Como disse no comentário do post de zé, terei mesmo q fazer a cirurgia na mão... isso tá certo desde quinta e era p ser feita já na sexta. mas só hoje saiu a autorização do plano e do hospital. ficou marcada p amanhã, terça, no turno da tarde. o internamento tá marcado pra 7h da matina. Agora vai e tenho q admitir q to um pouquinho ansiosa... rs
Na verdade era só p dividir isso com vcs...
beijos!
M2
segunda-feira, outubro 15, 2007
Brasil arranca empate na Colômbia
A Seleção enfrentou a forte equipe colombiana na altitude de Bogotá, à 2640 m acima do nível do mar, e saiu do jogo com um valioso empate.
O Brasil sabia que teria dois adversários na partida de ontem, 14 de outubro no estádio El Campín: o poderoso time colombiano, com suas estrelas Ferreira (Atl. Paranaense) e Falcao (River Plate), e a altitude de Bogotá. O resultado foi o empate contra o primeiro e a vitória sobre o segundo.
É certo que os brasileiros erraram mais passes do que o E. C. Bahia em toda a série C, mas o que vale é o resultado positivo e 1pto. na bagagem de volta. O exemplo da emergente seleção da Venezuela que meteu 1x0 no Equador também na altitude de Quito, poderia ter influenciado a nossa seleção ainda abatida pelo fracasso da copa do mundo e em renovação., mas não deu pra tanto.
Contudo, o resultado não poderia ser melhor, estamos em 4º, somente atrás de Uruguai, Argentina e da própria Venezuela. Aliás, a dúvida é saber como Dunga montará a retranca contra esses três países, tanto em casa, quanto fora. Afinal, se vencermos os outros seis no Brasil e arrancarmos pelo menos uns quatro empates fora, dá pra permanecer na quarta colocação.
O segundo tempo mostrou que a Seleção Brasileira pode conseguir esses empates: é só colocar três ou quatro volantes, nossos melhores jogadores atualmente. Sugiro a formação com G. Silva, Mineiro, Josué e Elano ou J Batista. Aliás, esse segundo é até melhor, pois é reserva no Real Madrid, está mais descansado, enquanto o primeiro está jogando muito no Manchester City.
Si se puede Brasil!!!
Willow
O Brasil sabia que teria dois adversários na partida de ontem, 14 de outubro no estádio El Campín: o poderoso time colombiano, com suas estrelas Ferreira (Atl. Paranaense) e Falcao (River Plate), e a altitude de Bogotá. O resultado foi o empate contra o primeiro e a vitória sobre o segundo.
É certo que os brasileiros erraram mais passes do que o E. C. Bahia em toda a série C, mas o que vale é o resultado positivo e 1pto. na bagagem de volta. O exemplo da emergente seleção da Venezuela que meteu 1x0 no Equador também na altitude de Quito, poderia ter influenciado a nossa seleção ainda abatida pelo fracasso da copa do mundo e em renovação., mas não deu pra tanto.
Contudo, o resultado não poderia ser melhor, estamos em 4º, somente atrás de Uruguai, Argentina e da própria Venezuela. Aliás, a dúvida é saber como Dunga montará a retranca contra esses três países, tanto em casa, quanto fora. Afinal, se vencermos os outros seis no Brasil e arrancarmos pelo menos uns quatro empates fora, dá pra permanecer na quarta colocação.
O segundo tempo mostrou que a Seleção Brasileira pode conseguir esses empates: é só colocar três ou quatro volantes, nossos melhores jogadores atualmente. Sugiro a formação com G. Silva, Mineiro, Josué e Elano ou J Batista. Aliás, esse segundo é até melhor, pois é reserva no Real Madrid, está mais descansado, enquanto o primeiro está jogando muito no Manchester City.
Si se puede Brasil!!!
Willow
quinta-feira, outubro 11, 2007
MINHA PRIMEIRA VEZ COM UM HOMEM
Por José Amoêdo Neto
Duas semanas antes, a ansiedade já tomava conta de mim. Saber com antecedência que aquilo ia acontecer me deixou com os nervos à flor da pele e várias perguntas surgiram: será que chegou o momento? será que ele é o cara certo? será que vai doer?
Mesmo com dúvidas, resolvi fazer. Aos 26 anos, depois de tantas experiências picantes, sentia, fisicamente inclusive, que era a hora de ir além. Tudo pegava fogo por dentro, nem meu estômago aguentava mais esperar.
Contei para a minha mãe, que deu apoio total e chegou a soltar um "até que enfim", me deixando embaraçado. Preferi esconder dos amigos e colegas de trabalho, talvez com receio de que alguém relatasse um caso desanimador.
Na véspera, não trabalhei direito, faltava concentração. Fiquei quase um dia inteiro sem comer nem beber nada. Sobrava expectativa. Pegar no sono também foi difícil, transpirei e me remexi a noite inteira, como que antecipasse o que aconteceria na manhã seguinte.
Às 7h já estava lá, esperando ele, no local marcado. Queria que fosse rápido, nunca desejei tanto resolver uma coisa, por isso decidi que faria com um profissional conceituado e não com algum conhecido ou indicado por um amigo. O atraso dele me torturou, mas acho que foi calculado. Era um especialista. Já tinha feito aquilo várias vezes.
Quando chegou, sorriu para mim. Outros esperavam, mas eu era o primeiro do dia e ele, com seu olhar examinador, parecia saber disso.
Era magro, alto, feio, cabelo desarrumado. Confesso que se o visse na rua jamais me imaginaria fazendo com ele. Não tinha o physique du rôle adequado para o serviço. Mas tinha, certamente, muito mais capacidade que a maioria.
Chegou a minha vez, entrei na sala tímido. Ele estava acompanhado por duas mulheres, mas como eu nunca tinha feito assim, não achei tão estranho. Só fiquei preocupado quando elas começaram a me fazer perguntas: você tem alergia a algum remédio? e alimento? tem problema cardíaco? veio sozinho ou acompanhado?
Quando elas me deram Luftal, não consegui mais relaxar, com medo dos efeitos. O que poderia acontecer na hora H?
Percebendo meu desconforto, se apressaram em aplicar um relaxante local, informando que era pra evitar dores e ferimentos. Entrei em pânico e quis desistir.
Logo depois, injetaram uma droga pesada em mim. Tropofor, a última coisa que ouvi antes de apagar, suando frio, cheio de questionamentos. Seria aquele um caminho sem volta?
