicodélico, tinha um Dom Quixote louco que acabava no programa do Chacrinha, um sombrio Dia 36 com voz distorcida, a maravilhosa Fuga nº II (Hoje eu vou fugir de casa vou levar a mala...), cantada por Rita Lee como se ela fosse a mulher a que Paul McCartney se referia em She's leaving home (eles se inspiravam muito em Beatles), o cantor gago em Mágica, a Jovem Guarda subvertida em Banho de lua, tudo desembocando em Caminhante noturno, apresentada num festival onde deu um curto circuito nos neurônios da platéia.
O terceiro disco trazia a faixa que até hoje toca em rádio, Ando meio desligado, mas a que eu mais me amarrava era o blues Meu refrigerador não funciona, com Rita Lee começando em inglês num tema comum de blues, de solidão e amor abandonado até virar de repente para o refrigerador enguiçado. Uma cama de órgão maravilhosa de Arnaldo, uma batera ixperta de Ronaldo Leme. Tinha o crássico Chão de estrelas avacalhado com defeitos especiais hilários, uma Haleluia séria com órgão de igreja, a deliciosa jovemguardista Hey boy, a dark Ave Lúcifer, a anárquica Quem tem medo de brincar de amor. Uma festa.Quem quiser saber mais de Mutantes recomendo o livro A divina comédia dos Mutantes, de Carlos Calado, da editora 34. E a capa do Segundo Caderno de hoje é uma entrevista com Sérgio Dias. Falo mais depois.
fonte: o globo.
A última canção.

Ficha Técnica
Título Original: Last Days
Gênero: Drama
Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2005
Site Oficial: www.lastdaysmovie.com
Estúdio: HBO Films / Pie Films Inc. / Meno Film Company / Picturehouse Entertainment LLC
Distribuição: Fine Line Features
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Gus Van Sant
Produção: Dany Wolf
Música: Rodrigo Lopresti
Fotografia: Harris Savides
Direção de Arte: Tim Grimes
Figurino: Michelle Matland e Allan McCosky
Edição: Gus Van Sant
Efeitos Especiais: Illusion Arts Inc.
Last Days: cinema suicida.
Gus Van Sant finda com Last Days, a chamada “Trilogia da Morte”. Iniciada com Gerry, em que a morte é acidental, sendo a acção suportada pela existência de diálogos.
Seguiu-se Elephant, em que a morte é um acto de loucura (massacre do liceu do Columbine), onde a acção decorre com um recurso primordial á imagem e ás alterações temporais. Em Elephant, a morte dá-se apenas em termos físicos. Trata-se apenas da consumação de um acto, outrora iniciado (todos os intervenientes encontravam-se, a priori, espiritualmente mortos).
Surge Last Days e num circundante esplendor dá-se o seu desfecho, através da exploração do factor máximo, a música/som, como complemento e suporte para todo o desenlace do enredo. Este, é mais importante que o factor diálogo (quase inexistente), provocando ira, cólera, amargura e a sede do “doce” beijo da morte.
Last Days, é muito mais que um mero biopic. Baseado nos derradeiros dias do líder exímio dos Nirvana (Kurt Cobain), Van Sant apresenta-nos Blake (Michael Pitt), o símbolo de uma geração que se apresenta “só” numa casa “cheia”, perdido num labirinto que é consequência e cliché do mundo da fama. Blake apresenta-se moribundo, já morto (a nível psicológico e espiritual), inerte numa casa impessoal e caótica, onde todos podiam entrar e desfrutar dos seus prazeres. A forma como Blake é filmado ao longo do filme, quase sempre de costas, elucida-nos da sua posição para com o mundo. O plano em que o telefone toca e Blake continua a sua rotina, é a melhor mise-en-scéne disso mesmo.
É no seu secret secret spot, tão perto e ao mesmo tempo tão longe da sua casa, que Blake encontra o seu EU. Falamos da pool-house, da floresta e momentaneamente a sala de música, onde apenas se limita a viver, a expressar os seus medos e a sua raiva, sem ser confrontado.
Last days, é mais que um inspirado reviver dos últimos dias de Cobain, que um labirinto cliché e obligatoire para todos aqueles que pisam o passeio da fama do Rock. Este é o fechar de um ciclo que tanto pertence a Cobain, a Blake, como ao mais comum dos mortais. Sendo o seu fecho, a soberba cena da morte de Blake. Brilhantemente captada por Van Sant e clímax do filme.
Seguiu-se Elephant, em que a morte é um acto de loucura (massacre do liceu do Columbine), onde a acção decorre com um recurso primordial á imagem e ás alterações temporais. Em Elephant, a morte dá-se apenas em termos físicos. Trata-se apenas da consumação de um acto, outrora iniciado (todos os intervenientes encontravam-se, a priori, espiritualmente mortos).
