Jogo dos sete erros:




Ligação suspeita às 2 da madrugada:
- Hmmm... Paquerando, hein?
- Pior que não sei quem era... E a ligação caiu.
(a-ham...)

(isso era pra não perder a varanda, é? affff!!!)









Pra mim a festa foi massa. =)



















Bom, Willow, sobre a questão da anistia, eis o que (por ora) penso:
1. Acho que, assim como um torturado tem o legítimo interesse em ver seu torturador punido, também uma vítima de algum atentado promovido por aqueles que contra a ditadura lutaram tem o legítimo interesse em ver seu agressor punido. Por isso, acharia injusto restringir unilateralmente a possibilidade de punição a quem quer que seja.
2. Por conta do que disse acima, acho contraproducente uma revisão unilateral da anistia, pois só reviver-se-ia um confronto que por si só é eivado de injustiças - e não apenas contra aqueles que foram torturados, mas também contra os que se viram por força das circunstâncias no meio da disputa, como algum embaixador seqüestrado, ou alguma vítima de "justiçamento".
3. Acho que esta discussão vem enviesada indevidamente pela Comissão de Direitos Humanos do governo. Não se trata meramente de uma luta por justiça e pelos direitos humanos que os movem, mas por uma revanche ideológica e política (por mais clichê que essa expressão possa parecer). Acho condizente um torturado ou os familiares de mortos e desaparecidos lutarem especificamente pelo que os concerne, mas não acho condizente o governo combater (e mobilizar esse combate) unicamente nesse foco específico. Porque o governo deve se preocupar não só com a tortura que ocorreu na ditadura, mas também com as que ocorreram antes dela e as que continuaram a ocorrer depois, e sobretudo com as que continuam a ocorrer hoje.
4. Portanto, direcionar o esforço para esse foco não é unicamente uma luta pelos Direitos Humanos, mas uma luta contra a ditadura. Promovem não com o fito de acabar com a tortura no país, que ocorre dentro do aparelho do Estado (em delegacias, penitenciárias) e na própria sociedade (em favelas, promovidas por traficantes ou policiais). Promovem esse desejo de revisão da anistia porque ainda querem lutar politicamente contra a ditadura. Não estão empenhados em levar a debate a tortura que ainda ocorre hoje, levam esta questão porque eles próprios e sua militância foram atingidos. O preso torturado numa delegacia, ou um infeliz torturado numa favela, não faz parte da militância, pelo contrário, são exemplos do descuido de uma área do qual eles são os responsáveis por zelar. Se miram no antes e não no agora é por questão de militância, e eu acho que os Direitos Humanos são para todos, e o que urge é o que está acontecendo agora.
5. Compreendo que a punição da tortura promovida por militares constitua um ato simbólico de luta contra esse crime, até porque era uma prática que se configurou como método, mas para simbolismo da questão é imprescindível que aqueles que a desejam rejeitem o ato contra o qual lutam de forma gera, categórica e irrestrita. Mas isso não ocorre. Quando estes artífices do governo pararem de justificar a ditadura cubana (muito mais assassina que a brasileira) e pararem de paparicar os seus líderes, tratando-os como heróis, talvez veja com mais coerência o pedido (sempre, no entanto, levando em consideração os dois pontos iniciais que levantei).
6. Por fim, só a título de justiça histórica, considero falaciosa a premissa segundo a qual todos aqueles que decidiram pegar em armas para lutar contra a ditadura o fizeram para promover a democracia. Muitos que resistiram, sim, mas muitos que resistiram pela luta armada, não. Até sabemos que queriam derrubar a ditadura, mas muitos nunca esconderam (embora a maioria hoje queira ocultar, e muito de nós esquecer) que queriam derrubá-la para instalar outra ditadura, embora para eles mais virtuosa. Muitos eram declarados stalinistas e muitos almejavam para o Brasil um regime cubano, ou não?
Esta é uma questão extremamente polêmica e delicada e sobre a qual reluto muito em comentar porque pode para muitos parecer que ser contra a revisão unilateral da anistia contra torturadores é contribuir indiretamente para sua defesa. Minha opinião é que se esqueça sim o que aconteceu, embora compreenda que aqueles que foram diretamente atingidos queiram punição. A que me oponho é a uma revisão incoerente e unilateral. Acho que isto seria contraproducente, e nem entro no mérito jurídico.
Márcio
rcida. Tal qual li no Correio*: Rubens fez na sua despedida o de sempre, quase nada.