Acordei já com Lívia ao meu lado, a endoscopia tinha sido um sucesso e o resultado apresentou apenas uma Hérnia Hiatal, nada que preocupe.
No caminho para a casa, lembrei que não senti absolutamente nada durante aquela meia hora e que, como em toda primeira vez, a expectativa foi muito mais emocionante do que o ato.
Duas semanas antes, a ansiedade já tomava conta de mim. Saber com antecedência que aquilo ia acontecer me deixou com os nervos à flor da pele e várias perguntas surgiram: será que chegou o momento? será que ele é o cara certo? será que vai doer?
Mesmo com dúvidas, resolvi fazer. Aos 26 anos, depois de tantas experiências picantes, sentia, fisicamente inclusive, que era a hora de ir além. Tudo pegava fogo por dentro, nem meu estômago aguentava mais esperar.
Contei para a minha mãe, que deu apoio total e chegou a soltar um "até que enfim", me deixando embaraçado. Preferi esconder dos amigos e colegas de trabalho, talvez com receio de que alguém relatasse um caso desanimador.
Na véspera, não trabalhei direito, faltava concentração. Fiquei quase um dia inteiro sem comer nem beber nada. Sobrava expectativa. Pegar no sono também foi difícil, transpirei e me remexi a noite inteira, como que antecipasse o que aconteceria na manhã seguinte.
Às 7h já estava lá, esperando ele, no local marcado. Queria que fosse rápido, nunca desejei tanto resolver uma coisa, por isso decidi que faria com um profissional conceituado e não com algum conhecido ou indicado por um amigo. O atraso dele me torturou, mas acho que foi calculado. Era um especialista. Já tinha feito aquilo várias vezes.
Quando chegou, sorriu para mim. Outros esperavam, mas eu era o primeiro do dia e ele, com seu olhar examinador, parecia saber disso.
Era magro, alto, feio, cabelo desarrumado. Confesso que se o visse na rua jamais me imaginaria fazendo com ele. Não tinha o physique du rôle adequado para o serviço. Mas tinha, certamente, muito mais capacidade que a maioria.
Chegou a minha vez, entrei na sala tímido. Ele estava acompanhado por duas mulheres, mas como eu nunca tinha feito assim, não achei tão estranho. Só fiquei preocupado quando elas começaram a me fazer perguntas: você tem alergia a algum remédio? e alimento? tem problema cardíaco? veio sozinho ou acompanhado?
Quando elas me deram Luftal, não consegui mais relaxar, com medo dos efeitos. O que poderia acontecer na hora H?
Percebendo meu desconforto, se apressaram em aplicar um relaxante local, informando que era pra evitar dores e ferimentos. Entrei em pânico e quis desistir.
Logo depois, injetaram uma droga pesada em mim. Tropofor, a última coisa que ouvi antes de apagar, suando frio, cheio de questionamentos. Seria aquele um caminho sem volta?
Acordei já com Lívia ao meu lado, a endoscopia tinha sido um sucesso e o resultado apresentou apenas uma Hérnia Hiatal, nada que preocupe.
No caminho para a casa, lembrei que não senti absolutamente nada durante aquela meia hora e que, como em toda primeira vez, a expectativa foi muito mais emocionante do que o ato.
terça-feira, outubro 09, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
"Tropa de Elite" leva 180 mil espectadores ao cinema de Rio e SP
08/10/2007 - 13h00
Folha Online
O "Tropa de Elite", que estreou na sexta somente em São Paulo e Rio, levou aos cinemas cerca de 180 mil espectadores no seu primeiro fim de semana. Foram 140 cópias exibidas em 171 salas, o que dá uma média de 1.052 espectadores por sala.
Considerando só a média de espectadores por sala, foi o melhor final de semana de estréia de filme nacional neste ano, nesses dois mercados, os principais do país. "Tropa de Elite" teve sua estréia antecipada no Rio e São Paulo devido à pirataria, e outros filmes do ranking de bilheteria tiveram estréias nacionais.
Na próxima sexta (12), "Tropa de Elite" chega aos cinemas fora de SP e RJ, alcançando cerca de 300 salas em todo o país. Segundo a distribudora, "Tropa de elite" fez uma abertura 48% maior que a "A Grande Família", o filme brasileiro mais visto em 2007.
"Agradeço aos espectadores por conferir nos cinemas a versão final do filme. O bom resultado deste primeiro fim de semana mostra que existe interesse do público por filmes brasileiros", declarou o cineasta José Padilha.
Clara.
Folha Online
O "Tropa de Elite", que estreou na sexta somente em São Paulo e Rio, levou aos cinemas cerca de 180 mil espectadores no seu primeiro fim de semana. Foram 140 cópias exibidas em 171 salas, o que dá uma média de 1.052 espectadores por sala.
Considerando só a média de espectadores por sala, foi o melhor final de semana de estréia de filme nacional neste ano, nesses dois mercados, os principais do país. "Tropa de Elite" teve sua estréia antecipada no Rio e São Paulo devido à pirataria, e outros filmes do ranking de bilheteria tiveram estréias nacionais.
Na próxima sexta (12), "Tropa de Elite" chega aos cinemas fora de SP e RJ, alcançando cerca de 300 salas em todo o país. Segundo a distribudora, "Tropa de elite" fez uma abertura 48% maior que a "A Grande Família", o filme brasileiro mais visto em 2007.
"Agradeço aos espectadores por conferir nos cinemas a versão final do filme. O bom resultado deste primeiro fim de semana mostra que existe interesse do público por filmes brasileiros", declarou o cineasta José Padilha.
Clara.
O dia em que Ele lembrou de nós
E tudo, como, infelizmente já nos acostumamos, parecia que ia dar errado.
E como também já é tradição, tudo dando certo onde tinha que dar, lá no Acre, e nós aqui sem fazermos nossa parte. Ou seja, tudo nos conformes do medíocre, irritante e interminável script maldito e recente do drama chamado Esporte Clube Bahia.
Se bem que eu me perguntava: se era pra dar errado mesmo e nos fuderíamos de novo, por que desgraça Testinha perdeu o pênalti diante do ABC lá na Floresta, com quatro minutos de jogo? O primeiro sinal.
E a esperança continua.
E lá, o Rio Branco metia bola na trave. E o goleiro do ABC fazia miséria. E eu falando com Marcus Pimenta (no Acre) pelo tel e ele me dizendo que o gol do Rio Branco era questão de tempo.