Surge Last Days e num circundante esplendor dá-se o seu desfecho, através da exploração do factor máximo, a música/som, como complemento e suporte para todo o desenlace do enredo. Este, é mais importante que o factor diálogo (quase inexistente), provocando ira, cólera, amargura e a sede do “doce” beijo da morte.
Last Days, é muito mais que um mero biopic. Baseado nos derradeiros dias do líder exímio dos Nirvana (Kurt Cobain), Van Sant apresenta-nos Blake (Michael Pitt), o símbolo de uma geração que se apresenta “só” numa casa “cheia”, perdido num labirinto que é consequência e cliché do mundo da fama. Blake apresenta-se moribundo, já morto (a nível psicológico e espiritual), inerte numa casa impessoal e caótica, onde todos podiam entrar e desfrutar dos seus prazeres. A forma como Blake é filmado ao longo do filme, quase sempre de costas, elucida-nos da sua posição para com o mundo. O plano em que o telefone toca e Blake continua a sua rotina, é a melhor mise-en-scéne disso mesmo.
É no seu secret secret spot, tão perto e ao mesmo tempo tão longe da sua casa, que Blake encontra o seu EU. Falamos da pool-house, da floresta e momentaneamente a sala de música, onde apenas se limita a viver, a expressar os seus medos e a sua raiva, sem ser confrontado.
Last days, é mais que um inspirado reviver dos últimos dias de Cobain, que um labirinto cliché e obligatoire para todos aqueles que pisam o passeio da fama do Rock. Este é o fechar de um ciclo que tanto pertence a Cobain, a Blake, como ao mais comum dos mortais. Sendo o seu fecho, a soberba cena da morte de Blake. Brilhantemente captada por Van Sant e clímax do filme.
Com vocês: aniversário de deduca!!
Respondendo ao post anterior, por ansiedade atravessando o colega (que está trabalhando agora), faço o convite: aniversário de Deduca@skol na casa do companheiro Chico, hoje à noite.
Como jornalismo não dá lá essas granas, por favor, levem cerveja, ou refrigerante, ou quitutes. Pimpão leve o som, e se quiser, leve aquele cano quente nas costas que você falou ontem, o disk... como é mesmo?...
Bom... para quem não sabe a casa nova de Chico fica na rua Sargento Astrolábio, 284; o edifício tem por nome Arabutan e o apartamento é o 301. O ponto de referência é a Ruben Berta (é assim) e quem quiser é só ligar que se acha...
Beijos a todos
Márcio
Como jornalismo não dá lá essas granas, por favor, levem cerveja, ou refrigerante, ou quitutes. Pimpão leve o som, e se quiser, leve aquele cano quente nas costas que você falou ontem, o disk... como é mesmo?...
Bom... para quem não sabe a casa nova de Chico fica na rua Sargento Astrolábio, 284; o edifício tem por nome Arabutan e o apartamento é o 301. O ponto de referência é a Ruben Berta (é assim) e quem quiser é só ligar que se acha...
Beijos a todos
Márcio
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
O primeiro aniversário do ano
Eu não estou acredirtando que o primeiro aniversário do ano vai pasar em branco! O que é isso Duda? Não vai rolar nada mesmo? A gente poderia pelo menos reunir a galera! Agora Chico mora sozinho... Também pode ser aqui em casa (meus pais estão viajando!), ou num barzinho! Sei lá! Só não pode passar em branco!
Diga alguma coisa! Afinal, a festa é sua!
Beijos, Marina.
Ah! Por sinal, gostei do novo visual do Blog!
Diga alguma coisa! Afinal, a festa é sua!
Beijos, Marina.
Ah! Por sinal, gostei do novo visual do Blog!
Alguns motivos que comprovam que ontem foi realmente bom
• Só bebi skol.
• Liguei bêbado pra Nanda pra dizer que eu amo a praga.
• Falei pro último vendedor de cerveja, “maluco, tô doidão!”.
• Deve ter sido por isso que ele quis roubar cinco conto de Borestia.
• Na volta andei e andei que eu nem lembro.
• Desta vez não toquei na porta do vizinho de baixo;
• Em compensação passei demorados segundos até reconhecer que a porta que tinham aberto pra mim era de fato a da minha casa.
• Brinquei com os filhinhos do meu primo, e eles riram!!
• Também... quem não riria vendo um bêbado fingindo pra gurizada que o santo tava baixando?!
• Falei Iorubá com a minha mãe.
• Meu irmão disse que eu passei a noite falando um dialeto tribal africano enquanto dormia.
• Mandei minha prima jogar fora o meu celular.
• Acordei bêbado.
Márcio
• Liguei bêbado pra Nanda pra dizer que eu amo a praga.
• Falei pro último vendedor de cerveja, “maluco, tô doidão!”.
• Deve ter sido por isso que ele quis roubar cinco conto de Borestia.
• Na volta andei e andei que eu nem lembro.
• Desta vez não toquei na porta do vizinho de baixo;
• Em compensação passei demorados segundos até reconhecer que a porta que tinham aberto pra mim era de fato a da minha casa.