E aqui, o Bahia não jogava nada. E o Fast fazia o que queria.E a angústia cresce.E o Bahia não se motivava. E o Bahia não se mexia. E o Fast atacava e perdia gol atrás de gol. Puta que pariu, que agonia!
E os traumas foram se fazendo mais vivos na memória. E o suor descia. E o cu diminuia. E nem azeite passava. E as lembranças não deixavam eu me enganar. E as sucessivas quedas atormentavam. Os "setes" reapareciam. O fantasma do dragão amarelo assombrava novamente. E a praia era avistada, mas o fôlego diminuía.
E o corpo tremia. A boca secava. E eu não conseguia mais sentar. E nem ficar parado. E o rádio caiu e quebrou. E o tempo passava. E o gol não vinha. E a garganta doía. E o desespero já me chamava de "meu broder".
E, de repente, ao lado de mais 8 mil pessoas, eu só conseguia ouvir meu coração.
E a lamúria começou. E as lágrimas temiam em descer. E a revolta se instalou. E meus queridos e estimados palavrões entraram em cena e ganharam o ar. E a vontade de matar meio mundo de gente voltava. E que saudade do bom e velho Bahia...
Mas o jogo do ABC acabou. Empate. Nossa galera foi ao delírio. E eu não entedia por quê. Porra, e cadê o nosso gol?!
E o juiz nos ajudava. E botou dois do Fast pra fora.
Mas Artuzinho empenava o nosso baba. Tirou Nonato. Mas botou o 16, Inho. Mesmo número de Raudinei. Outro sinal. E botou Charles também. Mas botou Amauri. Vai ser foda! E fomos pra cima.
Mas o desgraçado do goleiro do Fast pegava tudo.E no desespero, atacante do Fast sozinho na cara de Márcio. Ele cai na área, pênalti. Mas o juiz é Bahia! Outro sinal. E o cara do Fast recebe a bola sozinho na área. E manda por cima do gol.E a esperança não morria.
Haaaaaaja teimosia!
Mas o tempo não parava. A angústia não passava. Mas não era possível. Valei-me nosso senhor Jesus Cristo, tinha que dar Bahia!
E Carlos Alberto recebeu na direita. E avançou. E cruzou pro meio da área.
E antes da bola chegar em Charles, Deus, tão ausente e omisso nesses sofridos últimos tempos, finalmente atendeu nossas lamúrias e preces, e resolveu lembrar que um tal de Bahia e sua legião de sofredores existia.
E aos 50 minutos do segundo tempo, muito mais do que os seis dias que Ele levou pra fazer a Terra (só quem tava na Fonte sabe disso), Jesus Charles, o enviado de Deus, o nosso "Messias Salvador", empurrou pro fundo do gol vazio... e fez o Bahia voltar a ser "o Bahia"!
E a massa gritou, cantou, chorou, vibrou, se descontrolou, desmaiou e se emocionou como há muito tempo não fazia.
E os milhões de corações tricolores, graças ao meu bom Deus, enfim, voltaram a saborear, a viver e a sentir o lado bom de ser Bahêa.
Obrigado Senhor, por lembrar de nós.
Pouco importa se era o Fast. Se era a Série C. A gente, tão acostumado, mas ultimamente tão carente, só queria mesmo um motivo pra voltar a fazer festa.
A sofrida, descrente, humilhada, mas sempre fiel e apaixonada Nação Triclolor, agradece.
Louvado seja o ABC.
Mais Bahia que do nunca,
Darino Sena
PS1: "ê.... eu vou pra Série B..."
PS2: "ô.... me esperaê negô...."
PS3: "ê, Vitória, vá tomar no cú!"
PS4: "Bahia, Bahia minha vida.. Bahia, meu orgulho.. Bahia meu amor... "
PS5: "roubar é humano"
PS6: "timinho, fuleiro, nunca foi campeão brasileiro!"
domingo, outubro 07, 2007
Ringue di Versão
Pessoal,
Quem ainda não viu veja e quem já viu acesse de novo... É o Ringue di Versão, agora com playlístiu.
É, depois das reclamações por conta da dificuldade de ouvir as músicas do Ringue, pedi ajuda aos universitários e coloquei um playlist com todas as músicas discutidas. Então, ouçam as originais, as versões e comentem. Vale lembrar que esse blog é um dos instrumentos de avaliação de uma disciplina que estou cursando e que o número de comentários é determinante na nota...
Depois desse apelo, desejo a todos um bom domingo.
Abraço forte,
Livia.
www.ringuediversao.blogspot.com
ps. ah, estou escrevendo também para um site chamado Nacocó (www.nacoco.com.br ), seção de música. Passem por lá também
Quem ainda não viu veja e quem já viu acesse de novo... É o Ringue di Versão, agora com playlístiu.
É, depois das reclamações por conta da dificuldade de ouvir as músicas do Ringue, pedi ajuda aos universitários e coloquei um playlist com todas as músicas discutidas. Então, ouçam as originais, as versões e comentem. Vale lembrar que esse blog é um dos instrumentos de avaliação de uma disciplina que estou cursando e que o número de comentários é determinante na nota...
Depois desse apelo, desejo a todos um bom domingo.
Abraço forte,
Livia.
www.ringuediversao.blogspot.com
ps. ah, estou escrevendo também para um site chamado Nacocó (www.nacoco.com.br ), seção de música. Passem por lá também
sexta-feira, outubro 05, 2007
Mais um ano envelhecendo
Para aqueles que não leram o email que mandei semana passada, e para aqueles que leram, confirmando apenas, é isso:
Amanhã no Obá espero tomar algumas com vocês para lamentar ou comemorar o meu aniversário. O horário será a partir das 20hs.
Paulinha, o Obá fica no meio da ladeira da Barra, entre o Iate Clube e a Aliança Francesa, quase em frente à delegacia. Veja se você não consegue uma carona, eu vou para lá um pouco mais cedo - alguém, por favor, faz essa gentileza? ehehe.
Ah! não se acanhem em levar presentes, sou consumista.
Beijos a todos.
Márcio
Amanhã no Obá espero tomar algumas com vocês para lamentar ou comemorar o meu aniversário. O horário será a partir das 20hs.
Paulinha, o Obá fica no meio da ladeira da Barra, entre o Iate Clube e a Aliança Francesa, quase em frente à delegacia. Veja se você não consegue uma carona, eu vou para lá um pouco mais cedo - alguém, por favor, faz essa gentileza? ehehe.
Ah! não se acanhem em levar presentes, sou consumista.
Beijos a todos.
Márcio
quinta-feira, outubro 04, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
'Pedaço de mim'
Por ROBERTO VIEIRA
"No dia 30 de setembro de 1977 uma carta apareceu nos jornais de todo o Brasil.
Apócrifa.
Nova York, 30 de setembro de 1977,
Meu amor,
O que será da minha vida sem você?
A saudade já me invade. Covarde. Completa.
Não sei responder.
Tantos chegaram perto de conquistar meu coração. Leviana. Um dia nos pés do Mestre Ziza. No outro do Mestre Tim.
Em algumas noites eu pertenci ao Diamante Negro. Andamos de bicicleta. Apaixonados.
Mas nada que durasse muito tempo.
Alguns gringos me tratavam com carinho. Puskas galanteador. Di Stefano dono do mundo. Mathews gentleman.
Tudo muito formal. Ninguém me chamava de mulher, como diria Chico Buarque. Que aliás me namora. Amador.
A todos neguei meu amor.
Porque amor é uma coisa complicada. Não depende da vontade da gente. Se sente e só.
Então você me chegou. Menino. Sorrindo. Nunca perguntou meu nome. Sabia.
Nunca me chamou pra dançar. Já saimos dançando quando nos vimos.
Viajamos juntos para a Suécia. Você era de menor, mas ficamos no mesmo quarto. Ainda lembro quando aquele sueco veio com as travas da chuteira me agredir. Você me levantou no ar e sem me deixar cair me fez deslizar até as redes.
E o mundo conheceu você.
E nós fomos conquistar o mundo juntos. On the road.
Lembro do olhar dos portugueses quando você driblou metade do Benfica e só parou quando chegou no Castelo de São Jorge.
Ou daquela vez quando me usou para se vingar do Botafogo de Ribeirão Preto.
Você me escreveu os mais belos versos de amor.
Mil vezes.
Lançou-me pelos ares rumo ao gol. E Viktor saiu correndo, ridículo. Sublime.
Mas você por vezes me enganava.
Um dia eu imaginei que você me mandaria para as redes de Mazurkiewicz.
Ele foi para um lado e eu para o outro e nós nos encontramos no infinito.
Mas seu maior prazer era me exibir nua para os corintianos.
Eles chamavam por mim, desesperados. Eu desfilava no quase. Mas voltava aos seus pés. Sempre.
Quando Vicente e Morais te torturaram eu me neguei a eles que perderam a Copa, perderam as eliminatórias, perderam o rumo.
Lembra quando nós faziamos um ménage a trois com o Coutinho?
Muitas vezes eu não sabia quem era quem.
Então os anos passaram e você me disse adeus em 1971.
Eu te gritei: Fica!
E novamente você me disse adeus em 1974.
Eu te disse: Volta!
Hoje um novo adeus percorre os lábios teus. Um adeus pra sempre.
Um adeus sem volta.
E eu me recolho casta. Para viver dos sonhos.
Sempre apaixonada.
Sempre tua,
A BOLA"
Em 30 de setembro de 1977, Pelé se despediu do futebol.
Fã incondicional do Rei,
Darino Arantes do Nascimento, o Rei Dadá.
PS: Como seria bom ter nascido 30 anos antes...
"No dia 30 de setembro de 1977 uma carta apareceu nos jornais de todo o Brasil.
Apócrifa.
Nova York, 30 de setembro de 1977,
Meu amor,
O que será da minha vida sem você?
A saudade já me invade. Covarde. Completa.
Não sei responder.
Tantos chegaram perto de conquistar meu coração. Leviana. Um dia nos pés do Mestre Ziza. No outro do Mestre Tim.
Em algumas noites eu pertenci ao Diamante Negro. Andamos de bicicleta. Apaixonados.
Mas nada que durasse muito tempo.
Alguns gringos me tratavam com carinho. Puskas galanteador. Di Stefano dono do mundo. Mathews gentleman.
Tudo muito formal. Ninguém me chamava de mulher, como diria Chico Buarque. Que aliás me namora. Amador.
A todos neguei meu amor.
Porque amor é uma coisa complicada. Não depende da vontade da gente. Se sente e só.
Então você me chegou. Menino. Sorrindo. Nunca perguntou meu nome. Sabia.
Nunca me chamou pra dançar. Já saimos dançando quando nos vimos.
Viajamos juntos para a Suécia. Você era de menor, mas ficamos no mesmo quarto. Ainda lembro quando aquele sueco veio com as travas da chuteira me agredir. Você me levantou no ar e sem me deixar cair me fez deslizar até as redes.
E o mundo conheceu você.
E nós fomos conquistar o mundo juntos. On the road.
Lembro do olhar dos portugueses quando você driblou metade do Benfica e só parou quando chegou no Castelo de São Jorge.
Ou daquela vez quando me usou para se vingar do Botafogo de Ribeirão Preto.
Você me escreveu os mais belos versos de amor.
Mil vezes.
Lançou-me pelos ares rumo ao gol. E Viktor saiu correndo, ridículo. Sublime.
Mas você por vezes me enganava.
Um dia eu imaginei que você me mandaria para as redes de Mazurkiewicz.
Ele foi para um lado e eu para o outro e nós nos encontramos no infinito.
Mas seu maior prazer era me exibir nua para os corintianos.
Eles chamavam por mim, desesperados. Eu desfilava no quase. Mas voltava aos seus pés. Sempre.
Quando Vicente e Morais te torturaram eu me neguei a eles que perderam a Copa, perderam as eliminatórias, perderam o rumo.
Lembra quando nós faziamos um ménage a trois com o Coutinho?
Muitas vezes eu não sabia quem era quem.
Então os anos passaram e você me disse adeus em 1971.
Eu te gritei: Fica!
E novamente você me disse adeus em 1974.
Eu te disse: Volta!
Hoje um novo adeus percorre os lábios teus. Um adeus pra sempre.
Um adeus sem volta.
E eu me recolho casta. Para viver dos sonhos.
Sempre apaixonada.
Sempre tua,
A BOLA"
Em 30 de setembro de 1977, Pelé se despediu do futebol.
Fã incondicional do Rei,
Darino Arantes do Nascimento, o Rei Dadá.
PS: Como seria bom ter nascido 30 anos antes...
segunda-feira, outubro 01, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
Chegou a hora de bater o martelo!