• Brinquei com os filhinhos do meu primo, e eles riram!!
• Também... quem não riria vendo um bêbado fingindo pra gurizada que o santo tava baixando?!
• Falei Iorubá com a minha mãe.
• Meu irmão disse que eu passei a noite falando um dialeto tribal africano enquanto dormia.
• Mandei minha prima jogar fora o meu celular.
• Acordei bêbado.
Márcio
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
FEIJÃO PRA IEMANJÁ?
Amanhã, a partir das 9:30 da manhã, os Manelés estarão iniciando mais um dia de louvação à rainha dos mares.
O quê?
Feijoada à Iemanjá*
Onde?
Casa de Athos
Quando?
2 de fevereiro
O que levar?
Cerveja(Skol de preferência)
*vale salientar que o custo referente à Feijoada será rachado.
O quê?
Feijoada à Iemanjá*
Onde?
Casa de Athos
Quando?
2 de fevereiro
O que levar?
Cerveja(Skol de preferência)
*vale salientar que o custo referente à Feijoada será rachado.
Editorial de hoje do diário Lance!
Xô, retrocesso
São inegáveis os avanços recentes do nosso futebol. A implantação do sistema de pontos corridos, o respeito às regras de acesso e rebaixamento e a progressiva redução do número de clubes das séries A e B - até o desejado limite de 20 -, aumentaram a competitividade e foram reconhecidos pelo torcedor com o aumento das médias de público e da audiência das tevês.
O próximo passo, já anunciado por Ricardo Teixeira, da CBF, é a adequação do nosso calendário ao do resto do mundo, idéia encampada pela maioria dos clubes, como revelou pesquisa deste LANCE!.
Mas tudo o que é bom pode durar pouco...E o fantasma do atraso bate às portas do nosso fut.
De um lado, a TV Globo, que, em clara e legítima defesa de seus interesses comerciais - nem sempre os dos clubes ou os da sociedade - se levanta contra a mudança do calendário. De outro, o Clube dos 13, liderado por Eurico Miranda, melhor representante dos vanguardistas do atraso, em surpreeendente sintonia com a TV Globo, que propõe a volta de 22 clubes na Série A. Sem dúvidas, um esforço para manter seu poder e proteger aqueles que, pela incompetência de seus dirigentes, temem não segurar no campo uma vaga na elite.
É preciso resistir. A manutenção do calendário atual fará com que os clubes continuem a perder talentos em pleno Brasileirão, comprometendo o interesse do torcedor. O aumento do número de clubes vai baixar a rentabilidade dos jogos, sacrificar os jogadores e acabar com a possibilidade de que os clubes excursionem e faturem mais.
Do Clube dos 13 espera-se racionalidade. Da CBF que não ceda.
São inegáveis os avanços recentes do nosso futebol. A implantação do sistema de pontos corridos, o respeito às regras de acesso e rebaixamento e a progressiva redução do número de clubes das séries A e B - até o desejado limite de 20 -, aumentaram a competitividade e foram reconhecidos pelo torcedor com o aumento das médias de público e da audiência das tevês.
O próximo passo, já anunciado por Ricardo Teixeira, da CBF, é a adequação do nosso calendário ao do resto do mundo, idéia encampada pela maioria dos clubes, como revelou pesquisa deste LANCE!.
Mas tudo o que é bom pode durar pouco...E o fantasma do atraso bate às portas do nosso fut.
De um lado, a TV Globo, que, em clara e legítima defesa de seus interesses comerciais - nem sempre os dos clubes ou os da sociedade - se levanta contra a mudança do calendário. De outro, o Clube dos 13, liderado por Eurico Miranda, melhor representante dos vanguardistas do atraso, em surpreeendente sintonia com a TV Globo, que propõe a volta de 22 clubes na Série A. Sem dúvidas, um esforço para manter seu poder e proteger aqueles que, pela incompetência de seus dirigentes, temem não segurar no campo uma vaga na elite.
É preciso resistir. A manutenção do calendário atual fará com que os clubes continuem a perder talentos em pleno Brasileirão, comprometendo o interesse do torcedor. O aumento do número de clubes vai baixar a rentabilidade dos jogos, sacrificar os jogadores e acabar com a possibilidade de que os clubes excursionem e faturem mais.
Do Clube dos 13 espera-se racionalidade. Da CBF que não ceda.
Voltas as aulas... facom, aí vamos nós...

A Bahia segue na vanguarda dos acontecimentos. Enquanto no resto do país o ano comercial e estudantil se desenrola com o trânsito louco e emperrado, aqui a coisa como sempre, é mais light...
As primeiras imagens da volta às aulas em Salvador, Bahia, mostram pequenos problemas, já "sólucionados". Os homens da lei soteropolitanos, sempre atentos, já cuidaram de multar o casal de infratores acima: estavam a 92 Km/h, quando o permitido era 80.
fonte: blog do tas.
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