Visando decidir se nossa nova empreitada rumo a 2008 dará certo, está marcada uma reunião extraordinária na nossa humilde residencia. Podem começar a chegar por volta das 18:30 de sexta(28/09). Levem cerveja e petiscos, porque nossa contribuição se resumirá a 3 latinhas de schin e um pacote de salgadinho... Aproveitaremos a oportunidade para assistir ao final da novela, com um faraônico bolão para tentar adivinhar quem matou Taís, preço de 1 cota, R$ 1,00.
PS.: Lívia tem novidades sobre a possibilidade do reveillon ser em Macéio, lá divilgaremos os números.
PS2.: Aproveitando ainda mais a oportunidade, iremos inaugurar o nosso freezer semi-novo vermelho sangue com detalhes em preto, para gelar ainda mais rápido nossas bebidinhas...
Atensiosamente,
Família Broa.
PS.: Lívia tem novidades sobre a possibilidade do reveillon ser em Macéio, lá divilgaremos os números.
PS2.: Aproveitando ainda mais a oportunidade, iremos inaugurar o nosso freezer semi-novo vermelho sangue com detalhes em preto, para gelar ainda mais rápido nossas bebidinhas...
Atensiosamente,
Família Broa.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Por mim é essa!
Caros manelés, visistem este site e verifiquem, http://www.massarandupiobeach.com/ . A casa é massa, o lugar, acredito, agrada a todos, o preço dentro das expectativas, R$ 3.000,00 de 29/12/07 à 02/01/08. Temos que fechar até dia 10/10, portanto peço que todos verifiquem logo. Quanto mais gente confirmar, menos a gente pagará.
Aguardo comentários,
Broa.
Aguardo comentários,
Broa.
terça-feira, setembro 25, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
Reveillon
Sra. Amoêdo e eu estamos tentando organizar nossa festinha de final de ano. Estamos pesquisando casas em vários locais, visando boas acomodações a preço baixo. Aos interessados, solicitamos confirmação do interesse em virar o ano ao nosso lado e opiniões de lugares com essas características. Quanto antes nos organizarmos, mas em conta ficará nossa viagem.
Aguardo comentários
Broa.
Aguardo comentários
Broa.
sexta-feira, setembro 21, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
Onde está Willow?!
Willownildon coloca palhinha (Emiliano) na fogueira e se ausenta?! Qual é. Tal qual Mercadante, absteve-se?! Aí não, aí não!!
Não tarde.
Márcio
Não tarde.
Márcio
quarta-feira, setembro 19, 2007
A história de Emiliano tem um lado só
Os crimes da ditadura não foram esquecidos nem tampouco têm sido negados. Tanto é assim que o livro lançado não contém nenhuma informação que já não se soubesse. Inédito apenas o fato de ter sido patrocinado pelo governo - como se os das ongs já não fossem patrocinados por suas verbas!
A história da ditadura não tem sido jogada por baixo do tapete. Se há um lado da história que não foi contada, por sinal, é o lado dos militares. A história só será completa quando o outro lado também se manifestar. Mas não há praticamente livro algum sobre os crimes da resistência.
Ademais, o Estado não tem se omitido perante a história da ditadura. Ele tem pagado indenizações milionárias às famílias, muitas delas contestadas e até duvidosas. O livro não é um passa adiante. O Estado deveria, isso sim, investir seu dinheiro e sua política para procurar desaparecidos.
Agora, se há de se acabar com a lei da anistia não há como punir apenas os militares. Os atos terroristas, os homicídios, os seqüestros, os assaltos, os chamados “justiçamentos”, assim como qualquer outro crime cometido pela resistência, hão de entrar na disputa da mesma maneira.
Assim, quando Passarinho enumerou alguns dos crimes cometidos pela resistência, ao contrário do Willow achou, não era para desumanizá-los, era para humanizá-los! Lamarca só é herói na mitologia da resistência, assim como é Marighela um democrata. Isso é apenas mistificação.
Emiliano deve conhecer os textos “democráticos” de Marighela, seu biografado, onde ele pregava abertamente o homicídio de suspeitos de traição e onde milita pelo comunismo. Até hoje muitos resistentes louvam o regime cubano - o que nos faz ver que a história não vê o passado deles, nem o presente.
Não querer a revisão da lei da anistia não é defender a ditadura. O Estado não deveria ser responsável pela morte de ninguém que está sob sua tutela. Um fato. Não há, porém, que ser negado os crimes cometidos pelo outro lado - e se há omissão da história, e do Estado, é frente a esses crimes.
No mais, se a juventude ignora o que aconteceu na ditadura, não é por falta de fontes. Professor de história e revolucionário são quase as mesmas palavras. Livros, filmes, documentários, televisão, jornais, todos eles sempre viram a ditadura por um único lado, omitindo o outro.
Se quisermos mesmo exigir rigor à História, imprescindível será ouvir todos os lados.
Só mais uma coisa: querer numa comparação igualar a ditadura militar brasileira com as ditaduras argentina e chilena, bem como o regime cubano, é um grave erro de proporção. Por mais que toda morte sob tais regimes seja indefensável, 400 mortes não são 40 mil.
Não há como comparar sem essa ressalva.
Márcio
A história da ditadura não tem sido jogada por baixo do tapete. Se há um lado da história que não foi contada, por sinal, é o lado dos militares. A história só será completa quando o outro lado também se manifestar. Mas não há praticamente livro algum sobre os crimes da resistência.
Ademais, o Estado não tem se omitido perante a história da ditadura. Ele tem pagado indenizações milionárias às famílias, muitas delas contestadas e até duvidosas. O livro não é um passa adiante. O Estado deveria, isso sim, investir seu dinheiro e sua política para procurar desaparecidos.
Agora, se há de se acabar com a lei da anistia não há como punir apenas os militares. Os atos terroristas, os homicídios, os seqüestros, os assaltos, os chamados “justiçamentos”, assim como qualquer outro crime cometido pela resistência, hão de entrar na disputa da mesma maneira.
Assim, quando Passarinho enumerou alguns dos crimes cometidos pela resistência, ao contrário do Willow achou, não era para desumanizá-los, era para humanizá-los! Lamarca só é herói na mitologia da resistência, assim como é Marighela um democrata. Isso é apenas mistificação.
Emiliano deve conhecer os textos “democráticos” de Marighela, seu biografado, onde ele pregava abertamente o homicídio de suspeitos de traição e onde milita pelo comunismo. Até hoje muitos resistentes louvam o regime cubano - o que nos faz ver que a história não vê o passado deles, nem o presente.
Não querer a revisão da lei da anistia não é defender a ditadura. O Estado não deveria ser responsável pela morte de ninguém que está sob sua tutela. Um fato. Não há, porém, que ser negado os crimes cometidos pelo outro lado - e se há omissão da história, e do Estado, é frente a esses crimes.
No mais, se a juventude ignora o que aconteceu na ditadura, não é por falta de fontes. Professor de história e revolucionário são quase as mesmas palavras. Livros, filmes, documentários, televisão, jornais, todos eles sempre viram a ditadura por um único lado, omitindo o outro.
Se quisermos mesmo exigir rigor à História, imprescindível será ouvir todos os lados.
Só mais uma coisa: querer numa comparação igualar a ditadura militar brasileira com as ditaduras argentina e chilena, bem como o regime cubano, é um grave erro de proporção. Por mais que toda morte sob tais regimes seja indefensável, 400 mortes não são 40 mil.
Não há como comparar sem essa ressalva.
Márcio
Tendências e debates
Para qualificar o debate, segue artigo do Prof. Emiliano José, publicado no jornal A Tarde de ontem, 18 de setembro. O título acima é um plágio de outro jornal, a Folha de São Paulo, mas tem uma razão de aí ser colocado. Lembro que anteriormente, tivemos a voz do Sr. Jarbas Passarinho.
Veias abertas
Quando uma ferida está aberta, ela sangra. E incomoda.
Por isso, talvez, o lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade, pela Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal e que contou com a presença do presidente Lula, tenha incomodado tanto. Não há como esconder debaixo do tapete os crimes de uma ditadura.
Quem quer que tenha experimentado o terror de um regime assim, sentido na pele a tortura, enfrentado a dor de saber de um parente torturado, ou morto ou desaparecido, não há de esquecer.
Nem tem por quê.
Como disse o jornalista Álvaro Caldas, ex-preso político, em artigo n'O Estado de S.Paulo de 2 de setembro, essa é uma catarse que o País ainda não teve coragem de fazer, embora ele reconheça que o lançamento de um livro como esse, onde o próprio Estado sepulta as versões mentirosas da repressão, represente um passo adiante. Eu diria que um passo importantíssimo, embora evidentemente ainda não suficiente. Muitos dos que ordenaram a tortura, muitos dos que comandaram assassinatos não estão mais entre os vivos. Mas não há qualquer razão para anistiar pessoas que agiram dessa maneira. "Eu não anistio criminosos", disse Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog, morto no DOI-Codi, São Paulo, em 1975, ao O Estado de S.Paulo do mesmo 2 de setembro.
O País cultiva uma curiosa tradição de fazer transições políticas por cima, pretendendo sempre que elas se dêem sem rupturas evidentes. Isso no entanto, há que se modificar. Em vários países latino-americanos, e podemos lembrar casos como o da Argentina e do Chile, os responsáveis pelos crimes dos períodos ditatoriais têm sido punidos.
Não há prescrição para tais crimes. Não pode haver. Por que no Brasil deveríamos fazer de conta que tudo se apagou? Por que alisar a ferida? Por que fingir que ela não dói mais? Quando falo, em palestras, o que foi a ditadura, a juventude reage como que perplexa. Não sabe o que ocorreu naqueles tempos de terror - terror oficial, terror do Estado que tem o monopólio da força. Nós não podemos construir uma história de faz-de-conta. À base da lei, o País deve continuar esse movimento pela punição dos que cometeram esses crimes. Para tanto, deve ser ampliada a política de abertura dos arquivos. O nosso ensino de história não pode continuar a omitir esses crimes. Os jovens têm todo o direito de saber o que foram aqueles 21 anos de arbítrio, violência, obscurantismo, tortura, assassinatos.
É preciso exercitar o direito à memória e à verdade.
Continuar o processo de abertura dos arquivos.
A verdade, se dói, é sempre melhor do que a mentira ou a omissão. Ela permitirá à Nação encarar-se a si mesma, olhar seu passado, adotar as medidas necessárias para afirmar suas convicções democráticas, enxergar o novo papel das Forças Armadas. Ao negar-se a isso, estamos no território do faz-de-conta. Como querem as vozes do passado, que volta e meia ressurgem querendo defender o indefensável, uma ditadura que nós não queremos nunca mais.
Emiliano José| Jornalista e escritor. E-mail: emiljose@uol.com.br
Willow, no papel de dar voz às vozes.
P.S.: quem matou Taís, eu não sei, mas já soube que o Otto rodou e a Alessandra tá livre. Preparem os currículos.
Veias abertas
Quando uma ferida está aberta, ela sangra. E incomoda.
Por isso, talvez, o lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade, pela Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal e que contou com a presença do presidente Lula, tenha incomodado tanto. Não há como esconder debaixo do tapete os crimes de uma ditadura.
Quem quer que tenha experimentado o terror de um regime assim, sentido na pele a tortura, enfrentado a dor de saber de um parente torturado, ou morto ou desaparecido, não há de esquecer.
Nem tem por quê.
Como disse o jornalista Álvaro Caldas, ex-preso político, em artigo n'O Estado de S.Paulo de 2 de setembro, essa é uma catarse que o País ainda não teve coragem de fazer, embora ele reconheça que o lançamento de um livro como esse, onde o próprio Estado sepulta as versões mentirosas da repressão, represente um passo adiante. Eu diria que um passo importantíssimo, embora evidentemente ainda não suficiente. Muitos dos que ordenaram a tortura, muitos dos que comandaram assassinatos não estão mais entre os vivos. Mas não há qualquer razão para anistiar pessoas que agiram dessa maneira. "Eu não anistio criminosos", disse Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog, morto no DOI-Codi, São Paulo, em 1975, ao O Estado de S.Paulo do mesmo 2 de setembro.
O País cultiva uma curiosa tradição de fazer transições políticas por cima, pretendendo sempre que elas se dêem sem rupturas evidentes. Isso no entanto, há que se modificar. Em vários países latino-americanos, e podemos lembrar casos como o da Argentina e do Chile, os responsáveis pelos crimes dos períodos ditatoriais têm sido punidos.
Não há prescrição para tais crimes. Não pode haver. Por que no Brasil deveríamos fazer de conta que tudo se apagou? Por que alisar a ferida? Por que fingir que ela não dói mais? Quando falo, em palestras, o que foi a ditadura, a juventude reage como que perplexa. Não sabe o que ocorreu naqueles tempos de terror - terror oficial, terror do Estado que tem o monopólio da força. Nós não podemos construir uma história de faz-de-conta. À base da lei, o País deve continuar esse movimento pela punição dos que cometeram esses crimes. Para tanto, deve ser ampliada a política de abertura dos arquivos. O nosso ensino de história não pode continuar a omitir esses crimes. Os jovens têm todo o direito de saber o que foram aqueles 21 anos de arbítrio, violência, obscurantismo, tortura, assassinatos.
É preciso exercitar o direito à memória e à verdade.
Continuar o processo de abertura dos arquivos.
A verdade, se dói, é sempre melhor do que a mentira ou a omissão. Ela permitirá à Nação encarar-se a si mesma, olhar seu passado, adotar as medidas necessárias para afirmar suas convicções democráticas, enxergar o novo papel das Forças Armadas. Ao negar-se a isso, estamos no território do faz-de-conta. Como querem as vozes do passado, que volta e meia ressurgem querendo defender o indefensável, uma ditadura que nós não queremos nunca mais.
Emiliano José| Jornalista e escritor. E-mail: emiljose@uol.com.br
Willow, no papel de dar voz às vozes.
P.S.: quem matou Taís, eu não sei, mas já soube que o Otto rodou e a Alessandra tá livre. Preparem os currículos.
segunda-feira, setembro 17, 2007
Surrealismo é isso!
O texto abaixo é longo, mas hilário. Absurdo acima de tudo. Mas, de tão absurdo, é hilário. Antes vamos contextualizar. Alguns já devem conhecer a história, mas vou contar mesmo assim, até porque o desfecho vale a pena.
Há algumas semanas, coisa de um mês, num desses programas esportivos da tevê, discutia-se sobre um jogador de futebol gay. O apresentador e os convidados falavam sobre o assunto sem mencionar o nome do tal jogador. Lá pelas tantas, foi perguntado a um dirigente palmeirense, se o tal jogador já vestira a camisa do alviverde. O dirigente respondeu:
“Não, o Richardson nunca vestiu a camisa do Palmeiras”.
Pronto. Todos caíram na risada. O dirigente revelara o nome e nem percebera. Só até aí o caso já é hilário, mas não pára por aí.
O caso foi parar na Justiça. E é aqui que vira um surrealismo só. Richardson entrou com um processo. Abaixo está a decisão do juiz. É longo, mas leiam. Asseguro que não nenhuma pegadinha do Sérgio Malandro, embora possa parecer.
Márcio
Abaixo a sentença, como no original.
Sentença do juiz Manoel Maximiano Junqueira
Conclusão
Em 5 de julho de 2007. faço estes autos conclusos ao Dr. Manoel Maximiano Junqueira Filho, MM. Juiz de Direito Titular da Nona Vara Criminal da Comarca da Capital. Eu, Ana Maria R. Goto, Escrevente, digitei e subscrevi.
A presente Queixa-Crime não reúne condições de prosseguir.
Vou evitar um exame perfunctório, mesmo porque, é vedado constitucionalmente, na esteira do artigo 93, inciso IX, da Carta Magna.
1. Não vejo nenhum ataque do querelado ao querelante.
2. Em nenhum momento o querelado apontou o querelante como homossexual.
3. Se o tivesse rotulado de homossexual, o querelante poderia optar pelos seguintes caminhos:
3. A - Não sendo homossexual, a imputação não o atingiria e bastaria que, também ele, o querelante, comparecesse no mesmo programa televisivo e declarasse ser heterossexual e ponto final;
3. B - se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omitir, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados...
Quem é, ou foi BOLEIRO, sabe muito bem que estas infelizes colocações exigem réplica imediata, instantânea, mas diretamente entre o ofensor e o ofendido, num "TÈTE-À TÈTE".
4. O querelante trouxe, em arrimo documental, suposta manifestação do "GRUPO GAY", da Bahia (folha 10) em conforto à posição do jogador. E também suposto pronunciamento publicado na Folha de São Paulo, de autoria do colunista Juca Kfouri (folha 7), batendo-se pela abertura, nas canchas, de atletas com opção sexual não de todo aceita.
5. Já que foi colocado, como lastro, este Juízo responde: futebol é jogo viril, varonil, não homossexual. Há hinos que consagram esta condição: "OLHOS ONDE SURGE O AMANHÃ, RADIOSO DE LUZ, VARONIL, SEGUE SUA SENDA DE VITÓRIAS...".
6. Esta situação, incomum, do mundo moderno, precisa ser rebatida...
7. Quem se recorda da "COPA DO MUNDO DE 1970", quem viu o escrete de ouro jogando (FÉLIX, CARLOS ALBERTO, BRITO, EVERALDO E PIAZA; CLODOALDO E GÉRSON; JAIRZINHO, PELÉ, TOSTÃO E RIVELINO), jamais conceberia um ídolo seu homossexual.
8. Quem presenciou grandes orquestras futebolísticas formadas: SEJAS, CLODOALDO, PELÉ E EDU, no Peixe; MANGA, FIGUEROA, FALCÃO E CAÇAPAVA, no Colorado; CARLOS, OSCAR, VANDERLEI, MARCO AURÉLIO E DICÁ, na Macaca, dentre inúmeros craques, não poderia sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol.
9. Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas, forme o seu time e inicie uma Federação. Agende jogos com quem prefira pelejar contra si.
10. O que não se pode entender é que a Associação de Gays da Bahia e alguns colunistas (se é que realmente se pronunciaram neste sentido) teimem em projetar para os gramados, atletas homossexuais.
11. Ora, bolas, se a moda pega, logo teremos o "SISTEMA DE COTAS", forçando o acesso de tantos por agremiação...
12. E não se diga que essa abertura será de idêntica proporção ao que se deu quando os negros passaram a compor as equipes. Nada menos exato. Também o negro, se homossexual, deve evitar fazer parte de equipes futebolísticas de héteros.
13. Mas o negro desvelou-se (e em várias atividades) importantíssimo para a história do Brasil: o mais completo atacante, jamais visto, chama-se EDSON ARANTES DO NASCIMENTO e é negro.
14. O que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicariam a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal...
15. Para não falar do desconforto do torcedor, que pretende ir ao estádio, por vezes com seu filho, avistar o time do coração se projetando na competição, ao invés de perder-se em análises do comportamento deste, ou daquele atleta, com evidente problema de personalidade, ou existencial; desconforto também dos colegas de equipe, do treinador, da comissão técnica e da direção do clube.
16. Precisa, a propósito, estrofe popular, que consagra:
"CADA UM NA SUA ÁREA,
CADA MACACO EM SEU GALHO,
CADA GALO EM SEU TERREIRO,
CADA REI EM SEU BARALHO".
17. É assim que eu penso... e porque penso assim, na condição de Magistrado, digo!
18. Rejeito a presente Queixa-Crime. Arquivem-se os autos. Na hipótese de eventual recurso em sentido estrito, dê-se ciência ao Ministério Público e intime-se o querelado, para contra-razões.
São Paulo, 5 de julho de 2007
MANOEL MAXIMIANO JUNQUEIRA FILHO
JUIZ DE DIREITO TITULAR
Há algumas semanas, coisa de um mês, num desses programas esportivos da tevê, discutia-se sobre um jogador de futebol gay. O apresentador e os convidados falavam sobre o assunto sem mencionar o nome do tal jogador. Lá pelas tantas, foi perguntado a um dirigente palmeirense, se o tal jogador já vestira a camisa do alviverde. O dirigente respondeu:
“Não, o Richardson nunca vestiu a camisa do Palmeiras”.
Pronto. Todos caíram na risada. O dirigente revelara o nome e nem percebera. Só até aí o caso já é hilário, mas não pára por aí.
O caso foi parar na Justiça. E é aqui que vira um surrealismo só. Richardson entrou com um processo. Abaixo está a decisão do juiz. É longo, mas leiam. Asseguro que não nenhuma pegadinha do Sérgio Malandro, embora possa parecer.
Márcio
Abaixo a sentença, como no original.
Sentença do juiz Manoel Maximiano Junqueira
Conclusão
Em 5 de julho de 2007. faço estes autos conclusos ao Dr. Manoel Maximiano Junqueira Filho, MM. Juiz de Direito Titular da Nona Vara Criminal da Comarca da Capital. Eu, Ana Maria R. Goto, Escrevente, digitei e subscrevi.
A presente Queixa-Crime não reúne condições de prosseguir.
Vou evitar um exame perfunctório, mesmo porque, é vedado constitucionalmente, na esteira do artigo 93, inciso IX, da Carta Magna.
1. Não vejo nenhum ataque do querelado ao querelante.
2. Em nenhum momento o querelado apontou o querelante como homossexual.
3. Se o tivesse rotulado de homossexual, o querelante poderia optar pelos seguintes caminhos:
3. A - Não sendo homossexual, a imputação não o atingiria e bastaria que, também ele, o querelante, comparecesse no mesmo programa televisivo e declarasse ser heterossexual e ponto final;
3. B - se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omitir, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados...
Quem é, ou foi BOLEIRO, sabe muito bem que estas infelizes colocações exigem réplica imediata, instantânea, mas diretamente entre o ofensor e o ofendido, num "TÈTE-À TÈTE".
4. O querelante trouxe, em arrimo documental, suposta manifestação do "GRUPO GAY", da Bahia (folha 10) em conforto à posição do jogador. E também suposto pronunciamento publicado na Folha de São Paulo, de autoria do colunista Juca Kfouri (folha 7), batendo-se pela abertura, nas canchas, de atletas com opção sexual não de todo aceita.
5. Já que foi colocado, como lastro, este Juízo responde: futebol é jogo viril, varonil, não homossexual. Há hinos que consagram esta condição: "OLHOS ONDE SURGE O AMANHÃ, RADIOSO DE LUZ, VARONIL, SEGUE SUA SENDA DE VITÓRIAS...".
6. Esta situação, incomum, do mundo moderno, precisa ser rebatida...
7. Quem se recorda da "COPA DO MUNDO DE 1970", quem viu o escrete de ouro jogando (FÉLIX, CARLOS ALBERTO, BRITO, EVERALDO E PIAZA; CLODOALDO E GÉRSON; JAIRZINHO, PELÉ, TOSTÃO E RIVELINO), jamais conceberia um ídolo seu homossexual.
8. Quem presenciou grandes orquestras futebolísticas formadas: SEJAS, CLODOALDO, PELÉ E EDU, no Peixe; MANGA, FIGUEROA, FALCÃO E CAÇAPAVA, no Colorado; CARLOS, OSCAR, VANDERLEI, MARCO AURÉLIO E DICÁ, na Macaca, dentre inúmeros craques, não poderia sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol.
9. Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas, forme o seu time e inicie uma Federação. Agende jogos com quem prefira pelejar contra si.
10. O que não se pode entender é que a Associação de Gays da Bahia e alguns colunistas (se é que realmente se pronunciaram neste sentido) teimem em projetar para os gramados, atletas homossexuais.
11. Ora, bolas, se a moda pega, logo teremos o "SISTEMA DE COTAS", forçando o acesso de tantos por agremiação...
12. E não se diga que essa abertura será de idêntica proporção ao que se deu quando os negros passaram a compor as equipes. Nada menos exato. Também o negro, se homossexual, deve evitar fazer parte de equipes futebolísticas de héteros.
13. Mas o negro desvelou-se (e em várias atividades) importantíssimo para a história do Brasil: o mais completo atacante, jamais visto, chama-se EDSON ARANTES DO NASCIMENTO e é negro.
14. O que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicariam a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal...
15. Para não falar do desconforto do torcedor, que pretende ir ao estádio, por vezes com seu filho, avistar o time do coração se projetando na competição, ao invés de perder-se em análises do comportamento deste, ou daquele atleta, com evidente problema de personalidade, ou existencial; desconforto também dos colegas de equipe, do treinador, da comissão técnica e da direção do clube.
16. Precisa, a propósito, estrofe popular, que consagra:
"CADA UM NA SUA ÁREA,
CADA MACACO EM SEU GALHO,
CADA GALO EM SEU TERREIRO,
CADA REI EM SEU BARALHO".
17. É assim que eu penso... e porque penso assim, na condição de Magistrado, digo!
18. Rejeito a presente Queixa-Crime. Arquivem-se os autos. Na hipótese de eventual recurso em sentido estrito, dê-se ciência ao Ministério Público e intime-se o querelado, para contra-razões.
São Paulo, 5 de julho de 2007
MANOEL MAXIMIANO JUNQUEIRA FILHO
JUIZ DE DIREITO TITULAR
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